15/01/2015

[Resenha] Isla and the Happily Ever After



Autor: Stephanie Perkins

Editora: Dutton

Páginas: 352

Preço: 38,50 na Livraria Cultura

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
From the glittering streets of Manhattan to the moonlit rooftops of Paris, falling in love is easy for hopeless dreamer Isla and introspective artist Josh. But as they begin their senior year in France, Isla and Josh are quickly forced to confront the heartbreaking reality that happily-ever-afters aren't always forever.

Their romantic journey is skillfully intertwined with those of beloved couples Anna and Étienne and Lola and Cricket, whose paths are destined to collide in a sweeping finale certain to please fans old and new.


Depois de ter lido Anna e o Beijo Francês e Lola e o Garoto da Casa ao Lado, fiquei ansiosíssima ao saber do lançamento de Isla and the Happily Ever After. Posso até não ter me encantado tanto por Anna e Étienne, mas Lola e Crickett definitivamente me deixaram com um gostinho de quero mais. A vontade de ter mais do mundinho de Stephanie Perkins foi tanta que eu comprei o meu exemplar assim que pude, louca para tê-lo em mãos.

Quando ele chegou (brilhante em sua hardcover lisinha), mal pude acreditar na beleza dessas capas novas. Eu gostava muito do design dos casais e tal, mas essas fontes saltando dos livros... Ai, que glam, que divo, que phyno! Fiquei simplesmente apaixonada.

A diagramação ficou muito bem feita e a fonte, bem espaçada (para encanto dos meus olhinhos exigentes ♥), sem falar no começo de capítulo que esbanja delicadeza e romance. Se tem uma coisa que eu preciso destacar sobre a sensação de ter um hardcover bonito é a satisfação de pagar por algo satisfatório. Ah, a felicidade!

No momento em que comecei a ler o livro, não sabia direito sobre o que se tratava e que tipo de emoção ele iria me passar. Pra falar a verdade, o nome da autora me vendeu mais do que a história em si. Tinha para mim que se Isla me arrebatasse tanto quanto Lola, estava de bom tamanho e eu não ia reclamar. Acontece que quando eu fui ler a sinopse, algo brilhou aqui dentro.

Sabe aquela sensação de saber exatamente pelo que a personagem está passando? Pois é. No caso, Isla é uma jovem que estuda em uma escola meio americana, meio francesa localizada em Paris. Ela tem uma crush por Josh há três anos, um cartunista que se desafiou a escrever uma graphic novel a respeito de si mesmo.

Apaixonada e sem saber o que fazer para atrair sua atenção, ela se vê deslumbrada quando Josh começa a correspondê-la. Mas aí outros dilemas entram no caminho dos dois e o futuro clama pela grande decisão: o que acontecerá após a formatura? Que caminhos os dois vão tomar? Será que ficarão juntos? Se separarão? Poderá o amor resistir às artimanhas do destino? É o que a premissa de Isla and the Happily Ever After promete responder.

Dois jovens descobrindo o amor em meio à uma cidade que respira paixão? Parece extremamente romântico, eu sei. Mas não foi isso que me atraiu na trama. Além do cenário parisiense vs. nova iorquino que o permeia, o que me levou a ler esse livro foi justamente o fato de eu ter levado sua premissa para o lado pessoal. Eu não conseguia deixar de me ver na Isla no que diz respeito a seus questionamentos a respeito do futuro, suas dúvidas e inseguranças.

O que ser? Que caminho seguir? O que fazer quando crescer? Apesar de já ter a minha rota traçada, foram essas perguntas que mais me trouxeram para perto da protagonista. Acredito que sejam esses questionamentos que farão várias adolescentes se identificarem com Isla também, porque nessa fase (terceiro ano, vestibular, transição da escola para a universidade) essas perguntas são as que mais passam pela nossa cabeça.

Fora esses questionamentos básicos que toda adolescente enfrenta em determinado ponto da vida, me identifiquei também com o jeitinho tímido de Isla. Apesar de viver uma situação bem diferente da minha, por vezes eu me senti como se estivesse no lugar dela, independente do cenário ou estilo de nossas vidas. Achei isso muito legal, sabem? Dessa forma, todas as leitoras poderão encontrar um pedacinho de si na personagem.

Outra coisa que me encantou bastante no livro foi o romance fácil que vai se desenrolando com o passar das páginas. Mas fácil só na maneira com que os personagens se apaixonam, ok? Ambos tem seus problemas e suas preocupações para resolver e superar, situações que fizeram com que o romance se tornasse cada vez mais realista aos meus olhos. Me senti tão envolvida pelas cenas românticas que encontrei justiça na citação "Stephanie Perkins é a Jane Austen de nossa geração".

E o que falar das aparições de Lola, Cricket, Meredith, Anna e St. Clair? Por favor, alguém (não) segura o meu coração! Juro que as batidas ficaram um pouquinho mais rápidas quando me deparei com essa turma maravilhosa nas páginas do livro. Deu até vontade de reler os outros dois em inglês!

Fazendo um desabafo rápido, a verdade é que não estou pronta para me despedir dessa trilogia. Teoricamente, esse teria que ser o último livro, mas não consigo me desapegar desse universo, hahaha. Lembro que não curti muito Anna e o Beijo Francês quando li, mas pretendo dar uma nova chance só pra não me despedir.

E isso é tudo pra hoje, pessoal! Espero que vocês tenham gostado da resenha e que deem uma chance a Isla e Josh, porque eles merecem. Com certeza essa leitura encontrou seu lugar no meu hall especial de favoritos, hahaha. Recomendo para todos os públicos!


01/01/2015

Retrospectiva literária 2014



Feliz ano novo, pessoal!

Como de praxe, hoje eu venho trazer mais uma retrospectiva (♥) para vocês. Gosto muito de olhar para trás, porque é assim que a gente vê o quanto melhorou e progrediu. 2014 foi um ano muito tumultuado para mim, mas também teve muitas coisas boas. Sei que 2015 vai me trazer desafios e escolhas muito maiores - ano de vestibular, essa novela a maioria de vocês já assistiu - e espero obter sucesso durante todos eles.

Mas agora é hora de falar sobre tudo o que rolou ano passado, do ponto de vista literário. Já sei que li bastante (ultrapassei a meta estipulada, uhul!) e percebi que muitas das leituras foram bem aproveitadas.

Estão prontos para saber como foi?

- Meta de Leitura: 70 livros.
- Quantos livros eu li: 80 (YAY) livros.

Melhor livro de fantasia: Trono de Vidro, sem sombra de dúvidas! Gostei muito do cenário, da protagonista e de toda a trama. Inigualável, repleto de ação e com uma pitadinha de magia, esse livro me agarrou pela mente e não soltou mais! Virei fã declarada da série e estou muito ansiosa para o lançamento dos outros livros da mesma.

Melhor suspense: Novembro de 63, sem nem pestanejar. Narrada por Jake Epping e escrita pelo mestre King, essa foi uma história que me arrebatou a ponto de devorar todas as suas 730 páginas sem reclamar. Um suspense cheio de ação, com climax perfeito e cenas de roer as unhas de todos os dedos, esse foi um livro que com certeza marcou meu ano.

Melhor distopia: Posso ter lido pouquíssimos livros do gênero esse ano, mas sem dúvidas, o que merece a classificação é The Darkest Minds. Leitura do finalzinho do ano, essa distopia me cativou muito e fez com que eu ficasse ávida por mais livros do gênero (que já comprei e planejo ler durante as férias). Considerei essa como uma leitura especial, pois me fez ter mais gosto pelo texto íntegro, no caso, em inglês. Eu achava que seria muito difícil ler distopias em sua língua original. Pode até ser difícil, mas ler The Darkest Minds me mostrou que não é impossível.

Melhor romance: Fiquei muito em dúvida na hora de eleger essa categoria, mas não tenho como fugir de classificar Todo Dia como o melhor romance lido no ano. Eu amei tudo nesse livro - os personagens, a mensagem que ele passa, a escrita do autor, o romance - e não posso deixar de destacar o quanto a leitura dele é importante. Nesse romance, David Levithan defende um ponto de vista muito interessante a respeito do amor ao descaracterizar seu personagem fisicamente. Isso me deixou muito intrigada e fez com que ao meu ver, essa obra se tornasse um must read. Acho que todas as pessoas deviam adotar esse ponto de vista (de que o amor é válido de todas as formas) e levar a sério a proposta desse Young Adult, que é maravilhoso.

Melhor clássico: Esse ano só li um clássico, mas acho que se tivesse lido outros teria escolhido A Viuvinha do mesmo jeito. Me encantei com a maneira com que o autor manuseou suas palavras e a caracterização dada a seus personagens, bem como o cenário que descrevia. Esse ano devo ler outras duas obras dele que já possuo - Lucíola e O Guarani - para o vestibular. Em consequência disso, devo estar fazendo alguns posts sobre a importância de ler os clássicos da nossa literatura.

Melhor nacional: Vai parecer até marmelada, mas nem ligo! O melhor nacional que li em 2014 foi A Máquina de Contar Histórias, livro que é do meu autor favorito (Maurício Gomyde) e me emocionou demais por tratar de relações familiares com profundidade e sensibilidade muito tocantes. Foi impossível resistir às gracinhas de Vida, aos chiliques de Valentina e aos esforços que Vinicius fazia para manter sua família unida em meio às dificuldades. Sem dúvidas, um dos livros que guardei no coração.

Autor revelação: O prêmio de revelação desse ano vai para R.J Palacio! David Levithan e Sarah J. Maas escrevem muito bem e me deslumbraram muito com sua escrita, mas me admirei mesmo foi pelo jeito com que Palacio me guiou através da história de Auggie, em Extraordinário. Não satisfeita, a autora ainda me deixou em lágrimas ao me apresentar a vida de Julian, em O Capítulo do Julian. Dona, a senhora é destruidora mesmo, hein?

Melhor casal: E o casal mais intenso, sexy e apaixonado que eu tive o prazer de conhecer foi Karou e Akiva! Uma vez que você descobre a história completa desse amor que superou eras e mundos, não tem como não se render a paixão desses dois. Não vou falar nada por medo de deixar algum spoiler no ar, mas eles são tão amorzinho! Não tem como deixar de amar, muito sério! *fangirl*

O protagonista que mais me cativou: Acho que para essa vocês já sabem a resposta, né? Senhoras e senhores, meninos e meninas, Celaena Sardothien! Dotada de uma destreza invejável, petulância sem igual e uma frieza de gelar os ossos quando necessário, essa garota me conquistou já nas primeiras páginas. Vou resumir pra vocês: ela é uma assassina super badass que sabe usar do bom e velho senso de humor! E ainda digo mais, fico feliz por ter uma heroína tão fantástica representando o time feminino, hihi.

O personagem secundário que mais se destacou: Will, de Casa de Segredos e A Batalha das Bestas. Tomei um amor sem igual por esse rapaz sem nem perceber! Ele é tudo de bom: fofo, sarcástico, valente e muito enrolado, hahaha. Não teve jeito! Tentei, mas não consegui resistir a seu old fashioned charm quando o encontrei novamente em A Batalha das Bestas. Com certeza, durante esse ano que passou, ele foi o personagem secundário que mais me chamou atenção.


E isso é tudo que eu tenho para vocês a respeito de 2014, 'mores! Até tinha achado que tinha lido pouquinho porque fui surpreendida pela ressaca várias vezes, mas que nada! Li até mais do que já tinha lido na vida toda (em um ano), hahaha.

Espero que vocês tenham um 2015 incrível, cheio de alegria, paz, energia positiva e amor no coração. Sei que houve muitas ausências no blog durante esse ano que passou, mas pretendo tentar manter tudo funcionando durante esse ano novo, tá? Muito obrigada por me aturarem durante todo esse tempo!

Até mais!


27/12/2014

[Literamúsica] Isla and the Happily Ever After #2

Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Já faz um tempão que eu não posto nada relativo a música pra vocês, então resolvi tirar a teia de aranha dessa coluna com mais uma playlist! Dessa vez, compilei algumas músicas que escutei enquanto lia Isla and the Happily Ever After, um romance muito fofinho que ganhou o meu coração.

No primeiro post identifiquei quatro músicas com Graffiti Moon e agora relacionei cinco. Espero que vocês gostem das escolhas!



1. Fire N Gold, by Bea Miller - Desde que comecei a ler o livro, já sabia que essa música seria um tiro certeiro. Uma baladinha romântica que fala dos altos e baixos do amor, Fire N Gold me lembrou muito dos momentos em que Isla fala da urgência com que ama Josh. Tanto nas batidas ritmadas quanto na letra, essa música é perfeita para representar o crush da protagonista.

Like a astronaut that's scared of heights
With a heart that's beating at the speed of light
You've been waiting for this feeling all your life
Sometimes it's just hard to realize




2. Talking Body, by Tove Lo - Diferente dos outros dois livros de Stephanie Perkins, notei um tom extra de sensualidade no terceiro. Na hora que comecei a ler as cenas, tive que dar play nessa música, que pra mim representou todas as marcas de sensualidade e as cenas em que o calor da paixão tirava o fôlego do casal principal.

Now if we're talking body
You got a perfect one
So put it on me
Swear it won't take you long




3. Your Body is a Wonderland, by John Mayer - Lá pra metade do livro tem uma cena que é linda de fofa, repleta de arte e me lembrou muito dessa música. Não vou dizer como é porque senão vou dar spoiler e vocês vão perder a surpresa, mas a clássica Your Body is a Wonderland a representa sem tirar nem por. Todas as palavras da letra remetem a essa cena e, por isso, não tive como deixá-la de fora da playlist.

And if you want love
We'll make it
Swim in a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be awhile




4. Thinking Out Loud, by Ed Sheeran - Eu sei o que vocês devem estar pensando: quando se trata de romance e música, não dá pra deixar o Ed Sheeran de fora. E estão certíssimos! Foram muitas as vezes em que me envolvi pela melodia de Thinking Out Loud enquanto lia esse livro, tanto pela mensagem apaixonante que a música passa, quanto pela atmosfera que a obra literária transmite. Com a escrita maravilhosa de Stephanie Perkins e a suavidade da voz do Ed Sheeran, o que obtive foi um clima romântico perfeito para o momento.

I'm thinkin' bout how
People fall in love in mysterious ways
Maybe just the touch of a hand
Me, I fall in love with you every single day
I just wanna tell you I am




5. Out of Mind, by Tove Lo - Essa é uma faixa que eu não consegui deixar de fora da playlist, por mais que repensasse seu significado. Por mais que tenha uma vibe que descreve muito a separação e o término, Out of Mind se encaixa perfeitamente em determinada parte do livro, na qual um dos personagens não consegue tirar o outro da cabeça. Sua batida e a maneira incansável com que a cantora expressa sua saudade através da melodia foram dois elementos que me marcaram enquanto eu lia.

How can you say I'll be alright?
What makes you think that I'll be fine?
Baby you have to be completely out of your mind
To think that I could keep you out of mine


E é isso aí pessoal! Espero que vocês tenham curtido a playlist de hoje, pois pensei nela com muito carinho. Caso alguém já tenha lido o livro e identificado alguma das músicas (ou outras que não citei aqui), deixe nos comentários! Vou adorar saber.

Até mais!


25/12/2014

[Resenha] Trono de Vidro



Autor: Sarah J Maas

Editora: Galera Record

Páginas: 475

Preço: 23,90 na Livraria Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012
Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.

Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.

Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.


Eu já tinha ouvido muito a respeito de Trono de Vidro antes mesmo de ganhar da Camille, uma amiga muito próxima. Já tinha lido muitas avaliações positivas em torno da blogosfera, que determinavam que o título era ótimo. Confesso que não esperava muito do mesmo quando comecei a ler, mas embarquei em sua leitura mesmo assim.

A primeira coisa que eu reparei foi na capa do livro, que dá a entender sobre o que ele se trata. Embora eu tenha achado que o trabalho da Galera Record tenha sido muito legal, percebi que existem capas muito mais bonitas do que a publicada no Brasil. A diagramação do livro também ficou muito boa, com fonte razoável de se ler e um espaçamento também agradável. Não tive problema algum com a revisão e muito menos com a tradução, o que contou pontos muito positivos para a editora.

A história gira em torno de Celaena, mais conhecida como a assassina mais perigosa de Adarlan. Depois de ter matado muitas pessoas a serviço do rei dos assassinos, a menina acabou sendo pega e porventura, enviada para Endovier, conhecida como uma das prisões mais perigosas de todo o reino. Entretanto, quando surge um concurso que irá eleger a campeã do rei, Celaena é convocada para representar o príncipe Dorian e competir contra todos os outros assassinos mais temidos do reino, ganhando em troca a sua tão sonhada liberdade e um pagamento generoso pelos serviços prestados ao rei.

Só pelo fato de existir uma competição que irá eleger um novo assassino, eu já fiquei muito interessada no livro e na história que o rodeia. Apesar disso, acabei ficando com um pouquinho de receio por conta dos elementos fantásticos existentes no livro. Como faz muito tempo que eu não lia um livro de fantasia, fiquei com medo que esses elementos não me fossem atrativos.

Entretanto, dona Sarah J. Maas soube desenvolver o seu plot de maneira encantadora, a ponto de eu ter me visto presa no universo criado por ela. O modo como a narrativa segue - em terceira pessoa, é essencial para que acompanhemos a história de todas as perspectivas possíveis. Isso é importante demais, pois todos os pontos inseridos no roteiro tem uma razão específica para ter aparecido ali e cada personagem faz uma aparição por algum motivo. Também gostei muito de ela ter utilizado daquela tática "dou uma pista aqui e no final encaixo tudo", típica de vários autores espertos.

Outra coisa da qual gostei muito é que cada um tem características fortes identificáveis e um "quê" de humanidade dentro de si. Gente, era como se eu estivesse dentro do livro, juro! Não tem como não se apaixonar pela maturidade forçada adquirida por Celaena, a bravura de Chaol, a sinceridade de Dorian e a cordialidade de Nehemia. É pra virar fã de carteirinha!

Em algumas partes dá até pra rolar uma indecisão entre dois personagens, já que acontece um triângulo amoroso (muito bem montado, por sinal) na história. Mas não se acanhem: o livro possui um romance leve e crível, mas o foco não deixa de ser voltado para a ação, deixando as partes românticas como a cerejinha do bolo.

E no que diz respeito às cenas de ação de Trono de Vidro, não me desapontei com nada! Todos os momentos foram dosados com adrenalina na medida certa e descrições que fazem arrepiar até o último pelinho da nuca. Celaena faz jus ao título de Assassina de Endovier e tem a frieza necessária na hora de botar a mão na massa, ao mesmo tempo que sabe usar o coração quando acha digno. Essa é uma característica dela que eu aprecio muito: o modo com que equilibra dois lados muito opostos de sua personalidade. Nunca tinha encontrado uma personagem tão fantástica quanto a Celaena e de coração, espero que vocês possam conhecê-la!

Além de ser fantástica em todos os sentidos e ser uma personagem que dá gosto de acompanhar, a história de Celaena foi muito bem bolada (mais detalhes em Coroa da Meia-Noite) pela imaginação da autora. Diferente de várias heroínas do mundo YA, ela é uma moça corajosa e que apesar de ter suas fraquezas, não hesitará até conseguir o que almeja.

Vou parar de falar porque tenho medo de soltar spoilers sem querer, mas espero que tenha conseguido passar o quanto esse livro é um must-read! Não deixem de comprá-lo e embarquem nessa aventura. Vocês não tem nada a perder! ♥


23/12/2014

[Resenha] A Batalha das Bestas



Autor: Chris Columbus e Ned Vizzini

Editora: Galera Record

Páginas: 333

Preço: 25,84 na Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
Após a derrota de Dahlia Kristoff, a vida dos Walker melhorou bastante. A Bruxa do Vento foi banida e eles agora estão ricos! Mas essa mudança no destino não trouxe a felicidade que eles esperavam e os irmãos estão tendo dificuldades em se encaixar na sua nova escola, Bay Academy. Brendon não consegue fazer amigos, Cordelia suspeita que suas aventuras podem ter afetado sua mente e Eleanor só quer que tudo volte a ser como antes.

Enquanto eles lidam com essas questões, Denver Kristoff procura por sua filha, Dahlia, e nenhum Walker estará a salvo enquanto ele não a encontrar. Evocá-la a São Francisco significa trazer à tona todos os perigos ligados a ela e arrastar os Walker de volta aos misteriosos mundos dos livros de Kristoff. Antigos inimigos farão escolhas surpreendentes e novos amigos precisarão se provar dignos de confiança conforme os Walker viajam de uma ponta do mundo a outra.


Acho que não é surpresa pra muitos que eu já estava esperando esse livro há um bom tempo. Para ser mais específica, desde a resenha de seu antecessor, que publiquei assim que terminei a leitura. Mal podia esperar para encontrar com os Walker novamente, por isso, fiquei surpresa quando a Galera Record anunciou que lançaria o segundo livro em novembro. Feliz da vida com a novidade, corri logo para solicitar o meu exemplar!

O trabalho gráfico de A Batalha das Bestas é tão chamativo quanto o do primeiro livro, transbordando vibração infantojuvenil através dessa ilustração maravilhosa. Cada início de capítulo é acompanhado de um desenho muito bem feito e a fonte é a mesma de antes, bem ajustada na página e com tamanho agradável.

Infelizmente, encontrei alguns errinhos na revisão que me incomodaram um pouco, alguns até me faziam ler de novo para tentar entender a palavra. Fiquei meio triste com a falta de cuidado, mas fica a dica para a editora trabalhar nisso aí. Achei a tradução sensacional, visto que combinou com as piadinhas do Brendan (♥) e não deixou a desejar em absolutamente nada.

Terminadas as aventuras que ocorreram em Casa de Segredos, a continuação começa narrando a situação da família Walker após o pedido de Eleanor, que enriqueceu os Walkers de maneira exorbitante. Em consequência disso, os meninos começam a estudar na Bay Academy, uma escola prestigiada e frequentada por filhos de banqueiros e milionários. Os problemas só começam quando Brendan e Eleanor percebem que não estão conseguindo se adaptar à escola nova e Cordelia passa a agir de maneira estranha tanto com seus irmãos, quanto com si mesma.

Confesso que comecei a ler esse livro com muito medo. Medo de não ter ação o suficiente para ser tão bom quanto o primeiro livro, medo de uma possível descaracterização dos personagens, medo de a trama se arrastar e a conclusão não me agradar. Só que não teve jeito, a partir do momento que a narrativa da dupla-maravilha me pegou de vez, foi só sucesso.

A escrita dos autores continua tão cativante quanto seus personagens, que são mais desenvolvidos nesse livro e crescem tanto em caráter, quanto em maturidade. Durante o desenrolar de A Batalha das Bestas, cada personagem é testado e algumas provações exigem que eles demonstrem o quanto o amor pela família é valioso para eles. Fiquei muito feliz por ter captado isso, já que o companheirismo e a solidariedade são valores importantes a se destacar.

Uma coisa que notei em relação ao primeiro livro, foi que esse possui muito mais ação. Os ganchos instigantes nos finais de capítulo também foram mantidos, mas senti uma correria maior e mais surpresas nesse volume, que se saiu ainda melhor do que seu antecessor. Há também a reaparição de alguns personagens citados em Casa de Segredos, cujos nomes não mencionarei por motivos de: spoilers.

Do livro inteiro, eu só não gostei de uma atitude da Cordelia que desmanchou meu coração em pedacinhos. Não vou dizer o que é porque é spoiler também, mas acho que vocês vão entender quando chegarem na tal parte. Foi plausível e não fugiu à coerência, mas eu não gostei porque ia contra tudo o que eu imaginava e mimimi. :(

Além disso, quero destacar o mega sarcasmo do Brendan e todas as suas piadinhas que me renderam risadas no metrô e em outros lugares públicos. Eleanor também me emocionou muito com toda a sua destreza e me fez querer ser mais próxima da família Walker. Mas quem sabe um dia? A última página do livro sugere um gancho irresistível para uma continuação. Será possível? Ficarei torcendo muito.

Não tenho muito o mais o que falar, a não ser que esse é um livro maravilhoso. Se vocês quiserem saber mais, recomendo que leiam a resenha do primeiro livro. Espero que dêem uma chance a essa duologia e se joguem no universo incrível criado por Chris Columbus e Ned Vizzini.


16/12/2014

[Resenha] Wonder



Autor: R.J Palacio

Editora: Knopf Books for Young Readers

Páginas: 315

Preço: 41,83 na Amazon

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012
August (Auggie) Pullman was born with a facial deformity that prevented him from going to a mainstream school—until now. He's about to start 5th grade at Beecher Prep, and if you've ever been the new kid then you know how hard that can be. The thing is Auggie's just an ordinary kid, with an extraordinary face. But can he convince his new classmates that he's just like them, despite appearances?

R. J. Palacio has written a spare, warm, uplifting story that will have readers laughing one minute and wiping away tears the next. With wonderfully realistic family interactions (flawed, but loving), lively school scenes, and short chapters, Wonder is accessible to readers of all levels.


A primeira vez que ouvi falar desse livro foi durante um café da manhã realizado pela Intrínseca na Bienal do Livro do ano passado. Lembro que uma das meninas do marketing da editora discursou tão bem sobre a obra que eu fiquei encantada, a ponto de querer muito o livro. Passada a correria da bienal, acabei esquecendo da ideia e só fui lembrar de Wonder quando o vi na Livraria Cultura aqui no centro. Lembrando do discurso e do quanto eu queria ler o livro, acabei comprando em hardcover mesmo, para poder experienciar a leitura do texto íntegro.

Preciso falar sobre o quanto a minha edição é encantadora? Capa dura, jacket envernizada e fonte bem grande, adequada aos olhos. Não tenho nada a reclamar dela, pois o trabalho realizado pela editora ficou impecável! Não encontrei nenhum erro na revisão do texto e a preparação ficou ótima. Também adorei o conteúdo extra disponibilizado após o livro, foi uma iniciativa muito legal por parte da editora.

Wonder, ou Extraordinário, como foi traduzido para o português, vai contar a história de um menino muito especial. Seu nome é August Pullman e ele nasceu com uma série de anomalias no rosto que o obrigaram a fazer uma série de cirurgias de correção facial desde pequeno. É por causa disso que com dez anos, ele se sente um pouco acuado quando seus pais pedem que comece a frequentar uma escola particular muito conceituada da cidade onde vive. Agora, ele terá que conviver com crianças de sua idade e lidar com os diferentes tipos de recepção a sua aparência, sejam elas negativas ou positivas.

Falar sobre um livro tão especial é prazeroso, mas ao mesmo tempo muito difícil. Para vocês terem uma ideia, eu mal consigo escrever essa resenha sem deixar escapar algumas lágrimas dos olhos. Vou logo começar dizendo que a autora criou uma história, de fato, extraordinária. Isso não tem como negar nem deixar de citar, pois é fato. Cada elemento inserido por ela nesse livro foi essencial para que o resultado fosse uma obra tocante, leve e palpável.

Seja por seus personagens muito carismáticos e fáceis de se conectar, sua escrita singela e fiel à mentalidade infantil ou pelos detalhes de sua história, R.J Palacio e Auggie me conquistaram de diversas maneiras. O livro é dividido em algumas partes e sua narrativa é guiada pelo ponto de vista de diversos personagens que fazem parte do mundo de Auggie. Dessa forma, pude perceber que o toque especial dado pela autora foi bem simples: o enredo não foca apenas no personagem principal, como na história de vida e nos sentimentos das pessoas à sua volta. Para mim, isso só tornou o livro mais especial, pois pude criar uma conexão com os outros personagens e me sentir totalmente imersa no universo proposto por Palacio.

E não tem como não se sentir conectado a pelo menos um deles. Todos os personagens tem sua razão de ser e características que os tornam únicos. Não tem como deixar de se apaixonar pelo Jack, pela Oli(via) ou até mesmo pelo próprio Auggie. Cada criança é especial e tem sua história para contar, bem como uma mensagem para transmitir. Se tiverem oportunidade, leiam também The Julian Chapter (traduzido como O Capítulo do Julian), uma novela que a autora escreveu sob o ponto de vista do bully do August.

Uma coisa interessante de se observar é que mesmo com apenas dez anos, Auggie encara sua circunstância de maneira diferente. Ele sente o ataque de Julian e sabe que é diferente das outras crianças, mas ao mesmo tempo aceita isso. Não sei como explicar direito, mas ele tem uma maturidade sem igual para uma criança dessa idade. Acho que essa peculiaridade foi ocasionada por todas as coisas que ele já teve que passar na vida, situações pelas quais a maioria das crianças não passam. Dói muito o coração presenciar algumas cenas, mas ao mesmo tempo, outras passagens emocionam demais.

Posso citar como exemplo, as diversas passagens em que R.J Palacio retrata a importância do amor familiar na vida de uma criança. Não acho que ela tenha se referido apenas às crianças com as necessidades do Auggie, mas à todas elas. A família dele é muito amorosa, unida e compreensiva, estando sempre do lado dele quando ele precisa, com todo o suporte, carinho e amor. Achei essencial que a autora tenha destacado isso, pois muitas vezes várias pessoas esquecem como valorizar o amor e carinho dos pais e dos irmãos é importante.

Em suma, tenho a dizer que aprendi muito com esse livro. Dentre todas as lições, a mais importante que a autora me passou foi o valor de ser gentil na maior parte do tempo. Para muitas pessoas, um ato de gentileza ou carinho pode passar despercebido, mas para outras, esse tipo de atitude é algo essencial. Não tenho mais palavras para descrever a forma com que esse livro mudou a minha vida. Repetindo, mais uma vez, é um livro extraordinário e que todo mundo deveria ler. Recomendo muitíssimo, para todos os públicos.


10/12/2014

[Resenha] Veneno



Autor: Sarah Pinborough

Editora: Única

Páginas: 224

Preço: 16,90 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2013
Sexy, sarcástico e de prender a respiração! Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos! Não existe “Felizes para sempre”! Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos! Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia! Palavra da editora: Veneno é um livro tenro como uma maçã envenenada. Belo como os vilões costumam ser. Sarcástico como príncipes mimados. E sem finais felizes porque já estamos bastante crescidinhos! (E, ainda assim, é um dos finais mais chocantes da ficção atual!) Para fãs de séries de TV e histórias picantes e divertidas, Veneno é puro entretenimento! – Mariana Rolier


Meu interesse em ler Veneno surgiu quando comecei a ver, em minhas andanças pela blogosfera, que quase todos os blogueiros literários estavam falando muito bem sobre a série da qual ele faz parte. O livro ganhou mesmo a minha atenção quando descobri que se tratava de uma releitura de Branca de Neve. Estava querendo tê-lo em minha coleção desde então.

Entretanto, a oportunidade de adquirí-lo só chegou quando o Submarino o lançou em promoção, junto com seus sucessores (Feitiço e Poder) em um box por 12.90. Eu, ingênua, meiga e fofa, garanti logo o meu, só para me surpreender negativamente com a qualidade da edição. Acontece que quando eu comprei o meu box, não tinha notado que a edição era econômica, justamente porque a loja não tinha colocado o parêntese ao lado do título com a informação. Vocês podem imaginar a minha revolta? Estava esperando por edições lindas e caprichosas e... Recebi livros sem orelhas e com folhas finas.

No final, resolvi ignorar minha raivinha (afinal, se eu tivesse olhado a especificação, teria evitado a decepção) e me consolei pensando que a edição é paperback, formato que eu gosto muito. Também não tive tanto tempo para ficar emburrada, porque as capas deslumbrantes dos livros logo roubaram toda a minha atenção. Gente, quem conseguiria resistir? Babei, folheei e me apaixonei. Fiquei ainda mais maravilhada quando descobri que a fonte era relativamente grande. Adoro ler livros curtinhos quando estou de ressaca! Foi justamente por esse motivo que resolvi maratonear os três livros de uma vez só.

Veneno, que na verdade é o livro introdutório da série - mas não necessariamente o primeiro, é a releitura de Branca de Neve sob um ponto de vista mais adulto. No começo, conhecemos Lilith, esposa do rei e madrasta de Branca de Neve. Se na sua mente você imaginou uma mulher vinte anos mais velha que a princesa, pode parar por aí! A rainha é muito mais jovem do que aparenta ser, tendo apenas quatro anos a mais que sua enteada. Sentiu o drama? Pois é, a esposa do rei tem quase a mesma idade que a filha dele.

Desde o início, a gente já percebe que Lilith se sente afetada com toda a ingenuidade e benevolência da enteada, levando tudo o que a garota faz para o lado pessoal. É tipo aquela paranóia de mãe: se a menina sorri, a rainha já desconfia que seja deboche! E não para por aí. Cada ato e passo que a garota dá é tão perturbável na mente da rainha, que já é o suficiente para a mulher tramar planos e mais planos contra a garota. Entre todos esses mal entendidos, também acompanhamos o que levou a soberana a ser tão megera e o que afinal, se passa na cabeça da aparentemente ingênua Branca de Neve.

Devo dizer que o que mais me surpreendeu no livro foi a personalidade dos personagens que permeiam a história. Em cada página levei um susto diferente, pois idealizava aqueles príncipes e princesas dos contos de fadas e acabei encontrando mentes bastante sombrias e dilemas semelhantes aos que passamos no dia-a-dia. Então pra você, que está ansioso para ler esse livro, já fica a dica: leia com a mente aberta e se prepare para conhecer personagens mais maduros e adultos. E nem pensem que estou me referindo a sexualidade dos mesmos - esse é um elemento à parte, é mais à maturidade e aos questionamentos internos mesmo, que são totalmente diferentes do que se espera de uma princesa ou um príncipe de contos de fadas.

Fora esse choque inicial, outra coisa que me chamou a atenção foi o jeito com que a autora desenvolveu e entrelaçou os elementos de sua trama. Eu posso até não ser muito chegada à história da Branca de Neve em particular, mas curti muito a narrativa e o rumo que Sarah resolveu dar a ela, de modo que no final do livro, me encontrei satisfeita e preparada para iniciar o próximo em seguida. Acima de tudo, gostei muito de ter visto os dois lados da história e conhecer um pouquinho mais da visão de Sarah a respeito de Lilith, uma vilã que passei a considerar bastante depois dessa leitura.

Um elemento que eu não posso deixar de citar é a descrição riquíssima com que Sarah preencheu as páginas de seus livros, o que fez com que eu me encaixasse em seu universo medieval com bastante facilidade. Adorei poder imaginar cada cantinho dos castelos e me ambientar bem no contexto histórico de Veneno, ponto que achei essencial para que a leitura fluisse melhor. Também curti as várias aparições de outros personagens dos contos de fadas no meio da trama, como Aladdin, João e Maria e até mesmo a bruxa da casa de doces.

Como o livro é bem curtinho, acho que não tenho muito mais o que dizer. Recomendo muito a leitura e peço que não deixem de conferir essa releitura maravilhosa! Pretendo postar resenha dos próximos dois livros e já garanto a vocês: daqui pra frente, só melhora. Podem comprar que o entretenimento é garantido e a satisfação também.


08/12/2014

Um livro em inglês por mês #4



Oi, gente! Aqui estou eu com mais um de meus posts atrasados, #shameonme. Fico muito triste em dizer que provavelmente não vou concluir minha meta de um livro em inglês por mês no fim do ano, mas nem tudo acaba como a gente quer, né? Espero que 2015 seja melhor do que esse ano, em questão de leituras.

E enquanto 2015 não chega e 2014 ainda está se despedindo da gente, vim falar sobre um livro super fofinho que eu li recentemente e ainda não foi lançado aqui no Brasil: Meant to Be.



Já tinha ouvido falar sobre Meant to Be no blog da Giu (que agora está fora do ar) e na época, lembro que ela tinha dito que o inglês dele era super fácil. Vocês já sabem que eu não ando muito na vibe dos romances da vida, mas resolvi comprar porque 1. a história se passa em Londres, 2. sob visão turística e 3. Londres, Londres e Londres. Não tinha como essa combinação dar errado!

E não deu. A história, além de leve, flui super bem e eu não tive problema algum com a língua, seja pela modalidade usada ou por seu vocabulário (que é bem simples). Passando para os números, acredito que tenha captado 98% da essência do livro, senão 100% mesmo. Sério, gente! Para quem tá começando a ler em inglês e quer tentar um YA contemporâneo, eu recomendo bastante esse livro.

Não tem como se perder porque a autora usa palavras simples para descrever as cenas e seus personagens, por isso, não acho que vai ser difícil para quem tem um vocabulário intermediário. Dica: quem faz Cultura Inglesa vai até achar algumas palavrinhas das aulas do Master 1 entre as páginas, assim como eu. E veja lá: tem algumas abreviações em cada início de capítulo que podem atrapalhar um pouco, mas qualquer coisa basta dar um toque lá no meu Twitter que eu ajudo!



E é isso aí, pessoal! Para quem quiser mais informações sobre o livro (sinopse, história, essas coisas), basta acessar o Skoob ou se preferir, o Goodreads da obra. Espero que tenham gostado do post, principalmente das fotos, que tirei com muito carinho.

Até mais!


30/11/2014

[Resenha] Inferno



Autor: Meg Cabot

Editora: Galera Record

Páginas: 336

Preço: 10,83 na Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
Nesta continuação do mito de Perséfone recriado por Meg Cabot, Pierce Oliviera está em um lugar entre o paraíso e o inferno. Um castelo turvo e mal iluminado, de onde pode ver os espíritos dos mortos, prontos para embarcar em sua viagem derradeira. Mas não está lá por escolha própria: John Hayden, senhor do Mundo Inferior, está lhe mantendo lá. Para seu próprio bem, ele diz: para protegê-la das Fúrias que desejam vingar-se dele.

Mesmo que esteja lá, seus entes queridos não estão. E isso pode acabar custando caro para ambos. Mas John afirma que não pode deixá-la sair. Será que ela deveria confiar em sua palavra?


Mais uma continuação pela qual eu estava esperando, Inferno foi outra solicitação feita por curiosidade. Solicitei muitas continuações da última vez, né? Pois é. Eu não gosto muito da Pierce, mas precisava saber como sua história continuava, já que sou bem fã do mito de Perséfone.

Sou apaixonadíssima pelas capas dessa trilogia e não foi diferente quando Inferno chegou, foi meio que amor à primeira vista. Apesar de achar que Submundo seria a tradução mais adequada para o título, relevo esse caso porque Inferno ainda é mais impactante do que a outra opção. Curti muito a edição proporcionada pela Galera Record - revisão, tradução, diagramação, o de sempre, o que tornou a leitura muito agradável e tranquila aos olhos.

Em Abandono, Pierce foge do castelo do sedutor John assim que tem uma chance, só para voltar correndo para seus braços quando se vê em extrema necessidade, no fim do livro. Agora, dividida entre o mundo terreno e a morada de seu amado, a garota deve escolher entre proteger aqueles que ama e ficar com o que ela precisa, mesmo que isso ponha em risco a sua vida e os laços que mantém com seu grande amor.

Se no primeiro livro a protagonista era chata, no segundo ficou pior ainda. Quase desisti da leitura por conta de todos os mimimis infinitos de Pierce, que agora não basta ser insegura, ainda abafa seus medos e inseguranças no namorado, de quem ela passou a depender. Deve ser por estar acostumada com as heroínas poderosas de Meg Cabot que não consigo me conformar com essa mocinha enfadonha, que só faz chorar e se esconder atrás de John, que - não sei como - é apaixonado por ela.

Por falar no mocinho com uma pegada de vilão da história, ainda não consegui me convencer do amor vivido por eles dois. Mesmo tendo acompanhado o passado obscuro de John e estando ciente de tudo o que ele passou até chegar ali, as atitudes, falas e diálogos do personagem durante Abandono foram tão forçadas que eu não consigo visualizar algo crível na minha mente de leitora. Simplesmente não desceu e continua não descendo para mim, entendem?

A ação e o ritmo rápido com que os fatos se desenrolam nesse livro foram o principal motivo pelo qual eu não abandonei a leitura, pois devo salientar que os personagens não me cativaram ainda. Fiquei um pouco desapontada porque não costumo desgostar de algum livro da Meg, mas essa série anda difícil de guardar no coração, de verdade. Sinto como se toda e cada expectativa para com esse livro tenha sido destruída lentamente por conta do casal principal. Uma pena.

Apesar disso, continuo curtindo o elemento mitológico usado pela autora, bem como algumas partes extras que fizeram uma analogia um pouquinho mais forte para relacionar a releitura com o mito de Perséfone (palavra chave pra vocês: romã), algo que eu estava sentindo falta. Só espero que no terceiro livro a mocinha desperte em si um pouco dos encantos da protagonista mitológica, para que eu veja tudo como um mero mal entendido e me apaixone por ela tanto quanto me apaixonei por Perséfone.


29/11/2014

[Resenha] A Evolução de Mara Dyer



Autor: Michelle Hodkin

Editora: Galera Record

Páginas: 406

Preço: 23,60 na Amazon

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.


Assim que terminei A Desconstrução de Mara Dyer, sabia que precisava urgentemente de uma explicação para tudo o que estava acontecendo com a menina (e para aquele final, que MEUDEUSDOCÉU) e corri para pedir meu exemplar da sequência. Não sabia o que esperar exatamente desse livro, mas quando chegou aqui, resolvi ler o mais rápido possível.

De todas as capas da trilogia, essa é a que eu menos gosto, mas não deixa de ser linda a sua maneira. Curti bastante a diagramação e a disposição da fonte x espaçamento ao longo das páginas do livro, bem como as folhas amarelas que alegraram os meus olhinhos de leitora. Não encontrei erros de impressão, revisão ou tradução ao decorrer da leitura, o que achei super agradável e fez com que a editora ganhasse pontinhos extras comigo.

Mara Dyer já está ciente de seus poderes e das habilidades especiais de Noah. Quando percebe que um alguém do passado está de volta, ela não sabe o que deve fazer primeiro: se apropriar de seus poderes ou correr para o mais longe possível. Agora, para salvar sua família e a si mesma, Mara deve se agarrar a sua sanidade (ou o que restou dela) e com a ajuda de Noah, vencer os fantasmas do passado e reordenar seu presente.

No primeiro livro, virei a última página com um questionamento gigante e um belo de um ponto de interrogação cravado na testa. Quando abri o segundo, comecei a leitura esperando por respostas e, tcham, tcham, tcham, não encontrei. É isso aí, meus amigos! Com sua narrativa um pouquinho assustadora e as cenas de arrepiar os pelinhos do braço, Michelle Hodkin só fez aumentar o nível de suspense durante o segundo volume da série.

Está curioso para saber como Mara Dyer pode ser mais misteriosa? Pois então, nada melhor do que ler o livro para saber. Mas como adoro meus leitores, vou te ajudar um pouquinho só porque sou boazinha: nesse volume, Hodkin trabalhou com alguns elementos especiais do passado de nossa protagonista, trazendo à tona novos questionamentos a respeito de sua árvore genealógica e dos poderes que possui. Algumas passagens são bem sombrias (foco em uma certa cena no hospital) e vão te arrepiar ainda mais se você estiver lendo à noite, o que me prendeu ao livro de uma forma que é difícil explicar.

Outra coisa que me impediu de largar o meu exemplar foi a constante presença do carismático, belíssimo e inteiramente sarcástico Noah, que está de volta com todo o seu charme (suspira) e seu amor por nossa protagonista. Meus amiguinhos sofreram com meus constantes snaps de passagens em que o Noah aparecia, só porque é tanto amor que não dá pra controlar. ♥

Fangirling à parte, achei que esse volume foi mais uma narrativa focada no desenvolvimento da personalidade da personagem e do plot escolhido pela autora, do que qualquer outra coisa. Apesar de termos algumas revelações poderosíssimas ao decorrer da leitura, no pacote não faltaram muitas dúvidas a respeito da origem dos poderes de Mara e Noah e aquela ansiedade básica pelo ponto final da história.

Como muita gente que já leu The Retribution of Mara Dyer jurou de pés juntos que tudo é esclarecido no terceiro livro, mal posso esperar para conferí-lo e matar minha curiosidade. Mas enquanto isso não acontece... Vamos esperar e torcer para que a Galera Record publique o livro o mais rápido possível!

Ainda não posso dizer que essa trilogia conquistou o meu coração a ponto de ser favoritada, porque não curto muito não entender o que está acontecendo (na maior parte do tempo), mas dependendo do final do próximo livro, pode vir a acontecer.


28/11/2014

[Resenha] Coroa da Meia-Noite



Autor: Sarah J Maas

Editora: Galera Record

Páginas: 406

Preço: 29,40 na Livraria Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas. A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.


Assim que terminei de ler Trono de Vidro, fiquei louca e desesperada por mais Celaena Sardothien. Já sabia que tinham mais dois livros já lançados lá fora, mas a pergunta do dia era: e aqui no Brasil, quando seria o lançamento? Estava quase mandando um e-mail para a Galera Record, quando percebi que a news de agosto tinha chegado, anunciando o lançamento de Coroa da Meia-Noite, segundo livro da série. Se surtei? Muito. Se solicitei o meu exemplar na hora? Mas é claro!

No momento em que meu exemplar chegou aqui em casa, não pude deixar de reparar algumas diferenças da primeira edição para a outra: ao invés de ter seu título destacado, Coroa da Meia-Noite entrou como um subtítulo para o segundo livro da série. Se eu fiquei desapontada? Muito! Enquanto eu lia, várias pessoas me perguntaram se aquele era o primeiro livro da série.

Achei que a Galera vacilou bastante em não ter exposto mais o título do livro como segundo livro em si, deixando o detalhe meio escondido embaixo do nome da série, que ficou mais destacado. Outra coisa que me irritou foi o fato de as lombadas não combinarem na estante. Ficou bem feinho, em comparação com as hardcovers americanas. De resto, tudo normal.

Após a competição que aconteceu em Trono de Vidro, Celaena deverá servir o rei como sua campeã, perseguindo os traidores da corte a mando do monarca. Entretanto, sua lealdade e seus princípios são postos em jogo quando as forças do mal que crescem dentro do castelo começam a perseguí-la, forçando-a a fazer uma importante escolha. Será que nossa heroína se tornará uma verdadeira serva real ou lutará por suas crenças e consequentemente, contra a corte? É o que eu descobri enquanto lia Coroa da Meia-Noite.

Eu não tenho palavras - modo de falar, senão não estaria resenhando - para descrever o quão absurdo é esse livro! Primeiro a narrativa segue lenta e um pouco cansativa, mas quando chegamos a um cliffhanger entre o final da parte um e o início da parte dois, essa sequência se torna impossível de largar. Não tenho como falar muito sobre o que acontece sem dar spoilers, então digamos apenas que sofri uma variação enorme de sentimentos durante a leitura. De dor a felicidade, ansiedade a alívio... Conforme eu virava as páginas, já ficava com medo do que aconteceria depois.

Pelo que eu escrevi acima, acho que vocês já tem uma ideia do ritmo do livro, certo? Se ainda restaram dúvidas, vou ser bem clara: Celaena não para. Seja nas cenas de ação ou nos momentos mais difíceis, chega a um ponto em que tudo vai acontecendo de uma vez só e você tem que ter um emocional de aço pra acompanhar tudo sem parar pra respirar. Fico muito grata pelo fato de a autora não ter deixado essa sequência desmoronar, como quase sempre acontece com o segundo volume das séries. Algumas revelações me surpreenderam de uma maneira indescritível!

Também fiquei surpresa e instigada por conta da introdução de um novo personagem na trama, que pode ou não ser um novo vilão ou novo herói importante na saga. Pelas resenhas que já li por aí, acredito que ele vá ter mais destaque em Heir of Fire, o que pretendo conferir muito em breve, assim que conseguir adquirir o livro.

Mas uma coisa que teve destaque nesse livro e me agradou muito foi o elemento fantástico da série. Eu não esperava que a autora fosse desenvolver tanto o lado fantástico da história, mas ela com certeza permeou Coroa da Meia-Noite com tudo o que faltava desse ingrediente secreto. Eu fiquei com medinho de não curtir, mas acabei gostando e muito do que ela fez ali. O final do livro envolve esse elemento e ainda revela um segredo importantíssimo para a continuação da saga. Como vocês já devem ter percebido, mal posso esperar pelo terceiro volume! ♥


09/10/2014

8 dicas para melhorar o seu inglês!



Quando eu voltei pro curso (para quem não sabe, tenho aulas na Cultura Inglesa toda terça e quinta), muitas pessoas me perguntaram como eu consegui melhorar o meu inglês a ponto de pular dois níveis intermediários. Como eu sei que tem bastante gente aqui que não tem dinheiro pra bancar um curso - que costuma ser bastante caro, resolvi deixar as minhas dicas pessoais para o estudo e aprimoramento da língua.

1. Invista seu tempo em um curso online ou nas aulas da escola. Eu disse que não estava no curso pago, mas não descartei as aulas da escola e o curso online (gratuito). Para quem já saiu da escola faz tempo e não tem qualquer contato com o inglês, eu recomendo que se filie ao Busuu e inicie já o seu módulo de aprendizagem! Ele vai te dar uma base superficial? Sim, mas já é alguma coisa. Para o pessoal que ainda está na escola, vai parecer bobagem, mas é bom dedicar uma atenção extra às aulas de inglês, pois algumas lições importantíssimas de gramática são ensinadas ao decorrer delas. Acredite ou não, muitas delas você vai precisar usar para o resto da sua vida.

2. Esteja sempre em contato com o idioma. Hoje em dia não é muito difícil de ouvir pelo menos uma ou duas palavrinhas em inglês ao longo do dia. Tem sempre alguém que usa uma expressão em inglês para explicar alguma coisa, uma música cantada na língua que está sua playlist ou mesmo a marca de algum objeto que foi criada em inglês. O que vai te ajudar a se acostumar e adicionar uma palavrinha ou outra ao seu vocabulário pessoal vai ser isso: deixar o inglês entrar na sua vida o máximo que puder, sem restrições. Para começar, vale mudar o idioma das suas redes sociais, por exemplo. Parece algo pequeno e desnecessário, mas ajuda muito.

3. Procure traduzir e ouvir músicas em inglês. Uma coisa que me ajudou bastante quando eu não tinha noção de vocabulário e conjugação de verbo foi isso: traduzir músicas e caçar o significado das palavras. Além de conhecer muitas gírias, ouvir as músicas vai te dar uma margem muito boa da pronúncia correta das palavras, como também te ajudará a captar o som e se acostumar a ouví-las e reconhecê-las. Dentro de algum tempo, você nem vai precisar acompanhar a letra por escrito para saber do que ela se trata, vai por mim!

4. Não tenha vergonha de pedir ajuda. Se você tiver algum amigo que seja muito bom em inglês ou um professor que se esforça para motivar a turma, vale a pena pedir um bizu. No meu caso, eu costumo ajudar vários colegas de classe que possuem dúvidas e sempre vale a pena. Eu que já tenho a experiência, exercito o meu conhecimento ao passá-lo para a pessoa em questão e o interessado ainda ganha as minhas dicas pessoais de bônus. Estar perto de pessoas que já lidam com o idioma há um tempo é sempre bom para ter uma ideia de como elas chegaram até lá.



5. Sempre assista a filmes e seriados legendados. É quase o mesmo caso das músicas, só que você aprende muito mais quando assiste os programas de televisão. Por que? Muito fácil: as músicas tem curta duração, enquanto esses programas podem durar de vinte minutos a duas horas. Sem contar que ao liberar o idioma original, você terá noção de como soam vários sotaques diferentes (acredite, o inglês tem muitas variações) e saberá lidar melhor com a entonação dos diálogos - o que é muito importante na hora de se comunicar. Com o tempo, você pode tentar retirar as legendas para ter uma noção do quanto consegue entender.

6. Tenha contato com qualquer tipo de material escrito em inglês. Sempre que puder, é muito legal ler as notícias em inglês ou até mesmo, procurar sobre aquela matéria específica na wiki americana/britânica. Quanto mais imerso na língua você estiver, melhor! Vale também começar ler blogs americanos ou britânicos que falem de assuntos que você goste. Quando estiver mais seguro e se já possuir um inglês intermediário, a melhor dica é começar a ler livros na íntegra. Esse tipo de leitura vai te dar uma base enorme do vocabulário atual e de algumas regrinhas que os americanos usam na hora de escrever.

7. Faça um dicionário manual. Uma coisa que me ajuda muito hoje em dia é anotar as palavras diferentes que eu aprendo. Nos livros, os autores costumam usar um vocabulário diferente do que a gente aprende no curso para escrever - o que é super normal, já que eles tem sempre que fazer uso de vários sinônimos para a linguagem do livro não ficar repetitiva. Por causa disso, eu acabei aprendendo várias palavras novas e em decorrência disso, esquecendo o significado de algumas delas. Resolvi meu problema em dois tempos: passei a anotar em um caderno separado todos os significados das palavras que eu encontrava com mais frequência e as exercitei oralmente até que elas fizessem parte do meu vocabulário. É uma atividade simples, fácil, que não ocupa muito tempo e no final, vai te garantir ótimos resultados.

8. Seja paciente. Não é de um dia pro outro que você vai aprender tudo e se tornar fluente! É necessário se dedicar e estudar bastante para alcançar esse ponto. Eu, por exemplo, comecei a me dedicar mais ao inglês em 2008 e alcancei a fluência só em 2012! Por isso, é essencial que você não desanime e aprenda com seus erros para acertar cada vez mais. Vai ser um pouquinho complicado para quem tiver dificuldade, mas com muito esforço e dedicação, é possível chegar lá!

Espero que esse post tenha ajudado a todos que não tem conhecimento do inglês e querem um incentivo para começar a aprender a língua ou até mesmo a quem já tem alguma noção do idioma e quer melhorá-lo ainda mais. Caso essas dicas tenham sido úteis para vocês, não deixem de comentar e me falar sobre como está sendo a experiência! Se tiverem alguma sugestão para adicionar, também deixei aí embaixo, para que eu possa fazer um update no post.

Até mais!


07/10/2014

[Resenha] As MAIS



Autor: Patricia Barboza

Editora: Verus

Páginas: 193

Preço: 18,00 na Fnac

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012











MAIS é a sigla da amizade, formada pela inicial do nome das amigas Mari, Aninha, Ingrid e Susana. As MAIS são alunas do Centro Educacional Machado, no Rio de Janeiro e são inseparáveis. Tanto que resolveram escrever um livro juntas relatando suas aventuras mais marcantes de um ano inteiro. O livro é narrado pelas quatro amigas, cada uma contando uma parte do ano letivo. Mari a pagadora de micos, Aninha a intelectual, Ingrid a romântica e Susana a atleta. Sonhos, frustrações, medos e micos (muitos!). Alegrias, conquistas e amores... Quatro personalidades diferentes, quatro maneiras de tornar a amizade única e inesquecível! Afinal, como diz a Mari, elas são as MAIS legais, as MAIS bonitas, as MAIS inteligentes e também as MAIS “modestas”. Divirta-se com as histórias dessas quatro amigas inseparáveis!


Esse infantojuvenil chegou à minha biblioteca pessoal depois que o comprei em uma feirinha que aconteceu aqui no Centro, no final do mês passado. Quando o localizei em um estande por apenas dez reais, prometi que o levaria comigo. E assim fiz, guardando-o para aliviar a minha ressaca literária. E como eu bem esperava, As MAIS foi uma leitura super despretensiosa.

A capa do livro é muito bem feita, já te chama a atenção de cara e te prende pelos olhos. É impossível não ter vontade de levar pra casa, com todas as cores vibrantes e a diagramação super fofa e chamativa que estão inclusas no trabalho gráfico da obra. Se você for amante de infantojuvenis como eu então, o coração de leitor é roubado na hora! Não teve jeito, eu tive que levar um exemplar comigo. Para quem desconfia e se pergunta sobre o conteúdo, a revisão está impecável e o texto, bem preparado.

As MAIS conta a história de Mari (Maria Rita), Aninha, Ingrid e Suzana. As quatro são amigas muito unidas e estudam no mesmo colégio, além de morar pertinho umas das outras. Estão terminando o oitavo ano quando uma professora lhes dá a ideia de escrever um livro compondo suas memórias do último ano do fundamental (no caso, o nono), deixando um trimestre a cargo de cada amiga. Esse é um volume introdutório - pelo que eu entendi, a partir dos próximos volumes vamos ter a narrativa pelo ponto de vista de uma personagem só - e por isso, vamos começar a descobrir a personalidade de cada uma através das situações que elas vivenciam.

Uma coisa que eu curti muito foi o fato de cada menina ser dona de uma personalidade totalmente diferente, mas ainda assim complementar as outras. Sendo mais precisa, cada uma tem uma habilidade e um gosto diferente. A Mari é a mais engraçada e tende a pagar mais mico do que as outras meninas; a Aninha é super responsável e adora ler; a Ingrid ama filmes de romance e tende a liderar, enquanto a Suzana adora lidar com cosméticos e tem muita afinidade com esportes. Tecnicamente, cada garota se encaixa em um clube diferente, mas a Patricia Barboza conseguiu provar que mesmo tendo suas diferenças, as meninas são grandes amigas e ajudam uma a outra no que for preciso.

Curti bastante essa mensagem passada pela autora, além do contexto familiar, que ficou muito bem bolado dentro do universo das personagens. Outra coisa que também me chamou a atenção foi o seu estilo de escrita, leve e bem fácil de acompanhar, próprio para o público. A relação temporal entre personagem x acontecimento ficou bem bacana de se notar também, pois você pode perceber que todas aquelas coisas que rolaram durante a leitura aconteceram no espaço de um ano, não do dia pra noite. O livro é tão curtinho que parece que tudo se desenrolou de maneira rápida, mas se você parar pra pensar, cada integrante do grupo narra três meses do ano. Essa coerência me deixou feliz e satisfeita ao fechar o livro, uma sacada inteligente da autora.

Outro recurso que foi usado com perspicácia foi o modo com que a Patrícia resgatou alguns filmes e músicas mais antigos e inseriu na realidade das personagens. Além disso, ao mesmo tempo em que ela temperava sua obra com muito bom gosto, aproveitou para dar espaço para seus leitores mais velhinhos, relembrando a época das conversas do MSN e aquele friozinho na barriga que ficava na gente até ~aquela~ pessoa ficar online. Adorei!

Apesar de ter me divertido e dado bastante risada, fiquei meio chateada pela maneira previsível com que algumas coisas aconteceram. Embora eu não faça parte do público-alvo do livro, me senti desanimada ao sacar o final da história de uma ou outra personagem já no comecinho de suas respectivas partes. Podia ter rolado um pouquinho mais de criatividade nessas horas, na minha opinião. Tudo bem que um cliché bem contado fica até legal de se ler, mas ainda assim, achei que a autora podia ter bolado umas cenas mais legais para determinadas passagens.

Como vocês podem ter percebido, esse não foi um livro que me marcou e/ou mudou a minha vida, mas foi um ótimo passatempo - cheguei até a levar comigo para a praia. Se estiverem a fim de uma leitura levinha, divertida e com cheirinho de adolescência, basta encomendar As MAIS que não tem erro! Você vai rir e suspirar da primeira até a última página. Recomendo para leitores de todos os públicos!


06/10/2014

[Promoção] Eu quero ser personagem do novo livro do Maurício Gomyde!



Atenção, atenção! Segura que hoje é dia de promoção!


Como vocês sabem muito bem, eu adoro e dou muita força pro Maurício Gomyde, um autor que está sempre presente nos posts daqui. E hoje é dia de anunciar mais uma promoção em parceria com ele, que vai levar o ganhador a ser personagem de seu novo livro, além de levar um Lev (aquele e-reader da Saraiva) pra casa!

Se animaram? Então se liguem no que vem por aí!

Termos da promoção:

- A promoção escolherá uma pessoa para participar da história do 6º livro do autor Maurício Gomyde, como já feito em duas outras oportunidades (nos livros "Ainda não te disse nada" e "Dias Melhores pra Sempre"). Além disso, a pessoa ainda ganha um LEV de presente.

- O sorteio ocorrerá dia 02/11/2014 - domingo, pelo Random.org.

- A personagem será do sexo feminino e, caso o sorteado seja uma pessoa do sexo masculino, ele poderá dedicar a personagem a alguém (esposa, namorada, amiga, irmã, etc.).

- Após o sorteio, o autor Maurício Gomyde entrará em contato com a ganhadora para uma entrevista (gostos pessoais, musicais, literários, cinematográficos, características físicas e de personalidade) e, assim, conseguir conceber a personagem que fará parte do novo romance.

E para participar, o que tem que fazer?

- O participante deve preencher o formulário abaixo e deixar um comentário nessa postagem, com a frase "Eu quero ser personagem do novo livro do Maurício Gomyde"

- O participante, para ser personagem E ganhar um LEV, deve ser seguidor do Instagram ou do Facebook do Maurício Gomyde.

- Caso queira, a pessoa ainda pode participar em todos os 184 blogs, cujos links estão no site do autor.



Boa sorte a todos!


03/10/2014

Lançamento de A Máquina de Contar Histórias no Rio!



Aconteceu em um sábado, dia 13 de setembro, o tão esperado evento de lançamento de A Máquina de Contar Histórias no Rio de Janeiro. Eu participei da organização e se eu contar o quanto estava esperando por esse dia, vocês não vão acreditar! As meninas estavam super entusiasmadas com a proposta de bombar o evento e como boas fãs do Maurício, fizemos o nosso melhor para tornar aquele dia memorável. E não é que foi mesmo?

O evento aconteceu aqui na Livraria Cultura do Centro, pertinho de onde eu trabalho. Apesar de estar por perto todos os dias, tive receio de me perder (ainda mais no deserto que é o centro da cidade no fim de semana) e fiquei aliviada quando cheguei, me achando a vencedora por ter chegado atrasada no lugar certo. Quando encontrei as meninas só tive que vestir minha camisa de Poderosa, já que o cenário estava quase todo organizadinho e não precisava de muitos retoques. Ajudei a espalhar uns bombons na mesa e encontrar a disposição perfeita para os brindes dos sorteios e pronto, tudo certinho para começar.

Enquanto as pessoas não chegavam, sentamos para bater um papo e descontrair. O que eu mais gosto nos eventos do Maurício é isso: essa descontração total e o clima de família que se instala no lugar. Bem a cara dele, que é super simpático e zen. Não tem como não se soltar e aproveitar o climinha literário quando se fala de lançamento do Maurício Gomyde!

A organização desse lançamento contou com a ajuda de mais sete meninas além de mim. Ano passado, nos intitulamos como as Poderosas do Gomyde, um grupo que sempre está presente em seus eventos e tem prazer de organizar alguns, sempre tietando e dando apoio para o autor (porque ele merece). Se você ainda não sabe quem é o Maurício, procure pelo nome dele na ferramenta de pesquisa do blog e vai achar várias resenhas e posts sobre. Recomendo que o conheçam, pois ele é um autor muito profissional, dono de um coração maior ainda.



Enfim, conforme o pessoal foi chegando, nos ajeitamos atrás dos banners livros e começamos o evento. Cada Poderosa falou sobre um livro do Maurício e ele respondeu a algumas perguntas que preparamos para agitar o evento. Após a apresentação de cada livro, sorteamos alguns brindes entre os presentes (e que brindes, hein?) e teve início a sessão de autógrafos x fotos com o autor, que abraçou muita gente e autografou vários livros.

Naquela tarde, tivemos o prazer de contar com a presença de vários autores, leitores e blogueiros, aos quais agradeço muito por ter participado desse momento com a gente. Depois, partimos para um barzinho e esticamos a conversa, que durou algumas horas até eu ter voltado para casa. Resumindo? A tarde foi muito gostosa e valeu a pena, pois tive a oportunidade de reencontrar e conhecer muitas pessoas, além de compartilhar o amor pelos livros do Maurício com outras fãs que entendem o que eu sinto. Mal posso esperar pelo próximo evento!



Fotos por: Evany Bastos.
Texto por: Natalia Leal.


02/10/2014

[Resenha] Um Caso Perdido



Autor: Colleen Hoover

Editora: Galera Record

Páginas: 384

Preço: 18,90 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014











Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.


Quando a Galera Record anunciou o lançamento de Um Caso Perdido, já fiquei doida pra ler. Não só pela fama grandiosa da autora, como também pelo visual atraente da capa e o bad boy que estaria inserido no romance. Porém, eu também estava um pouquinho receosa, já que não costumo gostar tanto de livros que envolvem o passado trágico e cheio de drama dos personagens. Ainda assim, aventureira (e brasileira) que sou, me joguei de cara nas páginas escritas por Colleen Hoover.

Como eu já disse acima, a parte gráfica do livro não me desapontou em nada. O meu exemplar foi editado com muito cuidado pela Galera e exibiu uma capa super clean e um visual interno de igual qualidade. Curti muito o modo com que eles alteraram a capa original do livro (lotada de informação, na minha opinião) e optaram por simplificar o estilo da mesma. Achei um errinho de revisão aqui e ali, mas nada que mereça ser evidenciado. Também bastante a tradução e no geral, achei que a edição ficou impecável e bem trabalhada.

Abrindo o livro, damos de cara com a história de Sky, uma adolescente que foi criada de modo... Diferente. Para começar, ela não tem acesso a qualquer tipo de tecnologia. Isso quer dizer que em seus hábitos não estão incluídos assistir televisão, zapear o celular ou atualizar o perfil do Facebook. Acesso a internet, então? Nem pensar! A vida da nossa protagonista é (quase) totalmente destituída da tecnologia, tudo porque sua mãe adotiva é meio neurótica e acredita que esses aparelhinhos são desnecessários em uma rotina saudável.

Mas esse ano, tudo está prestes a mudar. Sky finalmente conseguiu convencer sua mãe a deixá-la frequentar a escola pública (pasmem: antes ela estudava em casa!) e ter aulas como toda garota normal. Como sua melhor amiga e vizinha está para viajar e não poderá começar essa nova etapa de sua vida ao seu lado, Sky se sente um pouco insegura de entrar nesse novo mundo sem alguém conhecido por perto. E é aí que ela conhece Dean Holder, um rapaz misterioso que guarda mais segredos do que ela pode imaginar.

Quando comecei a ler, esperava um romance leve e uma história simples por trás dele, mas Um Caso Perdido se revelou mais forte e intenso do que eu imaginava. Não se enganem, a trama é pesada sim e contém bastante drama. Até achei o tipo de história bem parecido com a temática padrão do New Adult, mas esse não pode (imagino eu) ser classificado como tal por se passar no cenário escolar e conter personagens mais jovens. Embora a trama em si tenha sido bem desenvolvida e os personagens, bastante fortes e palpáveis, eu não costumo me identificar com esse tipo de história e por isso, a leitura foi um pouco mais lenta pra mim.

Não tenho nada a criticar a respeito da escrita da autora, pelo contrário: ela soube narrar e conduzir sua narrativa muito bem, em primeira pessoa, sob o ponto de vista da personagem principal e com o uso de alguns flashbacks em alguns pontos da narrativa - o que é observável já no início do livro. A trama que ela criou casa bem com o estilo desses grandes romances que a gente vê por aí, mas novamente, como eu não sou chegada, nem me encantei muito pela atmosfera criada por ela.

O que me deixou mais chateada durante a leitura foi isso mesmo: não adianta, não faz o meu tipo. O livro não é ruim, os personagens são bem caracterizados e a história, sem fios soltos. O casal em si tem muita química e eu achei um diferencial enorme a garota não ter tanto pudor em suas relações (e ter uma boa justificativa para isso), mas o livro não me conquistou. Também demorei para ler porque a leitura ficou maçante em alguns pontos. Sendo mais específica, nas partes em que a protagonista ficava descrevendo os músculos e todo o encanto de seu par romântico. Ai gente! Vocês me perdoem, mas eu não tenho mais paciência pra isso, pelo menos por enquanto.

Não sei se é momentâneo ou se eu vou ser azeda assim pro resto da vida, mas por agora eu não estou aguentando essas mocinhas que descrevem o amado cada vez que se encontram com ele. Os diálogos açucarados repleto de amor e paixão então? Uó, pra mim! Apesar disso tudo, acredito que quem é fã de um bom New Adult e curte um Young Adult mais apimentado vai se apaixonar, principalmente pelas surpresas que atiçam o leitor ao final do livro. Mesmo não tendo gostado por gosto pessoal, é uma obra que eu recomendo para quem é fã do gênero, por ser bem escrita e estruturada.


01/10/2014

[Pipoca Encantada] 5 motivos para ir ao cinema uma vez por semana.



Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Hoje eu vim pra falar sobre uma coisa que todo mundo gosta, mas nem todo mundo faz com muita frequência: ir ao cinema. Eu nem tinha me tocado que fazia uma coisa tão boa só uma ou no máximo duas vezes a cada três meses, imaginem! Foi só quando fui experimentar ir toda semana que percebi o quanto ir ao cinema faz a diferença. Vem cá ver o porquê!

1. O ambiente é maravilhoso. Vai, não tem como negar! O escurinho do cinema e as poltronas confortáveis formam um cenário mega relaxante e digno de ser apropriado chamado de segunda casa. Sei lá, eu tenho fé que quando eu casar e tiver a minha casinha, meu marido vai concordar em agregar um cômodo para a nossa sala de cinema pessoal.

2. O ingresso não é caro. Aí você vai e me apedreja com mil exclamações, porque tem cinemas que cobram 20 reais a meia. Pois é galera, mas se vocês pararem pra pesquisar, tem sempre um dia em especial que as redes de cinema reservam para cobrar muito mais barato. Por exemplo, no shopping mais perto da minha casa, a rede é Cinemark e toda segunda-feira a meia sai por 4 reais. Legal, né? Se você for parar pra calcular, 5x4 dá 20, que é um investimento razoável para um dia de cultura por semana.

3. Seu senso crítico vai ficar muito mais aguçado. Eu aposto que vários de vocês não tem ~aquela~ visão crítica em relação ao mundo das telonas. Mas quanto mais filmes você assistir, mais o seu radar crítico vai apitar. Digo por experiência própria: você vai começar a prestar mais atenção nos detalhes técnicos da coisa, como as técnicas de filmagem, cor e o tipo de fala escolhido para os personagens. Isso tudo só faz a experiência ficar mais enriquecedora!

4. Você vai ter uma desculpa para estocar doces. Vamos ser sinceros: todo mundo aqui tem espírito guloso e pre-ci-sa comer alguma coisinha quando vai no cinema. Se você não tem essa necessidade, parabéns, nasceu com um dom. Mas para os que tem, aqui está a dica: depósitos são sempre mais baratos e vendem doces em maior quantidade. Pro preço da bomboniere não pesar no bolso, é só comprar em grande quantidade pra estocar no armário da cozinha e levar na bolsa sempre que for assistir o filme. Mas se você quiser ser mais prático, também vale comprar a Lojas Americanas inteira antes da sessão e dividir o valor entre os amigos. Não tem como fugir, isso é de lei!

5. É mais um programa para fazer com os amigos ou sozinho mesmo. Sabe quando você tá em casa e não aguenta mais ver o ventilador rodar? É só chamar o bairro inteiro pra ir assistir um filminho com você ou se contentar em pegar a bolsa e partir pro shopping. Mas já aviso logo, não tem coisa melhor do que fazer aquela baguncinha com os amigos (ou até mesmo com aquela pessoa especial) no escurinho do cinema.

Eu espero que eu tenha consigo passar tudo o que me faz ter vontade de ir ao cinema toda semana. Não sei se conseguir convencê-los a adotar essa prática, mas realmente espero que dêem uma chance, pois esse programa é tudo de bom.

Até mais!