
Adaptação do bestseller de mesmo nome, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom era um filme que eu queria muito assistir. Sendo uma comédia romântica que fala sobre uma jornalista consumista em apuros, eu não tinha dúvidas de que esse seria um must watch, mas não esperava que se tornasse o meu filme favorito.
Quando assisti ao filme, ainda não tinha lido o livro (lá vou eu de novo!) e por isso fiquei com medo de pegar spoilers, mas para quem assistiu na mesma situação que eu, aí vai uma notícia boa: o filme segue um plot totalmente diferente do livro.
No longa, Rebecca Bloomwood (Isla Ficher) é uma jornalista com dívidas até a garganta, que foi recentemente demitida e tem o sonho de trabalhar em sua revista de moda favorita, chamada Alette. É com muito estilo e glamour que ela consegue uma entrevista para um cargo na revista, que infelizmente não dá certo, pois quando Becky chega à recepção, é notificada que o cargo já foi ocupado. Quando ela se vê sem esperanças de conseguir seu emprego dos sonhos, é indicada a uma entrevista na área de finanças da mesma editora e passa a escrever dicas para quem está no vermelho. Entre delírios de consumo e tentativas de rechaçar cobradores de banco, acompanhamos a trajetória de Becky Bloom rumo ao sucesso.

Acho que o que mais me encantou no filme foi o carisma da atriz escolhida. Não tem como você não se apaixonar pela Becky do filme, impossível! Ao mesmo tempo que ela se mete em confusões extremas e mente para escapar delas, você percebe uma certa ingenuidade e pureza nos seus olhos. O real desespero da personagem e a ausência de malícia em seus planos de escape me fizeram torcer demais por ela, ainda que ela errasse muito em determinadas situações.
No ranking, o segundo ponto que me deixou feliz por ter apostado nesse filme foi a individualidade do mesmo. Curti muito o fato de ele ser bem diferente do livro e se apoiar em um plot original, já que ao assistir a adaptação os leitores não pegam spoilers e podem ler o livro sem preocupações e se surpreender com o enredo diferente, como aconteceu comigo.
O terceiro ponto que mais me agradou no longa foi o estilo das personagens. Sendo a Becky uma cliente fiel das lojas mais conceituadas da moda, fiquei encantada com seus figurinos presentes na telona, que não deixaram a desejar em nada. Se você for pesquisar na internet, pode perceber que os looks de fato foram compostos por peças de grife, seguindo o modelo da personagem.

Eu também não podia deixar de falar do romance superfofo que permeia a atmosfera do filme. Não vou falar quem se apaixona por quem porque aí já é demais, mas eu suspirei muito enquanto assistia e não deixei de soltar aquele "ownnnnn" que só os melhores merecem.
Já o fator comédia é sensacional! A Becky se mete em tantas trapalhadas – mais no livro do que no filme – que é quase impossível não ter pena dela. O melhor da coisa toda é que ela não se mete em enrascadas só por conta do consumismo, mas também por sua própria personalidade, detalhe que torna tudo mais engraçado. Eu gostei muito da confecção dessas cenas em especial e ri até não poder mais, favoritando a protagonista no meu coração.
Com todas essas considerações, acho que vocês já podem chegar a minha conclusão: super recomendo o filme. Não sou uma crítica especialista (por enquanto, só comento aqui sobre os filmes que gostei), já que o meu lance mesmo é com os livros, mas acredito que tenha dado a vocês uma noção legal do que podem esperar de Os Delírios de Consumo de Becky Bloom na telinha. Favorito para todas as tardes de sol e chuva, não percam a oportunidade de assistir, nem que seja pelo Netflix.


