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01/11/2013

Por que ler?



Não é com pouca frequência que me perguntam por que eu leio tanto. As pessoas simplesmente não conseguem entender esse vício, assim como o motivo de eu investir tanto dinheiro no que parecem ser apenas papéis encadernados de diversos formatos. Quase todo dia me perguntam qual a razão de eu ter vários desses empilhados por todo lugar, o que me leva a carregá-los comigo aonde quer que eu vá e se eu não tenho nada pra fazer além de ficar virando páginas o dia inteiro.

Mas parando pra pensar, não é que a pergunta é interessante? De início, eu lembro que comecei a ler por puro incentivo. Quando eu era pequena e ainda não sabia ler textos, mamãe costuma dizer que eu lia as imagens. Gostava de interpretar as figuras e ficar horas de pernas por ar com minhas pilhas de gibi ao lado. Meus pais sempre deram muita importância quanto a plantar esse hábito em mim, por isso que toda noite minha mãe me contava histórias antes de eu dormir, me incentivava a escrever pequenas redações assim que aprendi a ler e escrever e principalmente, comprava gibis para mim todos os dias.

Com o passar do tempo, fui crescendo e conheci as bibliotecas. Como eu só conhecia as livrarias como meio de adquirir livros, não podia comprá-los com frequência por considerá-los muito caros. É claro que eu sempre juntava o meu dinheirinho para adquirir o próximo exemplar, mas quando eu não tinha um livro novo para ler, ou relia os que já tinha, ou então, recorria às bibliotecas. Lembro que com meus 9 anos, li 200 as páginas de um livro de contos dos Irmãos Grimm em um dia pela primeira vez e fiquei muito feliz com a realização. As bibliotecárias da minha escola me conheciam e estavam sempre me recomendando livros novos, até que minha madrinha resolveu entrar na história também.

Na época, eu estava passando por diversos problemas, tanto na escola, quanto em casa. Meus pais estavam se separando e na escola, comecei a sofrer bullying. A partir desse momento, passei a ler por ser uma importante válvula de escape. Sou muito grata a minha madrinha até hoje, que quando eu mais precisei, passou a me dar livros uma vez por mês. Era regra: todo mês ela me levava a uma livraria grande e me deixava escolher um, dois ou às vezes, três livros que eu gostasse para levar pra casa. Enquanto eu lia, os livros me davam tanto prazer e bom humor que eu podia esquecer os problemas, pelo menos até ganhar o próximo.

Com o tempo, fui parando de falar com as pessoas e sair de casa só para poder ler um pouquinho mais. Não demorou muito a meus amigos começarem a reclamar e meus pais ficarem preocupados porque eu não saía bastante. Os professores reclamavam que eu lia durante as aulas e cheguei a receber várias broncas por causa disso. Muito tempo depois e com o impacto de algumas consequências, resolvi me obrigar a equilibrar as coisas e dar mais atenção à vida real.

A partir desse momento, criei o blog e comecei a ler por prazer. Hoje gostava de degustar das histórias, passar as páginas, sentir o cheiro de livro novo recém saído da gráfica e admirar minha coleção repetidas vezes. Uso e abuso dos livros como válvula de escape, mas tenho a consciência de que um dia vou ter que enfrentar o problema cara-a-cara. Leio porque a leitura me faz feliz, porque gosto de me envolver com a escrita do autor, adoro esse bate-papo que ocorre entre o livro e o leitor durante a leitura. Leio para me sentir bem, adquirir cultura, melhorar a escrita! Leio porque ler é tudo de bom.

Hoje em dia, eu me estresso se não estiver lendo diariamente. Não consigo ficar longe dos meus livros. Não só gosto de ler tudo o que tenho em alcance, como também quero criar a minha própria história. Fiz amigos por causa da leitura, pessoas maravilhosas em quem sei que posso confiar e contar sempre. Concluindo, sou mais feliz com a literatura em minha vida e é por isso que eu leio!


25/10/2013

Evento do Projeto Beletristas: Literatura ao Pé da Letra II



Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Hoje trago mais uma cobertura de um evento organizado pelo Projeto Beletristas, mais uma vez mediado pela autora, freelancer e blogueira Camille Thomaz, além de contar com a presença das autoras Carolina Estrella (Garota Apaixonada em Apuros, Garota Apaixonada em Férias e Garota Pop) e Gabriela Rodriguez (Flor de Laranjeira).

O evento estava previsto para começar às 15h e como fui novamente com a Camille, cheguei bem mais cedo. Ao conseguir entrar na Casa de Leitura, ajudei-a a arrumar as coisas para que estivesse tudo certo no momento em que as autoras convidadas chegassem, uma vez que a Camille tinha combinado com elas um pouco mais cedo.

Dessa vez ficamos em outra sala do estabelecimento, mas o ambiente, apesar de ser bem simples, comportou todo o público que tinha de receber. A medida que as autoras foram chegando e o público batendo na porta, todo mundo se acomodou nas cadeiras espalhadas pelo espaço e o bate-papo começou.

A tarde que passei nesse evento foi simplesmente deliciosa. As autoras não só respondiam às perguntas preparadas pela mediadora do evento, como também compartilhavam suas experiências de vida e acabaram fazendo com que o bate-papo fosse agradável e - por quê não? - tivesse um tom de aproximação extra.

Enquanto as autoras apresentavam suas ideias ao público através das perguntas inteligentes que Camille fazia, aproveitei para tirar umas fotos (com a câmera da Camille, porque eu ainda não tenho a minha! Haha) do evento e separar alguns quotes das autoras para vocês conferirem como foi.





Gabriela Rodriguez:

"Os livros dão muita base para muita coisa da vida."

"Eu nem sabia que eu sabia escrever até os 15. Eu odiava redação, sempre me ferrava e tal."

"Eu me sinto a personagem, sabe? Eu tô ali, eu me coloco no lugar dele."









Carol Estrella:

"Eu aprendi a beijar com os livros."

"Eu me identifico, sabe? Às vezes, eu sonho com a história..."

"Gosto mais de conversar com adolescentes do que com gente mais velha."

"Profissionalmente, os livros me ajudaram muito a conhecer pessoas e viver novas experiências."





Foi muito bom poder conversar com as autoras e principalmente, brincar de fotógrafa por um dia. Depois do bate-papo, a Camille anunciou que quem quisesse, podia escolher um livro da mesa de brindes e levá-lo para casa, era só chegar e pegar. Tinham vários marcadores disponíveis para quem quisesse ao redor da mesa também, além de sorteios de kits especiais que rolaram para o público presente.

Nesse momento, o público se dispersou um pouco pelo movimento dos sorteios e acabamos conversando um pouco e descontraindo ainda mais.





Também gostei muito de poder rever pessoas queridas, como a fotógrafa Evany Bastos, a autora Graciela Mayrink (Até Eu Te Encontrar) e sua irmã gêmea, Flávia Mayrink, além da Camille (Imaginário Feminino e 582 Quilômetros), claro.

É com essa experiência que eu espero participar de outros eventos do Projeto Beletristas e deixo a vocês, leitores cariocas de plantão, essa dica. Mesmo que seja só pra dar um "olá", não deixem de comparecer aos eventos do projeto se tiverem oportunidade, vale muito a pena!


18/08/2013

Evento do Projeto Beletristas: Literatura ao Pé da Letra



Foto por: Fernanda Brandalise.

Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Hoje estou aqui para postar mais uma cobertura, dessa vez do evento literário que aconteceu ontem, dia 17 de agosto de 2013, sábado à tarde. O evento foi realizado pelo Projeto Beletristas e mediado pela autora e blogueira Camille Thomaz.

Bora conferir o que rolou?

Eu fui ao evento com a Camille, então cheguei bem cedo. Lá encontramos as outras organizadoras do projeto e ficamos esperando ter permissão para entrar na Casa de Leitura, local que sediou o evento, para arrumar as coisas antes que as autoras chegassem para a confraternização.

O ambiente da confraternização era bem agradável, com paredes claras e uma decoração linda que foi pano de fundo de várias fotos, as quais vocês podem notar. Confesso que doeu no coração ver as páginas arrancadas, rasgadas e amassadas que faziam parte do cenário, mas eu sobrevivi.

Depois da confraternização, onde tive a oportunidade de conversar com as autoras e algumas blogueiras presentes no evento, fomos direcionadas ao auditório, onde a apresentação seria feita e o debate sobre literatura seria iniciado.

Como autoras convidadas para o debate, tivemos a presença de Graciela Mayrink (Até Eu Te Encontrar), Luciane Rangel (Guardians e Tenshi) e Tammy Luciano (Fernanda Voghel na Passarela da Vida, Sou Toda Errada, Garota Replay e Claro que Te Amo!).

O auditório onde o debate teve início tinha uma estrutura muito boa. Na entrada, ganhamos kits de marcadores e pudemos escolher alguns que estavam à mostra. Imaginem o quanto eu gostei! Haha. Logo em seguida, a platéia se acomodou em cadeiras em frente a um palco de proporção mediana, onde quatro cadeiras estavam situadas, uma para cada autora e claro, para nossa mediadora.

Autoras a postos, mediadora pronta, meu lugar na primeira fileira garantido, a discussão começou. Camille fez algumas perguntas sobre como foi o desenvolvimento de nossas convidadas como leitoras e eu posso dizer a vocês, me emocionei com as respostas delas. Abaixo, vocês podem conferir alguns quotes que eu separei durante o bate-papo:






Graciela Mayrink:

"Larguei toda a minha formação (de agronomia) para me dedicar à literatura."

"Quanto mais você lê, melhor você escreve."

"A literatura é a minha fábrica de ideias. O que eu sou, eu devo à literatura."






Luciane Rangel:

"Como escritora, eu tento devolver à literatura o que ela deu a mim."

"Às vezes eu brinco quando as pessoas me perguntam qual é o meu livro preferido. Sempre respondo: o próximo."

"Acho que a literatura é a minha vida, eu não consigo nem dividir o que é a literatura e o que sou eu."



Tammy Luciano:

"Pelos livros a gente tem como viver uma outra vida sincera, sem precisar ser falsa."

"Acho que a literatura me deu isso... De acreditar que os sonhos acontecem, que tudo é possível."

"Eu realmente me tornei uma pessoa feliz com a literatura."

"A literatura tem o poder de educar, de fortalecer."



Foi realmente muito bom ver o quanto nossas autoras nacionais se envolvem com a literatura! Saber que por trás das páginas escritas há toda uma paixão pelo que fazem, sentimento este que vai além da exposição pública.

Quando o bate-papo literário terminou, seguimos de volta à sala da confraternização para tirar fotos e conversar. No meio disso tudo, acabei encontrando os autores Edson Gomes (Psíquico), Gabriela Rodriguez (Flor de Laranjeira) e Sidney Santborg (Escola de um Destino), que foram prestigiar nossas escritoras na platéia. Também tive a oportunidade de conversar com as blogueiras Aline Olinto (Era uma Vez o Livro...), Lena Fernandes (Lena Lucky), Beatriz Ramos (Letras e Folhas), Giulia Ladislau (Prazer, me chamo Livro! e Fernanda Brandalise (Diários de uma Fangirl), além de autografar meu livro com a Tammy Luciano e conversar bastante com a Luciane Rangel, Ana Claudia Coelho e Graciela Mayrink.



Em suma, gostei muito de ter comparecido ao evento e vou estar sempre atenta para poder comparecer aos próximos bate-papos liderados pelo projeto, pois essa foi uma experiência muito divertida.
 
Então é isso, pessoal! Espero que vocês tenham curtido a cobertura. Até a próxima!


15/02/2013

Os três livros que mudaram a minha forma de ver e viver a vida.



É certo que nós, bookaholics, conservamos a leitura como um hábito de dia-a-dia. Claro que quando abrimos um livro, na maioria das vezes não esperamos que este possa mudar a nossa forma de pensar, viver e até agir, mas de vez em quando damos de cara com uma leitura capaz de nos acrescentar um aprendizado maior do que o esperado. Os três livros que você está prestes a ver, foram os que me proporcionaram esse aprendizado extra.

Quem não conhece o clássico infanto-juvenil que tem como protagonista uma garotinha órfã capaz de encantar todos à sua volta? Comigo não foi diferente. Durante a leitura de Pollyanna, aprendi a ser mais positiva, ver o lado bom das coisas. Eu não era uma pessoa lá muito agradável antes disso, pois sempre ficava irritada ou chateada por qualquer motivo que me aparecesse à frente, mas ao aprender a jogar o "jogo do contente", me tornei alguém melhor e me orgulho disso. Essa humilde personagem também me fez ver que a vida é feita de coisas ruins, assim como de coisas muito boas, as quais de vez em quando estamos mau humorados demais para notar.

É fato que me descobri tributo desde que li Jogos Vorazes, mas a leitura dessa distopia não serviu só como um passatempo para mim. A protagonista, Katniss, me fez valorizar mais o que eu tenho e a minha família, não me esquecendo de praticar mais a solidariedade e o amor ao próximo. Também me tornei mais determinada após a leitura, com menos medo de fracassar em meus objetivos, pois a personagem teve todos os motivos do mundo para desistir de tentar sobreviver, garantir a liberdade para seu povo, salvar seus entes queridos e não o fez. Outra coisa na qual Suzanne Collins me fez pensar, foi no estado político brasileiro. Passei a ter mais vontade de prestar atenção nas atitudes de quem está regendo nosso país, para votar com clareza, quando estiver na idade.

Eu já esperava aprender algo com esse romance na hora em que comecei sua leitura, pois já tinha visto sua adaptação cinematográfica - a qual recomendo muito, pois considero como a melhor adaptação para as telonas que já assisti - e me emocionei muito. Tanto Sayuri, quanto a menina Chiyo me ensinaram valores imprescindíveis, aprendi a ter fé, esperança, determinação e paciência, acima de tudo. Me emocionei muito com a trajetória da gueixa e tive a resolução de que se ela conseguiu atingir o seu objetivo de vida, eu também tenho muitas chances de conseguir atingir os meus. Mesmo quando levo "não"s na cara, sou recusada e colocada pra baixo, me lembro da história de Chiyo e me coloco para cima na hora.

Não vejo maneira melhor de terminar esse post, do que recomendando os três livros acima. São livros que eu recomendaria para um leitor iniciante, na seguinte ordem: Pollyanna para crianças, Jogos Vorazes para adolescentes e Memórias de uma Gueixa para adultos. É claro que se você não quiser seguir, leia a vontade, é só uma sugestão minha de público. Agora, eu garanto que as chances de você se emocionar com todos eles são muito grandes.

Blogs que participaram do projeto:

- Juh Claro
- Na Cabeceira da Cama
- Revista Innovative
- Passaporte Literário
- Tagarelando
- Mariana Pereira