Mostrando postagens com marcador Bertrand Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bertrand Brasil. Mostrar todas as postagens
19/02/2013

[Resenha] Tem Alguém Aí?



Autor: Marian Keyes

Editora: Bertrand Brasil

Páginas: 602

Preço: 39,90 na Livraria da Folha

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2009











Sinopse:Anna Walsh é um desastre ambulante. Ferida fisicamente e emocionalmente destruída, ela passa os dias deitada no sofá da casa de seus pais em Dublin com uma ideia fixa na cabeça: voltar para Nova York.
Nova York é onde estão seus melhores amigos, é onde fica o Melhor Emprego do Mundo®, que lhe dá acesso a uma quantidade estonteante de produtos de beleza, mas também, e acima de tudo, é a cidade que representa Aidan, seu marido.
Só que nada na vida dela é simples...
Sua volta para Manhattan se torna complicada não só por conta de suas cicatrizes físicas e emocionais, mas também porque Aidan parece ter desaparecido.
Será que é hora de Anna tocar sua vida pra frente? Será que ela vai conseguir (tocar a gente sabe que sim; o negócio é pra frente)?
Uma série de desencontros, uma revelação estarrecedora, dois recém-nascidos e um casamento muito esquisito talvez ajudem Anna a encontrar algumas respostas. E talvez transformem sua vida... para sempre.


Escrito por minha autora preferida, Tem Alguém Aí? era um livro que eu queria ler há muito tempo. Quando finalmente o comprei, não sabia que se tratava do quarto livro da série Família Walsh e por isso, fiquei meio receosa de ler fora de ordem. Porém, atingida por uma ressaca literária nível máximo de chatice, resolvi ignorar um pouco os livros de parceria e me curar com o título.

Eu gostei tanto da diagramação desse livro que até bati umas fotos para o instagram. Como de costume, eles arrasaram na diagramação interna e externa, com o estilo descontraído da autora. Infelizmente, a revisão do livro deixou um pouco a desejar, pois detectei alguns erros tanto na falha de impressão, quanto na revisão em si.

Anna Walsh está ferida física e emocionalmente, após sobreviver a um terrível acidente. Em meio a suas fraturas e dores corporais, há um desejo: deixar a companhia de seus pais em Dublin para voltar à cidade que nunca dorme, Nova York, lugar onde morava. Ela aproveita para realizar seu desejo quando sua irmã Rachel viaja a Dublin para visitar os pais, visto que ela está se preparando para se casar com seu noivo estonteante, Luke. De volta a Nova York, retornando à casa e ao emprego que abandonou, Anna se vê perdida entre pessoas, memórias e saber separar a ilusão da realidade.

Como vocês podem ver, o livro se trata a respeito da recuperação da personagem. Eu gostei muito do modo com que Marian Keyes conduziu a história, pois apesar de Anna enfrentar muitos problemas emocionais e ter dificuldades para querer seguir em frente com a recuperação, Marian colocou outros conflitos ali, para que o problema emocional da protagonista não fosse o único foco do leitor. Ou seja, enquanto Anna se recupera, ela tem que se preocupar com o trabalho, os preparativos para o casamento de Rachel e o impacto que isso está causando na família, as investigações malucas de Helen... Coisas que me entreteram e fizeram com que o livro não ficasse chato.

Aliás, outra coisa que contribuiu para que a obra não fosse maçante foi a escrita maravilhosamente bem humorada que a autora usa. Eu simplesmente adoro as piadas da Marian, tanto que perto da página quarenta eu já estava com a barriga doendo de tanto rir. Mas é claro que não existem só momentos felizes no livro, pois com a mesma facilidade que me levou ao riso, Keyes me fez ceder às lágrimas.

Falando em lágrimas, Anna foi uma personagem com a qual não me identifiquei muito, porém, me apeguei bastante a ela. Uma coisa interessante, é que como estamos sujeitos ao ponto de vista da protagonista - o livro é narrado em primeira pessoa - ao longo da leitura, só temos a versão dela da história. E é claro que Marian se aproveitou desse fato para dar um efeito especial na primeira revelação do livro. Posso dizer que funcionou totalmente!

Além de Anna, também me afeiçoei bastante a Helen, sua mãe e Jacqui, que são personagens adoráveis. Em algumas partes, podemos acompanhar as aventuras de Helen em seu trabalho de investigadora, por meio dos e-mails que ela e sua mãe mandam para a personagem principal. Uma personagem que tive o prazer de reencontrar foi Claire, e posso dizer que me surpreendi ao perceber que o livro se passa doze anos após Melancia, primeiro livro da série Família Walsh.

Falando sobre a série, vocês podem ler Tem Alguém Aí? tranquilamente sem ter lido os outros livros, pois a ordem dos livros não interfere na leitura dos mesmos. Obra recomendadíssima a todos os amantes do bom chick-lit.


10/01/2013

Caixinha de Correio #1


Olá leitores!

Finalmente como prometido, voltei com o meme Caixinha de Correio, hoje mostrando tudo o que eu ganhei de natal e o que eu li.

Espero que gostem do vídeo!



O que eu comprei:

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
O Restaurante no Fim do Universo - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
A Vida, o Universo e Tudo Mais - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
Praticamente Inofensiva - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
O Circo da Noite - Erin Morgenstern (Editora Intrínseca)
Tem Alguém Aí? - Marian Keyes (Editora Bertrand Brasil)
Divergente - Veronica Roth (Editora Rocco)

O que eu li:

Sob a Redoma - Stephen King (Suma de Letras)
Belo Desastre - Jamie McGuire (Verus Editora)
Identidade Roubada - Chevy Stevens (Editora Arqueiro)


O que estou lendo:

A Maldição do Tigre - Colleen Houck (Editora Arqueiro)


09/07/2012

[Resenha] Cheio de Charme



Autor: Marian Keyes

Editora: Bertrand Brasil

Páginas: 784

Preço: 33,21 no Ponto Frio

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2010











Sinopse: Como todo fim de ano, chega em novembro às livrarias mais uma aventura da sensacional Marian Keys. Quatro mulheres diferentes. Um homem terrivelmente sedutor. E o segredo sombrio que conecta a todos. Esse é Cheio de Charme. A estilista Lola tem todos os motivos para chocar-se com a notícia do casamento: apesar de ser a namorada do cara, ela não é, definitivamente, a noiva. Já a jornalista Grace conheceu Paddy há muito tempo, mas por algum motivo não consegue esquecê-lo. Marnie, casada e com filhos, não tira da cabeça o político conquistador, seu amor adolescente. E Alicia, a noiva, fará de tudo para preservar seu reinado.


Considero a autora como uma diva do chick-lit, meu gênero favorito. Tenho como meta ter e ler todos os seus livros, donos de sinopses deliciosas. A princípio, tinha intenção de comprar o livro Pão de Mel, que estava por 9,90, mas como o produto entrava e saía de estoque, me revoltei e resolvi comprar outro, no caso, Cheio de Charme, o qual acabei encontrando por 14,90 na mesma loja. Como o frete para a minha cidade é particularmente barato, resolvi comprá-lo ao invés do outro livro e não me arrependi.

Nesta obra, que só é menos recente que A Estrela Mais Brilhante do Céu, Marian arrasou! Ela nos apresenta com uma escrita super descontraída a estilista Lola, que é perseguida pela jornalista sedenta de informações Grace, irmã de Marnie, a qual apesar de tudo não consegue esquecer Paddy, noivo de Alicia. Quem comprou o livro achando que giraria em torno de Paddy, está muito enganado! Na verdade, esse exemplar fala a respeito de como essas quatro mulheres (Lola, Grace, Marnie e Alicia) tiveram suas vidas alteradas a partir da influência deste (cachorro, crápula, idiota, cafajeste, safado (...) mentiroso, dissimulado) homem.

Sim, toda vez que falo desse livro em particular, sou tomada por uma raiva imensa. Marian criou um personagem capaz de despertar raiva em muitas mulheres, por conta do sofrimento que ele causa às mulheres que se relacionaram com ele. É cada situação absurda, que você fica indignada. E o pior, a maioria delas não toma sequer uma atitude, e se o faz, não obtém resultados. Esse é um chick-lit divertido, engraçado, e ao mesmo tempo revoltante. Amei a forma com que Keyes lida com o cross-dressing, a bebedeira (que aliás, recebe uma atenção especial nesse volume), superação e valor próprio.

Ao todo, lendo, só posso dizer sem revelar spoilers, que me senti como a melhor amiga de cada uma dessas mulheres, e surpreendentemente me identifiquei com todas elas. Só senti falta de saber mais sobre Alicia, personagem que não recebe tanta atenção quanto às demais (só joguei um "bem feito!" para ela, ao final do livro). Ainda assim, consegui captar sua história e me indignar com ela também. Todos os personagens são muito fortes e bem elaborados, cada qual com sua trajetória contada com bom-humor e uma escrita que te prende até o fim. Recomendo não ter medo desse livro (o tamanho assusta um pouquinho), pois quando você engrenar no mundo feminino criado por Marian Keyes, vai se apaixonar.


06/01/2012

[Resenha] Melancia


Autor: Marian Keyes

Editora: BestBolso

Páginas: 490

Preço: 17,90 nas Lojas Americanas

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2009







Sinopse: Quinze de Fevereiro é um dia especial para mim. É o dia em que dei à luz o meu primeiro filho. E também o dia em que o meu marido me deixou.» Claire tem vinte e nove anos e tudo com que sempre sonhara: um marido maravilhoso (em todos os sentidos), um emprego simpático, um lar acolhedor... No entanto, no dia do nascimento do seu primeiro filho tudo muda. James, o marido, informa Claire de que a irá abandonar, pois está perdidamente apaixonado por outra mulher: é o caos total! Com um bebé de colo e um corpo que definitivamente nada tem a ver com o corpo de outros tempos, parecendo-se mais com uma melancia, Claire é forçada a iniciar um novo ciclo de vida, consciente de que não se trata de uma tarefa nada fácil... À falta de melhor abrigo, regressa a casa dos pais para recuperar forças. E é nesse ambiente, simultaneamente familiar e extravagante, que Claire se irá sentir bem. Aliás, muito bem!

Todo mundo sabe que sou uma bookaholic assumida, e vivo tanto nas livrarias que acabei fazendo amizade por lá. Uma dessas livrarias era a Nobel, em uma unidade que fica perto de minha casa. O nome da atendente era Michelle, e ela sempre me indicava boas séries de livros (fui a primeira daquela unidade a comprar Para Sempre - Os Imortais por causa dela) para mim, e através do telefone, me avisava quando chegavam os carregamentos com livros. Um livro que ela sempre insistia para que eu lesse era Melancia, da Marian Keyes.

Eu tinha uns onze anos, e ao ler a sinopse, não dei muita bola assim de cara, mas prometi a ela que levaria um dia. Meses se passaram, e estranhando a ausência das ligações de Michelle, resolvi ligar para ela, e foi aí que soube da notícia: ela fora despedida por um motivo desconhecido. Acabei perdendo o contato com ela, mas em memória de nossa amizade, resolvi procurar pelo livro, e assim que o achei, comprei imediatamente.

Confesso que inicialmente não tinha boas expectativas em relação a ele, só ia tentar ler o exemplar por conta de Michelle, e mais nada. E como sempre, excedi minhas expectativas, e de quebra, Marian Keyes se tornou minha autora favorita. Quando comecei a ler Melancia, a história me prendeu tanto que passei a levá-lo para todos os lugares onde ia: escola, shopping, médico, banheiro (hehe), casa da madrinha, casa das amigas, etc. E também foi lendo Marian Keyes que chick-lit passou a ser minha maior paixão.

A história começa com o nascimento da filha de Claire, e ao mesmo tempo seu rompimento com o marido. Ela volta abalada para casa, e aí a leitura começa a arrastar. Claire começa a beber desesperadamente, passa dias sem tomar banho e quase não sai da cama pra cuidar da própria filha! Nessa parte, fiquei com a maior vontade de largar o livro porém, quando as aulas de inglês começam e você tem que fazer de tudo para não dormir na aula, ler é uma boa opção.

Quando ela conheceu o Adam, eu fiquei meio que de cara amarrada. Tenho que admitir que não me identifiquei com ele de cara, levou um tempinho até que eu começasse a gostar do sujeito, mas ele até que não é ruim, é só uma das minhas picuinhas minhas mesmo. Considerando a minha idade, fiquei bastante assustada quando as cenas de sexo a mim foram apresentadas. É claro que hoje não considero como algo relevante mas, se você não está acostumada a ler esse tipo de coisa, não recomendo que comece a ler este livro (as cenas são poucas mas, dá pra assustar se você for uma menininha ingênua e comportada que ama ler contos de fadas, como eu era aos onze anos).

Enfim, não tenho muito o que falar sobre esse livro. Tudo o que não gostei foram essas fases deprimidas da protagonista, que consequentemente fizeram com que eu mesma acabasse me deprimindo um pouco e tal. Ah! Também tenho que dividir uma coisa aqui com vocês: as capas. Meu deus do céu, como eu amo as capas desses livros... Aquelas listrinhas, as ilustrações e o estilo da letra... Eu adoro esse tipo de coisa simples, porém bonita. Amo mesmo.