Autor: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 602
Preço: 39,90 na Livraria da Folha
Leitura: Rápida - Média - Demorada
Ano: 2009
Sinopse:Anna Walsh é um desastre ambulante. Ferida fisicamente e emocionalmente destruída, ela passa os dias deitada no sofá da casa de seus pais em Dublin com uma ideia fixa na cabeça: voltar para Nova York.
Nova York é onde estão seus melhores amigos, é onde fica o Melhor Emprego do Mundo®, que lhe dá acesso a uma quantidade estonteante de produtos de beleza, mas também, e acima de tudo, é a cidade que representa Aidan, seu marido.
Só que nada na vida dela é simples...
Sua volta para Manhattan se torna complicada não só por conta de suas cicatrizes físicas e emocionais, mas também porque Aidan parece ter desaparecido.
Será que é hora de Anna tocar sua vida pra frente? Será que ela vai conseguir (tocar a gente sabe que sim; o negócio é pra frente)?
Uma série de desencontros, uma revelação estarrecedora, dois recém-nascidos e um casamento muito esquisito talvez ajudem Anna a encontrar algumas respostas. E talvez transformem sua vida... para sempre.
Escrito por minha autora preferida, Tem Alguém Aí? era um livro que eu queria ler há muito tempo. Quando finalmente o comprei, não sabia que se tratava do quarto livro da série Família Walsh e por isso, fiquei meio receosa de ler fora de ordem. Porém, atingida por uma ressaca literária nível máximo de chatice, resolvi ignorar um pouco os livros de parceria e me curar com o título.
Eu gostei tanto da diagramação desse livro que até bati umas fotos para o instagram. Como de costume, eles arrasaram na diagramação interna e externa, com o estilo descontraído da autora. Infelizmente, a revisão do livro deixou um pouco a desejar, pois detectei alguns erros tanto na falha de impressão, quanto na revisão em si.
Anna Walsh está ferida física e emocionalmente, após sobreviver a um terrível acidente. Em meio a suas fraturas e dores corporais, há um desejo: deixar a companhia de seus pais em Dublin para voltar à cidade que nunca dorme, Nova York, lugar onde morava. Ela aproveita para realizar seu desejo quando sua irmã Rachel viaja a Dublin para visitar os pais, visto que ela está se preparando para se casar com seu noivo estonteante, Luke. De volta a Nova York, retornando à casa e ao emprego que abandonou, Anna se vê perdida entre pessoas, memórias e saber separar a ilusão da realidade.
Como vocês podem ver, o livro se trata a respeito da recuperação da personagem. Eu gostei muito do modo com que Marian Keyes conduziu a história, pois apesar de Anna enfrentar muitos problemas emocionais e ter dificuldades para querer seguir em frente com a recuperação, Marian colocou outros conflitos ali, para que o problema emocional da protagonista não fosse o único foco do leitor. Ou seja, enquanto Anna se recupera, ela tem que se preocupar com o trabalho, os preparativos para o casamento de Rachel e o impacto que isso está causando na família, as investigações malucas de Helen... Coisas que me entreteram e fizeram com que o livro não ficasse chato.
Aliás, outra coisa que contribuiu para que a obra não fosse maçante foi a escrita maravilhosamente bem humorada que a autora usa. Eu simplesmente adoro as piadas da Marian, tanto que perto da página quarenta eu já estava com a barriga doendo de tanto rir. Mas é claro que não existem só momentos felizes no livro, pois com a mesma facilidade que me levou ao riso, Keyes me fez ceder às lágrimas.
Falando em lágrimas, Anna foi uma personagem com a qual não me identifiquei muito, porém, me apeguei bastante a ela. Uma coisa interessante, é que como estamos sujeitos ao ponto de vista da protagonista - o livro é narrado em primeira pessoa - ao longo da leitura, só temos a versão dela da história. E é claro que Marian se aproveitou desse fato para dar um efeito especial na primeira revelação do livro. Posso dizer que funcionou totalmente!
Além de Anna, também me afeiçoei bastante a Helen, sua mãe e Jacqui, que são personagens adoráveis. Em algumas partes, podemos acompanhar as aventuras de Helen em seu trabalho de investigadora, por meio dos e-mails que ela e sua mãe mandam para a personagem principal. Uma personagem que tive o prazer de reencontrar foi Claire, e posso dizer que me surpreendi ao perceber que o livro se passa doze anos após Melancia, primeiro livro da série Família Walsh.
Falando sobre a série, vocês podem ler Tem Alguém Aí? tranquilamente sem ter lido os outros livros, pois a ordem dos livros não interfere na leitura dos mesmos. Obra recomendadíssima a todos os amantes do bom chick-lit.




