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13/08/2013

[Resenha] O Resgate do Tigre



Autor: Colleen Houck

Editora: Arqueiro

Páginas: 432

Preço: 19,46 na Lojas Americanas

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012











Sinopse: Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d'água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.


Estava um tanto quanto receosa quando O Resgate do Tigre chegou em minha casa. Quem leu a minha resenha de A Maldição do Tigre já deve saber mais ou menos o porquê disso. Demorei um tanto para finalmente realizar a leitura desse livro por conta da relutância, mas logo cedi e finalmente o selecionei em minha lista de leitura, visto que já estava ansiosa para saber o que aconteceria com os personagens durante o desenvolvimento da trama. Gostei bastante da diagramação do livro, mas uma coisa que me desapontou no trabalho da editora foi a baixa resistência do adesivo da capa. Depois de poucas horas de leitura, percebi que a parte de baixo da capa tinha um pequeno defeito: o adesivo estava descolando - e olha que sou uma leitura muito cuidadosa! Também fiquei um pouco chateada com alguns erros de revisão, mas tudo bem, resolvi relevar.

Nesse segundo livro, Kelsey está de volta ao Oregon com um vazio em seu peito. Tentando recomeçar sua vida, acompanhamos enquanto ela vai para faculdade, se concentra nos estudos e - surpresa! - começa a sair com outros caras. Porém, essa vida aparentemente normal acaba tão cedo quanto começou quando a jovem volta para a Índia a fim de continuar a busca pelos presentes da deusa Durga, porém agora, com um objetivo a mais e sob circunstâncias especiais que você só vai descobrir lendo.

Todos vocês já devem saber que eu não sou fã do plot romântico dessa série. E venho bater nessa tecla mais uma vez. Sinceramente? Acho que as primeiras cem páginas desse livro foram totalmente desnecessárias. Não vi motivo para a autora falar dos encontros que Kelsey teve com tanta ênfase, já que não tinham nada a ver com a proposta inicial da série. Isso contribuiu muito para que o livro ficasse maçante e também para que eu duvidasse um tantinho da sinopse na contracapa, já que página vem, página vai, não acontecia nada de realmente interessante com a nossa protagonista que afinal, ainda não evoluiu. Kelsey continua mimizenta e chata, com a única diferença de que eu cheguei a me identificar com ela dessa vez por não estar numa fase das boas enquanto lia o livro.

Dado esse ponto, acredito que vocês já devem saber que eu não tive uma opinião tão diferente quanto a do primeiro livro: plot romântico desnecessário e plot fantástico maravilhoso. Cheguei a intercalar a leitura por não conseguir ler mais de 20 páginas por dia, sério. Só depois que avancei um pouco mais e cheguei às maravilhas da fantasia é que devorei o livro de vez. Não me entendam mal: a série do tigre é muito boa, eu só não curto muito o romance criado nela.

Uma coisa super positiva nesse livro são os quotes maravilhosos que ele possui. Gastei mais da metade dos meus 20 post-its amarelinhos marcando passagens com as quais eu me identifiquei ou apenas achei memoráveis. Se tem um livro que carrega muitas mensagens positivas e frases legais de serem lidas, é O Resgate do Tigre. Ponto para tia Houck!

Outra coisa que eu curti muito foi o gancho que a autora deixou para os próximos livros. Céus, eu mal posso esperar para ter A Viagem do Tigre em minhas mãos! O que foi aquele final? Depois de tanto drama, tantos suspiros e esforços... Aquilo? Me deu vontade de atirar o livro pela janela, mas optei por ser uma boa leitora e apenas guardá-lo na estante, com uma pontada de rancor. Aos amantes da saga do tigre, preparem-se!

Bom, gente, apesar de empacar um pouco na leitura quando o rumo da história se vira para os sentimentos dos personagens, eu ainda aprecio muito o trabalho de Colleen Houck com sua escrita fantástica, então é claro que continuarei acompanhando a saga! Acredito que os jovens leitores e amantes da fantasia vão gostar muito da mitologia criada nessa série e é recomendando os dois primeiros livros que finalizo essa resenha.


22/01/2013

[Resenha] A Maldição do Tigre



Autor: Colleen Houck

Editora: Arqueiro

Páginas: 352

Preço: 21,75 no Submarino

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.


Comprei esse livro mais por impulso. Lembro-me de estar com minha amiga em uma filial das Lojas Americanas, a fim de esperar enquanto ela comprava uns CDs. Nesse meio tempo, resolvi vasculhar as prateleiras de livros apenas para fazer um balanço e saber em média quanto custavam os exemplares ali. Quando bati os olhos na capa da obra, foi atração à primeira vista. Já sabendo que não ia adiantar tentar virar o rosto e ignorar, apanhei meu exemplar embrulhado em um plástico e o comprei, visto que já tinha ouvido críticas muito boas a respeito de A Maldição do Tigre e não esperava para poder tirar minhas próprias conclusões a respeito do título.

O trabalho da Editora Arqueiro não deixou a desejar, novamente. A capa metalizada com detalhes sutis dá um show e de cara hipnotiza o leitor, fazendo-o comprar o livro nem que seja apenas por sua diagramação externa. Achei o trabalho interno igualmente satisfatório, sem falar na revisão e tradução, que não me decepcionaram.

No universo criado por Colleen Houck conhecemos Kelsey Hayes, uma jovem órfã adotada por um casal, que está procurando um emprego temporário. Quando é designada para a área de limpeza e alimentação de animais em um circo, ela hesita, mas resolve aceitar o cargo. Chegando lá, ela conhece o estabelecimento e a função que exercerá. Ao assistir um dos shows, porém, Kelsey se vê encantada por uma de suas atrações: o fantástico e belo tigre branco Dhiren. A atração pelo animal é imediata e logo ela se vê passando uma boa parte de seu tempo lendo Shakespeare para o tigre e conversando com ele.

Um tempo se passa, e como nem tudo são flores, aparece um rapaz disposto a levar o tigre para seu ambiente natural, onde poderá ter uma vida feliz. Triste por ter de abandonar seu amigo, mas ansiosa por sua liberdade, nossa protagonista aceita prontamente quando é convidada para acompanhá-lo em sua adaptação ao novo lar, na Índia. Ela parte em sua jornada, convicta de seu trabalho, mas o que não esperava era descobrir que seu tigre, na verdade se tratava de um príncipe aprisionado na forma felina por uma maldição realizada há mais de 300 anos. A partir daí, ela se junta a ele em busca de quebrar a maldição e libertá-lo novamente.

A escrita com que Colleen Houck conduz a história é bem descritiva, porém, achei que a autora enrolou demais em alguns pontos, dificultando assim a minha afeição à história. Não, definitivamente este não foi um livro que me prendeu justamente por causa da escrita. Passei dias e mais dias enrolando para retomar a leitura, porque não me sentia encorajada a fazê-lo. Fiquei bem desapontada com isso, visto que os montes de resenhas positivas que havia lido diziam que a escrita da autora era super gostosa, o que fazia com que o leitor se prendesse à história. Infelizmente, não foi o que aconteceu comigo.

Outro aspecto do livro que não me agradou foram os personagens. Kelsey é muito chata, confesso que foi muito difícil suportar os momentos em que ela apresentava o famoso "mimimi" adolescente o qual sinceramente, achei desnecessário da parte dela. Ren é um doce e é um personagem imperfeito e simplesmente impressionante, pelo fato de ter dois lados - o homem e o tigre - que foram muito bem desenvolvidos, mas não achei sua conexão com a protagonista convincente o bastante. Era com muito custo que eu lia as passagens românticas dos dois, pois tomei a conclusão de que prefiro a dupla como bons amigos e não como amantes apaixonados, o que para mim, não funcionou.

O único personagem a quem me apeguei mesmo foi o Kishan, e me sinto melhor em saber que ele vai estar presente na maior parte do segundo livro, pois assim poderei ter uma leitura mais agradável, eu espero.

Como o livro não é feito apenas de aspectos negativos, quero destacar aqui os positivos, que me fascinaram bastante durante toda a história. Quando digo isso, me refiro às passagens de aventura e mitologia indiana existentes no livro. Fala sério, eu fiquei sem fôlego! Achei que esse foi o ponto alto do livro, sem mais. O romance poderia estar muito do sem graça, mas sempre que Ren e Kelsey tinham de enfrentar algum obstáculo ou desvendar um enigma, eu já me arrepiava toda de expectativa. Posso dizer que a maior parte das estrelinhas que o livro ganhou se devem à boa ambientação onde o livro se passa e o ótimo desenvolvimento que a autora proporcionou às cenas de aventura e mitologia.

Para os fanáticos por mitologia e culturas diferentes, esse livro é um prato cheio, é só cair dentro. Eu ao menos, não gostei do romance, mas não sei se todos vão ter uma opinião similar, já que todas as resenhas que eu li só destacavam coisas boas a respeito desse aspecto do livro. No final, A Maldição do Tigre foi um passatempo um tanto cansativo, mas bom ao seu modo.