Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Preço: 21,27 na Saraiva
Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada
Ano: 2013
Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
Não preciso falar que antes de começar a leitura desse livro, já havia ouvido muitos comentários positivos a respeito, certo? Pois bem, o meu exemplar foi um presente do meu melhor amigo - Jorge, essa resenha é pra você! - em comemoração aos meus 15 anos, ou seja, já da pra perceber que o livro físico em si já era especial para mim de alguma forma. Minhas expectativas eram consideravelmente altas, levando em consideração que essa foi a minha primeira experiência com um livro do autor.
A diagramação da Editora Intrínseca não deixou a desejar. Adorei a capa, que é toda envernizada e bem simples, porém bonita e expõe alguns elementos trabalhados na história. Não encontrei muitos erros gramaticais ou de impressão na revisão do texto, o que fez com que a leitura fluísse tranquilamente, sem qualquer interferência tipográfica.
Nossa história começa quando Colin Singleton, um garoto prodígio, é dispensado pela décima nona vez por uma garota chamada Katherine. É isso mesmo, o garoto só teve namoradas com esse nome durante a vida inteira. Elas não poderiam se chamar Cat, Catherine, Katheryne ou simplesmente Katrin. Sempre foram K-a-t-h-e-r-i-n-e, simples assim. Desiludido pela recente rejeição, ele aceita o convite que seu amigo muçulmano Hassan o faz, com a proposta de realizar uma roadtrip sem um destino específico, apenas para que ele clareasse as ideias e espairecesse um pouco. Mesmo com alguma relutância e sob algumas condições, os pais de ambos acabam concedendo a devida permissão para que eles embarquem nessa aventura.
Com o pé na estrada, eles resolvem parar em Gutshot, uma cidade rural onde o Arquiduque Francisco Ferdinando está enterrado. Curioso e com vontade de conhecer o túmulo do arquiduque por meio de uma tour oferecida no local, Colin acaba insistindo para que Hassan pare o carro e o acompanhe. Só que o que os dois não sabiam, é que aquela estadia lhes proporcionaria além do esperado.
Confesso que ao saber que o livro apresentava uma roadtrip, fiquei meio desanimada com a história, pois não sou muito fã do gênero. Acontece que a premissa ainda me encantava um pouco por conta do teorema em si, então O Teorema Katherine ainda era um livro que eu desejava. John Green nos guia através dessa história com uma escrita leve, caracterizada pelo uso de tons de ironia e sarcasmo presentes na maioria das passagens, junto com a narrativa em terceira pessoa. Me diverti muito em alguns momentos e me comovi em outros, tendo que pontuar aqui que o autor soube muito bem dosar o nível de emoção colocado em cada situação exposta na narrativa.
Os personagens que o Green construiu são sem dúvida, marcantes. Por vezes me encontrei nas inseguranças, medos e incertezas de Colin. Lindsey foi uma que me conquistou desde a primeira cena em que apareceu com sua vivacidade e Hassan muitas vezes inseriu a comicidade que faltava em algumas passagens.
Achei que a trama foi muito bem desenvolvida e assim, parabenizo o autor por ter ido além do Teorema, explorando questões mais pessoais não só do Colin, como de outros personagens em questão. Eu me identifiquei muito com o romance que John Green inseriu no livro, me emocionei em várias passagens e marquei quotes que me despertaram a atenção. É interessante deixar claro aqui que John possui uma sensibilidade notória quanto ao valor próprio e a personalidade das pessoas, coisa que gostei muito.
Por motivos pessoais, não sei dizer o que esse livro em especial significou para mim, mas com certeza gostei da história, apesar de ter demorado um pouco para concretizar a leitura. Foi um livro que me despertou a atenção do começo ao fim, tanto pelos sentimentos passados pelo autor em cada parágrafo, quanto pela solidez das relações construídas entre seus personagens. Finalizando, O Teorema Katherine me passou mensagens sobre amizade, valor próprio, personalidade e amor que acredito que todo mundo deveria conferir. Leitura super recomendada!



