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13/12/2013

[Resenha] Luminoso



Autor: Alyson Noël

Editora: Intrínseca

Páginas: 192

Preço: 9,90 na Saraiva.

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Após ter completado sua tarefa com o Garoto Radiante, Riley desfruta férias ao lado de Buttercup e Bodhi. Quando um cão infernal atravessa seu caminho, a menina decide ir atrás dele – apesar da relutância de seu professor. Durante a busca, ela encontra uma jovem fantasma chamada Rebecca. Apesar do jeito doce de Rebecca, Riley logo descobre que nem tudo é o que parece. Filha de um fazendeiro, e furiosa por ter sido assassinada durante uma revolta de escravos em 1773, ela mantém a alma dos que morreram presa em suas piores memórias. Será que Riley conseguirá ajudá-la sem se perder nas próprias lembranças dolorosas?


Mais uma das minhas compras na XVI Bienal do Livro Rio, eu não tinha expectativas tão boas quanto a Luminoso. Não que esperasse que o livro fosse ruim, mas achava que ele seria só um passatempo para quando eu tivesse vontade e nada demais. E é por essas e outras primeiras impressões que muitas vezes eu não confio no meu instinto de leitora!

As capas dessa série são muito amorzinho! Sempre amei as ilustrações que vem nas capas e a Editora Intrínseca também não deixou por menos, confeccionando uma diagramação louvável e coerente quanto ao aspecto tranquilo e suave do livro. O trabalho de tradução da editora ficou impecável, mas a revisão contém algumas falhas, que embora passáveis, foram detectadas pelo meu olho crítico. A tipografia do livro não deixou a desejar, com folhas amarelas grossinhas e espaçamento favorável a leitura.

Riley Bloom passou por seu primeiro teste em Aqui e Agora, após ter conseguido fazer com que o Garoto Radiante finalmente atravessasse a ponte. Ainda trabalhando como apanhadora de almas, Riley ganhou merecidas férias nas Ilhas Virgens, onde está aproveitando o tanto que pode com Bodhi, seu guia espiritual e Buttercup, sua mascote. As coisas começam a tomar um ritmo diferente quando a garota resolve correr atrás de um cão infernal que a intimidou, na intenção de convencê-lo a atravessar a ponte. No meio dessa corrida, ela acaba topando com um espírito perturbado e misterioso, com o qual ela terá de lidar se quiser impedir que seus amigos fiquem presos em seu mundo.

Já conheço a escrita de Alyson de longa data, e confesso que não achei que a leitura fosse fluir tão bem quanto aconteceu dessa vez. O decorrer da estória foi bem leve e tranquilo, me proporcionando cada vez mais o tipo de prazer que a gente procura quando está sem nada pra fazer, como era o meu caso, coincidentemente. Eu adorei a forma com que a autora resolveu incluir alguns ensinamentos espíritas no livro, tais quais a importância do livre arbítrio e do perdão, de maneira não apelativa.

Se em Radiante topei com uma personagem chata e fútil, em Luminoso encontrei uma garota de doze anos disposta a amadurecer e seguir com sua vida espiritual. Adorei a evolução que encontramos no caráter de Riley, ponto que me estimulou a gostar mais dela a cada página virada. É lógico que por ser uma pré-adolescente, ela ainda apresenta uns relapsos de imaturidade, mas estes não são tão frequentes quanto no segundo livro. Ou seja, o amadurecimento da personagem ocorreu sem que houvesse uma descaracterização ao longo do processo, o que me satisfez muito.

Ao acompanhar uma série, todos nós sabemos que não presenciamos apenas o desenvolvimento dos protagonistas, como dos personagens secundários. Outra coisa que me fez vibrar foi conhecer um pouco mais do Bodhi, que é bastante presente nessa nova etapa da vida de Riley. Eu não gostava tanto dele antes, mas agora que me senti mais familiarizada com suas características, estou tendo a oportunidade de me apegar mais ao personagem.

Mas o que me fez gostar infinitamente mais de Luminoso do que de Radiante, foi a mensagem que o livro me passou. A ênfase no perdão é tão grande que não tem como você terminar o livro sem parar para pensar por sei lá, pelo menos dois minutos. Não nego que no momento, eu estava precisando bastante rever as minhas concepções sobre perdoar, engolir o orgulho, ouvir o próximo, etc, mas foi justamente o que fez com que o livro se tornasse especial ao meu ver.

E é por isso, meus queridos, que eu recomendo muito a leitura dele a vocês. Essa obra me fez pensar, refletir, ampliar meus conceitos e mudar como pessoa. E se eu digo para vocês que um livro foi responsável por me tocar desse jeito, é porque ele é pelo menos bom. E no caso de Luminoso, eu não encontrei motivos para lhe dar uma classificação inferior a cinco estrelinhas. Ainda garanto: quem for fã da doutrina espírita vai curtir muito! E mesmo que você não pratique/estude a religião, vale a pena dar uma lida, pois os ensinamentos que a autora colocou no livro além de não serem apelativos, não interferem na trama.


25/11/2013

[Resenha] Esposa 22



Autor: Melanie Gideon

Editora: Editora Intrínseca

Páginas: 400

Preço: 18,61 nas Lojas Americanas.

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012











Sinopse: Alice e William Buckle se casaram apaixonados. Mas, dois filhos e quase vinte anos depois, Alice está entediada. Por isso, quando recebe um convite por e-mail para participar de uma pesquisa on-line sobre casamentos, ela aceita num impulso. Respondendo às perguntas enviadas por um pesquisador anônimo e carismático (Pesquisador 101), Alice (Esposa 22) tem a oportunidade de reexaminar a história do próprio relacionamento.


Esposa 22 foi uma das minhas aquisições da XVI Bienal do Livro Rio. Fiquei encantada ao entrar no estande da editora e constatar que pilhas de exemplares da obra estavam sendo vendidas a 9,90. Como vocês já podem imaginar, não resisti à tentação de levar o meu comigo e confesso que não me arrependo de tê-lo feito.

Eu gostei muito da capa do livro, que ilustra boa parte da história vivida pela protagonista. A diagramação ficou bem simples, porém, adequada ao tema. Só encontrei um ou dois erros de revisão na obra e fiquei um tanto quanto satisfeita com a tradução, apesar de ter notado alguns termos que podiam ter sido mantidos na língua original.

Alice Buckle é uma mulher casada que, em meio aos 40, se sente insatisfeita com a distância que a separa do marido. Estressada e carente de carinho e atenção, ela começa a desconfiar da sexualidade de seu filho mais novo e da regularidade com que sua filha se alimenta sem botar tudo pra fora, arrumando cada vez mais motivos para alimentar suas paranoias.

Um dia, ela recebe um e-mail com uma proposta anexada, convidando-a para participar de uma pesquisa sobre casamento, a qual ela aceita, com a promessa de que será paga no valor de 1000 dólares no fim do estudo. É por meio desse questionário que Alice recebe o nome de Esposa 22 e conhece Pesquisador 101, um homem misterioso e que se comporta como um ótimo ouvinte, com o qual ela passa a ter contato diariamente.

Eu nunca tinha lido um livro como esse, vou confessar aqui. Com uma narrativa moderna e cheia de pontos de referência às ferramentas atuais, Melanie Gideon nos guia por uma história repleta de realismo, que pode ser vivida por qualquer mulher. É claro que essa narrativa recebeu uma dose extra de muito humor e paranoia feminina, mas essas coisas a gente também pode adicionar ao pacote da vida real, sem problemas.

É através da primeira pessoa que conhecemos Alice Buckle, uma personagem que pode ser ícone de representação da mulher insegura e cansada. Tendo fracassado em sua primeira peça de teatro e desde então, morrendo de medo de começar uma nova, nada lhe resta a não ser continuar a trabalhar como professora de artes dramáticas em uma escola infantil. Além de já estar cansada dessa rotina, nossa protagonista reserva algumas inseguranças quanto a seu casamento e um pessimismo constante relacionado a sua aparência, de maneira a não ligar para maquiagem ou qualquer coisa do tipo.

Apesar de todos os seus mimimis, não me incomodei tanto com a personagem. Ok, ela fez com que o livro parecesse ser bem comunzinho no começo, mas reparei que esse desenvolvimento inicial foi extremamente necessário para que eu me apegasse à personagem e à vida que levava, para em seguida, me emocionar com o final e com todos os passos que ela dá.

Também curti bastante o fato de a autora ter trabalhado o casamento homossexual no texto. Nedra e Kate formam um casal adorável! Adorei a personalidade de ambas, que são personagens fortes e sem papas na língua. Particularmente, também gostei bastante da mensagem que a autora resolveu deixar no livro, que nos faz pensar bastante sobre família, confiança, auto-estima e o alcance de objetivos pessoais. O discurso final da protagonista me emocionou bastante, fechando a leitura com chave de ouro.

Esposa 22 é o livro ideal para se ler em uma ou duas tardes de chuva, naqueles dias em que nada está funcionando para tirar o tédio do ar e todas as tentativas são falhas na hora de criar alguma distração. Apreciei muito a leitura, que se saiu como um passatempo bem agradável. Recomendo aos amantes de chick-lit e histórias com um toque corriqueiro extra.


21/07/2013

[Resenha] O Teorema Katherine



Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 304

Preço: 21,27 na Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2013











Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.


Não preciso falar que antes de começar a leitura desse livro, já havia ouvido muitos comentários positivos a respeito, certo? Pois bem, o meu exemplar foi um presente do meu melhor amigo - Jorge, essa resenha é pra você! - em comemoração aos meus 15 anos, ou seja, já da pra perceber que o livro físico em si já era especial para mim de alguma forma. Minhas expectativas eram consideravelmente altas, levando em consideração que essa foi a minha primeira experiência com um livro do autor.

A diagramação da Editora Intrínseca não deixou a desejar. Adorei a capa, que é toda envernizada e bem simples, porém bonita e expõe alguns elementos trabalhados na história. Não encontrei muitos erros gramaticais ou de impressão na revisão do texto, o que fez com que a leitura fluísse tranquilamente, sem qualquer interferência tipográfica.

Nossa história começa quando Colin Singleton, um garoto prodígio, é dispensado pela décima nona vez por uma garota chamada Katherine. É isso mesmo, o garoto só teve namoradas com esse nome durante a vida inteira. Elas não poderiam se chamar Cat, Catherine, Katheryne ou simplesmente Katrin. Sempre foram K-a-t-h-e-r-i-n-e, simples assim. Desiludido pela recente rejeição, ele aceita o convite que seu amigo muçulmano Hassan o faz, com a proposta de realizar uma roadtrip sem um destino específico, apenas para que ele clareasse as ideias e espairecesse um pouco. Mesmo com alguma relutância e sob algumas condições, os pais de ambos acabam concedendo a devida permissão para que eles embarquem nessa aventura.

Com o pé na estrada, eles resolvem parar em Gutshot, uma cidade rural onde o Arquiduque Francisco Ferdinando está enterrado. Curioso e com vontade de conhecer o túmulo do arquiduque por meio de uma tour oferecida no local, Colin acaba insistindo para que Hassan pare o carro e o acompanhe. Só que o que os dois não sabiam, é que aquela estadia lhes proporcionaria além do esperado.

Confesso que ao saber que o livro apresentava uma roadtrip, fiquei meio desanimada com a história, pois não sou muito fã do gênero. Acontece que a premissa ainda me encantava um pouco por conta do teorema em si, então O Teorema Katherine ainda era um livro que eu desejava. John Green nos guia através dessa história com uma escrita leve, caracterizada pelo uso de tons de ironia e sarcasmo presentes na maioria das passagens, junto com a narrativa em terceira pessoa. Me diverti muito em alguns momentos e me comovi em outros, tendo que pontuar aqui que o autor soube muito bem dosar o nível de emoção colocado em cada situação exposta na narrativa.

Os personagens que o Green construiu são sem dúvida, marcantes. Por vezes me encontrei nas inseguranças, medos e incertezas de Colin. Lindsey foi uma que me conquistou desde a primeira cena em que apareceu com sua vivacidade e Hassan muitas vezes inseriu a comicidade que faltava em algumas passagens.

Achei que a trama foi muito bem desenvolvida e assim, parabenizo o autor por ter ido além do Teorema, explorando questões mais pessoais não só do Colin, como de outros personagens em questão. Eu me identifiquei muito com o romance que John Green inseriu no livro, me emocionei em várias passagens e marquei quotes que me despertaram a atenção. É interessante deixar claro aqui que John possui uma sensibilidade notória quanto ao valor próprio e a personalidade das pessoas, coisa que gostei muito.

Por motivos pessoais, não sei dizer o que esse livro em especial significou para mim, mas com certeza gostei da história, apesar de ter demorado um pouco para concretizar a leitura. Foi um livro que me despertou a atenção do começo ao fim, tanto pelos sentimentos passados pelo autor em cada parágrafo, quanto pela solidez das relações construídas entre seus personagens. Finalizando, O Teorema Katherine me passou mensagens sobre amizade, valor próprio, personalidade e amor que acredito que todo mundo deveria conferir. Leitura super recomendada!


10/01/2013

Caixinha de Correio #1


Olá leitores!

Finalmente como prometido, voltei com o meme Caixinha de Correio, hoje mostrando tudo o que eu ganhei de natal e o que eu li.

Espero que gostem do vídeo!



O que eu comprei:

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
O Restaurante no Fim do Universo - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
A Vida, o Universo e Tudo Mais - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
Praticamente Inofensiva - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
O Circo da Noite - Erin Morgenstern (Editora Intrínseca)
Tem Alguém Aí? - Marian Keyes (Editora Bertrand Brasil)
Divergente - Veronica Roth (Editora Rocco)

O que eu li:

Sob a Redoma - Stephen King (Suma de Letras)
Belo Desastre - Jamie McGuire (Verus Editora)
Identidade Roubada - Chevy Stevens (Editora Arqueiro)


O que estou lendo:

A Maldição do Tigre - Colleen Houck (Editora Arqueiro)


26/12/2012

[Resenha] Sussurro



Autor: Becca Fitzpatrick

Editora: Intrínseca

Páginas: 264

Preço: 21,75 no Submarino

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012











Sinopse: Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.
Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais que ela do que seus amigos mais íntimos.
Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.


Aproveitando mais uma dessas promoções relâmpago que o Submarino costuma lançar, comprei os três primeiros livros da série Hush Hush, da tão aclamada Becca Fitzpatrick. Minhas expectativas alcançavam o céu de tão altas, visto que tinha ouvido muitos comentários bons a respeito dessa série. Uma pena que a leitura do primeiro livro não correspondeu ao que eu esperava dele.

O trabalho da editora Intrínseca ficou realmente bom, como é de se esperar. A textura da capa é interessante, áspera, o que me deixou com vontade de ficar passando a mão nela por um tempo. A capa segue o mesmo padrão das capas americanas, o que eu achei legal, pois a versão americana é linda. Na diagramação interna, podemos ter o prazer de encontrar algumas penas, que dão um charme adicional ao livro. Também gostei muito da fonte usada no início de cada capítulo. A tradução e revisão ficaram ótimas, não achei erros gramaticais durante a leitura.

Acostumada a sentar-se sempre ao lado de sua melhor amiga, Vee, Nora se surpreende quando abruptamente, seu professor de Biologia resolve trocar todos os alunos de lugar, o que acabou implicando em ajustá-la logo ao lado de Patch Cipriano, aluno novo na escola. As duas logo tentam arranjar um jeito de mudar a situação, mas quando isso se mostra impossível, elas tentam se conformar, ainda que desgostosamente.

Como se não bastasse ter que tolerar as tiradas irritantes de seu colega de classe, Nora começa a se preocupar com sua segurança quando se vê ameaçada por um alguém misterioso que tem como acessório uma máscara de esquiador e insiste em persegui-la.

Eu pessoalmente, achei a Nora uma personagem um tanto chata. Andei discutindo o livro enquanto o lia junto com meu amigo, Gabriel e entramos em consenso sobre uma coisa: o Patch carrega a obra inteira nas costas. Podem me jogar pedras, mas eu definitivamente não gostei da mocinha do livro.

Já Patch me conquistou por não ser nem o mocinho, nem o vilão da história. Ele me cativou por sempre conservar uma onda de mistério em torno de si e estar sempre respondendo a Nora com tiradas inteligentes. Ele é o típico bad boy que usualmente ganha o meu coração.

A narrativa da autora é muito boa, o que fez com que a leitura fluísse muito bem, me levando a terminar de ler o livro em menos de três dias. A teoria sobre anjos que ela expõe ao leitor é interessante, super bem desenvolvida, não me deixando sentir falta de nenhum buraco, por assim dizer.

O final do livro não se mostrou tão previsível, mas eu consegui adivinhar bem antes quem era o mascarado que perseguia Nora. Apesar de concordar com o Gabriel quando ele insinua que Hush Hush seria um "Crepúsculo dos anjos", ainda acho que Becca conseguiu se sair melhor do que Meyer e ainda possui um protagonista - Patch - em minha opinião, mais interessante, hihi.

Recomendo o livro por ter sido em todo um bom passatempo, mas vou admitir aqui que não se tornou um dos meus favoritos. Vamos ver se com o passar do tempo, minha reação à série melhora.


17/05/2012

[Resenha] Um Dia



Autor: David Nicholls

Editora: Intrínseca

Páginas: 416

Preço: 18,44 na Siciliano

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.


Estava com expectativas elevadíssimas em relação a esse livro. Muitas pessoas disseram que o autor havia conseguido mudar a vida delas, ensinando lições que seriam de conhecimento necessário futuramente. Porém, comecei a recear de se tratar um romance. Não sei exatamente o porque dessa cisma toda, mas eu achava que ia enjoar facilmente do livro, e como no início do ano havia me traumatizado com uma ressaca literária, estava selecionando minunciosamente os livros antes de começar a leitura, temendo possíveis abandonos. Um Dia estava em minha estante desde fevereiro, aguardando sua vez de ser devorado por mim, até que durante uma conversa com uma amiga bem próxima, a mesma me recomendou a obra fervorosamente. Desde então, qualquer livro que ela me recomende, eu adianto na fila.

David nos apresenta a Emma e Dexter de forma leve e viciante. Não consigo explicar como nem porque, mas do início até o fim, cada página tinha um gostinho de "quero mais". Me identifiquei muito com o tipo de relacionamento dos personagens. Doía até na alma, me fazia lembrar de cada situação (o fato de eu ter catorze anos não significa que não tenha me envolvido com ninguém) vivida com o rapaz por quem estou apaixonada, que eu chegava a me emocionar de saudade.

Achei interessante que a maioria dos livros nos apresenta um mocinho atraente, sincero, fofo, sagaz, só que Nicholls não teve medo de abusar e expôr os defeitos de Dexter, o que tornou a obra muito realista. Ele é galinha, usa drogas, bebe e ao meu ver, usava Emma como uma segunda opção. Ah meninas, vocês sabem como é: o tipo que curtia, se divertia ao máximo, saía com várias mulheres, mas quando surgia algum problema, era Emma quem ele procurava. Todas nós já nos decepcionamos pelo uma vez com um cara assim não é? Sem omitir, meninas!

Também me identifiquei muito com Emma, sou muito parecida com ela! O tipo de mulher que aprecia a literatura, é inteligente, discreta e não liga muito para o que veste. Pode até parecer antiquada, mas é fofa à sua maneira e pelo seu romantismo, consegue agradar qualquer homem que seja fã de atenção e carinho. Só fiquei com pena porque ela dava muita liberdade para o Dexter decepcioná-la, o que me deixava triste de vez em quando.

Quanto ao tema, foi muito bem abordado, o autor está de parabéns! O romance é muito bem desenvolvido e eles levam tempo para chegar ao amor, o que tornou a história bastante realista. Só me decepcionei um pouco com o final, que é bastante impactante. Me senti como se estivesse enchendo um balão de gás, e de repente ele estourasse, me deixando frustrada e confusa ao mesmo tempo, mas como minha amiga me disse, o David Nicholls estava tentando mostrar que às vezes nossa vida toma rumos diferentes, não podemos dizer que ela segue um curso previsível.

Ao fechar o livro, comecei a pensar no que tinha acabado de ler, se valeu ou não a pena. E a resposta é positiva. Posso dizer que Um Dia mudou a minha vida, me fez mais persistente, madura. Me peguei repensando algumas atitudes e corrigindo a mim mesma internamente, e foi bom ver que o autor influenciou em algumas de minhas mudanças positivas. Recomendo à quem adora romances e às adolescentes apaixonadas que acham que estão se decepcionando com quem acham ser "o amor de sua vida", este livro vai fazer bem à vocês, queridas. É atualmente, um dos meus livros favoritos.

Nota: 95/100


09/01/2012

[Resenha] Para sempre




Autor: Alyson Noël

Editora: Intrínseca

Páginas: 304

Preço: 19,60 na Insinuante

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2009







Sinopse: Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida... e apaixonada.

Este foi um livro indicado pela minha amiga Michelle, que eu já comentei sobre com vocês, da Nobel. A princípio, eu não tinha tantas expectativas por ele, mas fiquei fascinada pela capa. Este foi um presente de natal dado pelo meu tio, que me concedeu um vale presente para a Nobel (obrigada tio Carlos!).

Bom, a história começa em um dia qualquer na escola de Ever Bloom, garota que se mudou para a casa da tia após acidente trágico que acaba matando seus pais, sua irmã e Buttercup, a cachorrinha da família (que eu passei o livro inteiro achando que era uma gata). Um pontinho de observação aqui: estou achando já muito clichê da parte dos autores colocarem a personagem principal se mudando. E nesse dia em especial, ela conhecem Damen, um garoto absurdamente lindo e misterioso, que consequentemente acaba despertando o interesse de todas as garotas da escola.

E uma delas é Stacia, garota que vive a incomodar a protagonista. Mas não pára por aí, a personagem principal do livro possui poderes sobrenaturais, com um toque ela consegue saber tudo sobre a pessoa, além de poder ver a aura de todos e Damen tem o poder de fazer com que tudo isso pare.

Ok, só de lembrar já estou ficando meio enjoada. A verdade é que eu só fui começar a gostar um pouco da série ao fim do segundo livro. Certo, eu me apaixonei perdidamente pelo Damen, mas a Ever é um saco. Meu santinho, que personagem mais chata! Ela é tão sei lá, apática. Na verdade, eu estou começando a enjoar desse tipo de personagem que não pode abrir um sorriso, participar de festas, ser normal, sabe como todo mundo.

Enfim, a leitura pra mim foi se arrastando até o final. Eu queria saber mais sobre a Haven também, ela conseguiu chamar mais atenção para mim do que a própria Ever. E o Miles? Nossa! Eu gargalhava com ele. Porém, esses três personagens participam pouco da trama, o que me desapontou.

No final, para mim foi indiferente. Acho que algo mais perto de uma decepção, talvez. A única coisa que salvava ali era o Damen, com suas tulipas vermelhas. Eu acho. Mas não sei se só eu estou com essa visão a respeito do livro.


07/01/2012

[Resenha] A hospedeira




Autor: Stephenie Meyer

Editora: Intrínseca

Páginas: 590

Preço: 9,80 na Cia dos Livros

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2009







Sinopse: Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.


Comprei este livro no meu aniversário de doze anos, em 2010, ao ganhar de presente um vale para as Lojas Americanas no valor de R$120,00. Confesso que comprei porquê gostei da capa, pois as críticas que ouvi a respeito do livro não foram nada positivas. Minhas amigas me diziam que o livro A hospedeira era completamente monótono, e isso acabou levando-o para o fundo da minha lista de leitura. Porém, é gratificante dizer que quando comecei a ler o exemplar, fiquei impressionada.

A história começa com a operação de Melanie, a transferência de uma alma para o corpo humano. Durante o livro, como diz Meyer em sua contracapa, a autora mostra a nós leitores, três diversos tipos de amor. O amor platônico, o amor verdadeiro e o amor pela família.

O romance funciona completamente, e confesso que me peguei chocada ao saber quem seria o par romântico de Peregrina. Meyer não tem o costume de me surpreender em seus romances, sempre achei os casais um tanto previsíveis, mas dessa vez ela me deixou de queixo caído.

Gostei bastante do fato de que mesmo por ser ficção, eu consegui entender tudo o que se passava ali, pois Stephenie explicava cada parágrafo com a maior clareza possível, me fazendo perder o terrível hábito de "boiar" durante a leitura, pois a história me prendeu até o final.

Quando fechei o livro, me pus a refletir sobre o conteúdo que tinha acabado de armazenar na mente. E percebi que me agradou, assim como os outros exemplares que li da autora. Recomendo a quem gosta do gênero ficção científica, mas não a quem não tem paciência de ler romances que demoram mais de cem páginas para acontecer. Pois aí vai achar tudo uma grande enrolação.


03/01/2012

[Resenha] A breve segunda vida de Bree Tanner


Autor: Stephenie Meyer

Editora: Intrínseca

Páginas: 198

Preço: 11,61 nas Lojas Americanas

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2010







Sinopse: Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de "Crepúsculo". Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, "Eclipse", somos apresentados ao lado sombrio da saga. Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen - a última semana de sua existência.

Tia Rita ataca novamente com suas super indicações literárias. Acreditem caros leitores, devo minhas maravilhosas férias a ela, por ter me emprestado diversos livros. Este porém, ela resolveu me dar de presente, enviando junto com ele uma linda dedicatória em sua primeira página. É de imensa gratidão que digo que este livro realmente superou minhas expectativas! Confesso que achei ser algo do tipo caminhadas à noite e breves caçadas durante alguns intervalos. Mas este volume conseguiu me fascinar. Tanto eu quanto a própria Meyer, gostaríamos que Bree tivesse um final mais feliz.

Em Eclipse, todos nós sabemos que os Volturi acabam matando-a, por ter infringido algumas regras da sociedade vampira. A pobre não teve culpa de absolutamente nada, apenas estava no lugar errado e na hora errada e os Cullen até tentaram adotá-la, mas os Volturi eram do tipo "malvados até dizer chega" e o destino de Bree foi aquele.

A história começa durante uma caçada, quando ela conhece Diego, acho que seu par romântico. Os dois começam a ser amigos e discutem muita coisa a respeito de Riley, braço direito de Victoria, a criadora do exército de vampiros recém-criados. Só fiquei intrigada com o tanto de facilidade que Diego tem para confiar em Bree. Analisemos a situação: ele era o braço direito de Riley, tinha conhecimento dos vampiros idiotas que ali o cercavam, e sabia que podia ser ferrado a qualquer momento. Mas ao mesmo tempo, conta tudo o que acha de seu amigo para Bree, que conhecera há apenas algumas horas. Foi rápido demais.

E lá vem Meyer com seu romance garota-quieta-e-garoto-popular. Riley confiava demasiadamente em Diego, e este era respeitado por todos os vampiros ali. Por que ele teria que notar em Bree? A ratinha que apreciava mais ficar em sua toca do que enfrentar o gato e comer o queijo? Nisso ela realmente não mudou, continua o mesmo tipo de romance previsível.

O nível de assassinatos durante o livro é enorme. E o casal é realmente fofo. Adorei saber mais sobre o passado de Bree e Diego, mas confesso que também adoraria visualizar que tipo de garoto humano fora Raoul. Um personagem significativo morre no final da história, e eu gostaria de saber exatamente como, pois a protagonista tem apenas uma ideia do que é, mas não sabe ao certo.

No final, eu amei o livro. Apenas senti falta de alguns detalhes mínimos, e acho que Meyer podia ter dado uma inovada no romance, mas nada muito gritante. Bree não é uma personagem estúpida como a Bella (amo Crepúsculo, mas esse é um fato), é bastante inteligente e em meu ponto de vista, Bella deveria ser morta em seu lugar.