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07/01/2014

[Resenha] A Caixinha Mágica



Autor: Luiza Trigo

Editora: Rocco Jovens Leitores

Páginas: 23

Preço: Gratuito na Amazon.

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2013











Sinopse: Priscila tem uma vida bem diferente de todas as outras meninas de sua idade. Quando mais nova, perdeu os pais e passou a viver em um orfanato, afastada de tudo e todos com quem teve contato um dia. Mas aos doze anos, na noite de Natal, uma surpresa muda a sua vida e a maneira de relembrar o passado e de imaginar o futuro, fazendo-a ser ainda mais especial. O que será que aconteceu naquele Natal? A caixinha mágica é um conto especial da autora Luiza Trigo que traz fantasia e diversão; assim como todo Natal deve ser.


A Caixinha Mágica foi um dos contos que eu baixei para me beneficiar assim que estivesse no tédio. Já tinha uma curiosidade muito grande a respeito da autora, já que além desse conto, seu livro (Carnaval) também tinha sido muito bem comentado por alguns blogs que visito. Eu não sou de ler muitos eBooks por causa do meu probleminha de vista, mas esse em especial me atraiu muito a atenção.

Eu gostei bastante da capa que a Rocco providenciou para o conto, bem simples e muito coerente com a sinopse e o que a história propõe. Também curti a diagramação do eBook, que é simples e bonitinha, com uma tipografia gostosa de se acompanhar pela telinha e nenhum errinho de revisão.

Esse conto rapidinho conta a breve história de Priscila, uma garota órfã que em seu primeiro natal aos 12 anos, recebe uma surpresa da qual nunca vai esquecer. Tal presente a faz se sentir ansiosa por cada natal que terá em sua vida, na companhia das cuidadoras, bem como os meninos e meninas com quem convive no orfanato.

Resolvi resenhar essa história curtinha aqui no blog porque ela me envolveu de um jeito especial. A princípio, queria ler o conto para me familiarizar com a escrita da autora e ver se ela era mesmo tudo o que os blogueiros andavam falando. Você quer a resposta final? Aprovadíssima. E sabe por que? Eu nunca gostei tanto de um conto natalino quanto desse, virou um dos meus favoritinhos pra vida.

Confesso que não sou lá muito fã da atmosfera do natal nos livros, mas Luiza Trigo aplicou uma doçura em seu universo que me fez ficar completamente maleável perante as páginas virtuais. Apesar de me sentir totalmente desconfortável lendo eBooks, essa autora não só soube me trazer de volta a minha zona de conforto, como me fez desejar ter a história em livro físico só para admirar na estante ou, quem sabe? Até mesmo uma versão mais extensa da mesma.

Mas não foi só a atmosfera que me encantou não! O jeito como Luly narra sua história sob a perspectiva de Priscila é suave e muito fluido, o tipo de escrita que te faz voar entre as páginas, mas ao mesmo tempo te toca direto no coração. A protagonista também foi outro fator para que isso acontecesse, já que Pri se revelou uma garota inocente e doce, que me fez lembrar da pureza manifestada em alguns personagens de contos de fadas.

E tudo bem que o natal já passou, mas essa história é daquelas que você pode ler a qualquer momento que não tem erro, ela vai te alcançar de qualquer jeito. Mesmo sendo rápida e curtinha, essa leitura vale estar em seus registros por ser cativante e emocionante nas devidas proporções. Sem dúvidas, como todo o natal deve ser. Recomendo a leitores de todas as idades!


05/03/2013

[Resenha] Divergente



Autor: Veronica Roth

Editora: Rocco

Páginas: 502

Preço: 23,05 no Extra

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012











Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


Constantemente comparado com Jogos Vorazes, Divergente não demorou a se tornar uma distopia procurada por leitores famintos por ação e futuros distantes. Como aprecio o gênero, não pude ficar de fora dessa e garanti o meu exemplar assim que tive a oportunidade. Minhas expectativas estavam medianas em relação a esse livro e confesso que só não o li antes por falta de vontade mesmo.

A editora ganhou pontos comigo por conta da boa diagramação externa, gostei muito da capa ser envernizadinha e também do cuidado extra atrás da orelhinha, folha de rosto e tudo o mais. Achei alguns errinhos que deixaram passar na revisão, mas gostei bastante da tradução. O tamanho da fonte, do livro e as páginas amarelas tornaram a leitura perfeitamente agradável, ou seja, mais um ponto para a Rocco!

Em um futuro distante, a cidade de Chicago foi dividida em cinco facções, visando um objetivo: a pacificação da população. Como os políticos acreditavam que cada pecado originava um motivo para a guerra, decidiram que cada facção representaria uma virtude que seria trabalhada pelas pessoas que a elas pertencessem. Os que culpavam a ignorância, formaram a Erudição e honravam a inteligência. Aqueles que culpavam a covardia, formaram a Audácia e resolveram desenvolver a coragem. Os que acreditavam que as mentiras seriam a causa da guerra, formaram a Franqueza e se uniram em prol de trabalhar na sinceridade. Os que culpavam a maldade, formaram a Amizade e resolveram desenvolver a bondade. E por fim, os que culpavam o egoísmo, formaram a Abnegação, facção que visava as boas ações, a solidariedade para com o próximo.

E é à Abnegação que pertence Beatrice, nossa personagem principal. Ela tem dezesseis anos e está prestes a passar pelo exame de aptidão pelo qual todo jovem de sua idade tem de ser avaliado, para que de acordo com suas qualidades, possa ser ajudado na escolha de sua facção. Porém, ela está prestes a tomar a decisão que vai decidir sua vida: caso escolha se afiliar à outra facção, terá de abandonar sua família e tudo o que conhece para se aventurar em uma parte desconhecida da cidade, com regras e costumes totalmente diferentes do que está acostumada.

Porém, ao chegar no dia do teste de adaptação, seu teste é dado como inconclusivo e a examinadora a avisa que ela é uma Divergente e que não deve mencionar isso a ninguém, pois correrá perigo se o fizer. Mas e agora, o que isso significa? Por que será tão perigoso ser uma Divergente? É o que descobrimos aqui.

Eu simplesmente amei a trama e o modo com que Veronica Roth a conduziu. É certo que certas partes não me prenderam e eu passei alguns dias sem vontade de ler o livro, mas quando era fisgada, nada - exceto o sono - conseguia me fazer parar de ler. Quem me segue no twitter deve ter visto que de vez em quando eu parava para tomar fôlego antes de continuar a leitura, mas eu juro pra vocês que era preciso! Em alguns momentos, a autora coloca muitas passagens de ação que te fazem prender o fôlego e temer pelos personagens. Ou seja, só leia Divergente se você tiver um estômago dos bons.

Outra coisa que gostei bastante foi a narrativa da autora. É super gostosa de se ler e ao mesmo tempo, descritiva o bastante. O livro é narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista da protagonista, Tris. Aqui vou confessar que achei a personagem um tanto controversa. Tinha horas que ela era tão dura e destemida que você duvidava da humanidade dela, mas em certos momentos ela deixa a confiança despencar e até rola um "mimimi" adolescente - que me fez desistir de ser fã dela - básico.

Os personagens secundários não me conquistaram tanto, mas quem ganhou meu coração mesmo foi o Quatro. Sério, gente... que mocinho! Os amigos da Tris não me ganharam muito porque eu duvidei um pouco da lealdade deles durante a história, quem ler vai entender do que estou falando. Acho que eles deixaram a competição falar mais alto do que o coração, o que não é uma surpresa, visto que estamos lidando com seres humanos. Outra coisa da qual duvidei um pouco foi o romance que a autora resolveu colocar junto da distopia. É claro que o foco não é o romance, mas acho que se ela quis colocar esse elemento na história, ele merece ser avaliado. A conexão entre os dois personagens não me convenceu muito, embora eles sejam perfeitos um pro outro, ainda acho que só lendo Insurgente vou conseguir concluir se acredito ou não nessa união.

Quanto à parte distópica/política, Roth está de parabéns! Eu gostei muito de ver o quanto os personagens transferidos tiveram dificuldade para se adaptar à sua nova facção, deixando transparecer velhos hábitos que eles tinham de ter deixado para trás assim que fizeram sua escolha, achei que isso deu um toque de realismo a mais na história em si. Eu simplesmente adorei os vilões que a autora criou e tudo o que eles elaboraram para o conflito final, que foi posto pela metade para ser resolvido apenas no segundo livro. Sério, fiquei de boca aberta, me surpreendi demais. Recomendo à todos os fãs de uma boa distopia!

Ops! Classificação final inconclusiva...
Brincadeira! Hahaha


10/01/2013

Caixinha de Correio #1


Olá leitores!

Finalmente como prometido, voltei com o meme Caixinha de Correio, hoje mostrando tudo o que eu ganhei de natal e o que eu li.

Espero que gostem do vídeo!



O que eu comprei:

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
O Restaurante no Fim do Universo - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
A Vida, o Universo e Tudo Mais - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
Praticamente Inofensiva - Douglas Adams (Editora Arqueiro)
O Circo da Noite - Erin Morgenstern (Editora Intrínseca)
Tem Alguém Aí? - Marian Keyes (Editora Bertrand Brasil)
Divergente - Veronica Roth (Editora Rocco)

O que eu li:

Sob a Redoma - Stephen King (Suma de Letras)
Belo Desastre - Jamie McGuire (Verus Editora)
Identidade Roubada - Chevy Stevens (Editora Arqueiro)


O que estou lendo:

A Maldição do Tigre - Colleen Houck (Editora Arqueiro)


12/03/2012

[Resenha] Jogos Vorazes



Autor: Suzanne Collins

Editora: Rocco

Páginas: 400

Preço: 26,90 na Livraria da Folha

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2008









Sinopse: Katniss escuta os tiros de canhão enquanto raspa o sangue do garoto do distrito 9. Na abertura dos Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss. Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?...
Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Eu estava para ler esse livro havia bastante tempo. Bastante mesmo. Enrolava pra comprar porque ou não tinha dinheiro, ou eram muitos livros na minha lista de leitura, fora que estava com medo de me decepcionar, pois a primeira distopia que li (Feios) gerou uma opinião negativa. Mas, são autores diferentes, histórias diferentes, títulos que não tem muita coisa em comum. Então quando vi o livro na estante de minha tia, não hesitei em pedir emprestado. Yes, atitude corretíssima!

Logo no início essa obra já foi me conquistando. Conseguia sentir Katniss a cada movimento que ela descrevia. Era como se eu fosse Katniss, juro! Compreendia suas ações, sentimentos, tudo pelo que ela teve que passar para evitar a fome em sua casa e para manter a saúde de sua mãe e de Prim, sua irmã. Simpatizei um pouco com Gale, mas não foi aquela simpatia do tipo "OMG, ele é demais, adoooooooro!", apenas razoável (sim, ele vai ter uma boa importância na história, mais pra frente).

Quando a protagonista entra na arena é que as coisas começam a esquentar. Cada momento que ela passa lá dentro é uma agonia, você não sabe quem vai morrer e quando, tudo é possível. Chorei muito gente, MUITO mesmo durante uma das mortes, não aguentei. Era como se eu estivesse ali, no lugar dela, presenciando todo aquele desespero e aflição que a personagem principal era obrigada a suportar. Eu não teria nem metade de sua esperteza, vou admitir. É tudo tão envolvente, que você fica meio chocado quando para a leitura, sabem?

Então, conforme tudo ia acontecendo, eu devorava aquelas quatrocentas páginas cada vez mais rápido. Cheguei ao meu ápice e acabei lendo duzentas e oitenta delas em apenas um dia, meu recorde! Só para vocês terem uma ideia, minha mãe ficou louca comigo a ponto de perguntar porque eu estava lendo ao invés de estudar química, risos.

Bom, os personagens são bem marcantes, e Katniss se mostra a mais forte deles. Claro que eles não são perfeitos, cada um mostra o seu "quê" de realidade. E posso dizer? Me apaixonei por Peeta. Ô garoto ein! Mas ao mesmo tempo, ao final do livro fui entendendo como Kat se sentia a seu respeito, e foi como se eu realmente tivesse os mesmos pensamentos que ela. Fiquei tão dividida quanto.

No final, Jogos Vorazes não conseguiu me decepcionar de maneira alguma. Com certeza merece todas as estrelas do mundo. Me encontrei perguntando a mim mesma quem era J.K Rowling e Stephenie Meyer, juro a vocês! Sou a mais nova candidata a tributo gente, risos. Já estou garantindo meus ingressos para a pré-estréia/estréia do filme e espero que não seja tão decepcionante quanto os outros que se vêem por aí. Recomendo a todos os públicos, todos mesmo. Sem mais.

Nota: 100/100