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25/12/2014

[Resenha] Trono de Vidro



Autor: Sarah J Maas

Editora: Galera Record

Páginas: 475

Preço: 23,90 na Livraria Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012
Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.

Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.

Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.


Eu já tinha ouvido muito a respeito de Trono de Vidro antes mesmo de ganhar da Camille, uma amiga muito próxima. Já tinha lido muitas avaliações positivas em torno da blogosfera, que determinavam que o título era ótimo. Confesso que não esperava muito do mesmo quando comecei a ler, mas embarquei em sua leitura mesmo assim.

A primeira coisa que eu reparei foi na capa do livro, que dá a entender sobre o que ele se trata. Embora eu tenha achado que o trabalho da Galera Record tenha sido muito legal, percebi que existem capas muito mais bonitas do que a publicada no Brasil. A diagramação do livro também ficou muito boa, com fonte razoável de se ler e um espaçamento também agradável. Não tive problema algum com a revisão e muito menos com a tradução, o que contou pontos muito positivos para a editora.

A história gira em torno de Celaena, mais conhecida como a assassina mais perigosa de Adarlan. Depois de ter matado muitas pessoas a serviço do rei dos assassinos, a menina acabou sendo pega e porventura, enviada para Endovier, conhecida como uma das prisões mais perigosas de todo o reino. Entretanto, quando surge um concurso que irá eleger a campeã do rei, Celaena é convocada para representar o príncipe Dorian e competir contra todos os outros assassinos mais temidos do reino, ganhando em troca a sua tão sonhada liberdade e um pagamento generoso pelos serviços prestados ao rei.

Só pelo fato de existir uma competição que irá eleger um novo assassino, eu já fiquei muito interessada no livro e na história que o rodeia. Apesar disso, acabei ficando com um pouquinho de receio por conta dos elementos fantásticos existentes no livro. Como faz muito tempo que eu não lia um livro de fantasia, fiquei com medo que esses elementos não me fossem atrativos.

Entretanto, dona Sarah J. Maas soube desenvolver o seu plot de maneira encantadora, a ponto de eu ter me visto presa no universo criado por ela. O modo como a narrativa segue - em terceira pessoa, é essencial para que acompanhemos a história de todas as perspectivas possíveis. Isso é importante demais, pois todos os pontos inseridos no roteiro tem uma razão específica para ter aparecido ali e cada personagem faz uma aparição por algum motivo. Também gostei muito de ela ter utilizado daquela tática "dou uma pista aqui e no final encaixo tudo", típica de vários autores espertos.

Outra coisa da qual gostei muito é que cada um tem características fortes identificáveis e um "quê" de humanidade dentro de si. Gente, era como se eu estivesse dentro do livro, juro! Não tem como não se apaixonar pela maturidade forçada adquirida por Celaena, a bravura de Chaol, a sinceridade de Dorian e a cordialidade de Nehemia. É pra virar fã de carteirinha!

Em algumas partes dá até pra rolar uma indecisão entre dois personagens, já que acontece um triângulo amoroso (muito bem montado, por sinal) na história. Mas não se acanhem: o livro possui um romance leve e crível, mas o foco não deixa de ser voltado para a ação, deixando as partes românticas como a cerejinha do bolo.

E no que diz respeito às cenas de ação de Trono de Vidro, não me desapontei com nada! Todos os momentos foram dosados com adrenalina na medida certa e descrições que fazem arrepiar até o último pelinho da nuca. Celaena faz jus ao título de Assassina de Endovier e tem a frieza necessária na hora de botar a mão na massa, ao mesmo tempo que sabe usar o coração quando acha digno. Essa é uma característica dela que eu aprecio muito: o modo com que equilibra dois lados muito opostos de sua personalidade. Nunca tinha encontrado uma personagem tão fantástica quanto a Celaena e de coração, espero que vocês possam conhecê-la!

Além de ser fantástica em todos os sentidos e ser uma personagem que dá gosto de acompanhar, a história de Celaena foi muito bem bolada (mais detalhes em Coroa da Meia-Noite) pela imaginação da autora. Diferente de várias heroínas do mundo YA, ela é uma moça corajosa e que apesar de ter suas fraquezas, não hesitará até conseguir o que almeja.

Vou parar de falar porque tenho medo de soltar spoilers sem querer, mas espero que tenha conseguido passar o quanto esse livro é um must-read! Não deixem de comprá-lo e embarquem nessa aventura. Vocês não tem nada a perder! ♥


23/12/2014

[Resenha] A Batalha das Bestas



Autor: Chris Columbus e Ned Vizzini

Editora: Galera Record

Páginas: 333

Preço: 25,84 na Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
Após a derrota de Dahlia Kristoff, a vida dos Walker melhorou bastante. A Bruxa do Vento foi banida e eles agora estão ricos! Mas essa mudança no destino não trouxe a felicidade que eles esperavam e os irmãos estão tendo dificuldades em se encaixar na sua nova escola, Bay Academy. Brendon não consegue fazer amigos, Cordelia suspeita que suas aventuras podem ter afetado sua mente e Eleanor só quer que tudo volte a ser como antes.

Enquanto eles lidam com essas questões, Denver Kristoff procura por sua filha, Dahlia, e nenhum Walker estará a salvo enquanto ele não a encontrar. Evocá-la a São Francisco significa trazer à tona todos os perigos ligados a ela e arrastar os Walker de volta aos misteriosos mundos dos livros de Kristoff. Antigos inimigos farão escolhas surpreendentes e novos amigos precisarão se provar dignos de confiança conforme os Walker viajam de uma ponta do mundo a outra.


Acho que não é surpresa pra muitos que eu já estava esperando esse livro há um bom tempo. Para ser mais específica, desde a resenha de seu antecessor, que publiquei assim que terminei a leitura. Mal podia esperar para encontrar com os Walker novamente, por isso, fiquei surpresa quando a Galera Record anunciou que lançaria o segundo livro em novembro. Feliz da vida com a novidade, corri logo para solicitar o meu exemplar!

O trabalho gráfico de A Batalha das Bestas é tão chamativo quanto o do primeiro livro, transbordando vibração infantojuvenil através dessa ilustração maravilhosa. Cada início de capítulo é acompanhado de um desenho muito bem feito e a fonte é a mesma de antes, bem ajustada na página e com tamanho agradável.

Infelizmente, encontrei alguns errinhos na revisão que me incomodaram um pouco, alguns até me faziam ler de novo para tentar entender a palavra. Fiquei meio triste com a falta de cuidado, mas fica a dica para a editora trabalhar nisso aí. Achei a tradução sensacional, visto que combinou com as piadinhas do Brendan (♥) e não deixou a desejar em absolutamente nada.

Terminadas as aventuras que ocorreram em Casa de Segredos, a continuação começa narrando a situação da família Walker após o pedido de Eleanor, que enriqueceu os Walkers de maneira exorbitante. Em consequência disso, os meninos começam a estudar na Bay Academy, uma escola prestigiada e frequentada por filhos de banqueiros e milionários. Os problemas só começam quando Brendan e Eleanor percebem que não estão conseguindo se adaptar à escola nova e Cordelia passa a agir de maneira estranha tanto com seus irmãos, quanto com si mesma.

Confesso que comecei a ler esse livro com muito medo. Medo de não ter ação o suficiente para ser tão bom quanto o primeiro livro, medo de uma possível descaracterização dos personagens, medo de a trama se arrastar e a conclusão não me agradar. Só que não teve jeito, a partir do momento que a narrativa da dupla-maravilha me pegou de vez, foi só sucesso.

A escrita dos autores continua tão cativante quanto seus personagens, que são mais desenvolvidos nesse livro e crescem tanto em caráter, quanto em maturidade. Durante o desenrolar de A Batalha das Bestas, cada personagem é testado e algumas provações exigem que eles demonstrem o quanto o amor pela família é valioso para eles. Fiquei muito feliz por ter captado isso, já que o companheirismo e a solidariedade são valores importantes a se destacar.

Uma coisa que notei em relação ao primeiro livro, foi que esse possui muito mais ação. Os ganchos instigantes nos finais de capítulo também foram mantidos, mas senti uma correria maior e mais surpresas nesse volume, que se saiu ainda melhor do que seu antecessor. Há também a reaparição de alguns personagens citados em Casa de Segredos, cujos nomes não mencionarei por motivos de: spoilers.

Do livro inteiro, eu só não gostei de uma atitude da Cordelia que desmanchou meu coração em pedacinhos. Não vou dizer o que é porque é spoiler também, mas acho que vocês vão entender quando chegarem na tal parte. Foi plausível e não fugiu à coerência, mas eu não gostei porque ia contra tudo o que eu imaginava e mimimi. :(

Além disso, quero destacar o mega sarcasmo do Brendan e todas as suas piadinhas que me renderam risadas no metrô e em outros lugares públicos. Eleanor também me emocionou muito com toda a sua destreza e me fez querer ser mais próxima da família Walker. Mas quem sabe um dia? A última página do livro sugere um gancho irresistível para uma continuação. Será possível? Ficarei torcendo muito.

Não tenho muito o mais o que falar, a não ser que esse é um livro maravilhoso. Se vocês quiserem saber mais, recomendo que leiam a resenha do primeiro livro. Espero que dêem uma chance a essa duologia e se joguem no universo incrível criado por Chris Columbus e Ned Vizzini.


30/11/2014

[Resenha] Inferno



Autor: Meg Cabot

Editora: Galera Record

Páginas: 336

Preço: 10,83 na Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
Nesta continuação do mito de Perséfone recriado por Meg Cabot, Pierce Oliviera está em um lugar entre o paraíso e o inferno. Um castelo turvo e mal iluminado, de onde pode ver os espíritos dos mortos, prontos para embarcar em sua viagem derradeira. Mas não está lá por escolha própria: John Hayden, senhor do Mundo Inferior, está lhe mantendo lá. Para seu próprio bem, ele diz: para protegê-la das Fúrias que desejam vingar-se dele.

Mesmo que esteja lá, seus entes queridos não estão. E isso pode acabar custando caro para ambos. Mas John afirma que não pode deixá-la sair. Será que ela deveria confiar em sua palavra?


Mais uma continuação pela qual eu estava esperando, Inferno foi outra solicitação feita por curiosidade. Solicitei muitas continuações da última vez, né? Pois é. Eu não gosto muito da Pierce, mas precisava saber como sua história continuava, já que sou bem fã do mito de Perséfone.

Sou apaixonadíssima pelas capas dessa trilogia e não foi diferente quando Inferno chegou, foi meio que amor à primeira vista. Apesar de achar que Submundo seria a tradução mais adequada para o título, relevo esse caso porque Inferno ainda é mais impactante do que a outra opção. Curti muito a edição proporcionada pela Galera Record - revisão, tradução, diagramação, o de sempre, o que tornou a leitura muito agradável e tranquila aos olhos.

Em Abandono, Pierce foge do castelo do sedutor John assim que tem uma chance, só para voltar correndo para seus braços quando se vê em extrema necessidade, no fim do livro. Agora, dividida entre o mundo terreno e a morada de seu amado, a garota deve escolher entre proteger aqueles que ama e ficar com o que ela precisa, mesmo que isso ponha em risco a sua vida e os laços que mantém com seu grande amor.

Se no primeiro livro a protagonista era chata, no segundo ficou pior ainda. Quase desisti da leitura por conta de todos os mimimis infinitos de Pierce, que agora não basta ser insegura, ainda abafa seus medos e inseguranças no namorado, de quem ela passou a depender. Deve ser por estar acostumada com as heroínas poderosas de Meg Cabot que não consigo me conformar com essa mocinha enfadonha, que só faz chorar e se esconder atrás de John, que - não sei como - é apaixonado por ela.

Por falar no mocinho com uma pegada de vilão da história, ainda não consegui me convencer do amor vivido por eles dois. Mesmo tendo acompanhado o passado obscuro de John e estando ciente de tudo o que ele passou até chegar ali, as atitudes, falas e diálogos do personagem durante Abandono foram tão forçadas que eu não consigo visualizar algo crível na minha mente de leitora. Simplesmente não desceu e continua não descendo para mim, entendem?

A ação e o ritmo rápido com que os fatos se desenrolam nesse livro foram o principal motivo pelo qual eu não abandonei a leitura, pois devo salientar que os personagens não me cativaram ainda. Fiquei um pouco desapontada porque não costumo desgostar de algum livro da Meg, mas essa série anda difícil de guardar no coração, de verdade. Sinto como se toda e cada expectativa para com esse livro tenha sido destruída lentamente por conta do casal principal. Uma pena.

Apesar disso, continuo curtindo o elemento mitológico usado pela autora, bem como algumas partes extras que fizeram uma analogia um pouquinho mais forte para relacionar a releitura com o mito de Perséfone (palavra chave pra vocês: romã), algo que eu estava sentindo falta. Só espero que no terceiro livro a mocinha desperte em si um pouco dos encantos da protagonista mitológica, para que eu veja tudo como um mero mal entendido e me apaixone por ela tanto quanto me apaixonei por Perséfone.


29/11/2014

[Resenha] A Evolução de Mara Dyer



Autor: Michelle Hodkin

Editora: Galera Record

Páginas: 406

Preço: 23,60 na Amazon

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.


Assim que terminei A Desconstrução de Mara Dyer, sabia que precisava urgentemente de uma explicação para tudo o que estava acontecendo com a menina (e para aquele final, que MEUDEUSDOCÉU) e corri para pedir meu exemplar da sequência. Não sabia o que esperar exatamente desse livro, mas quando chegou aqui, resolvi ler o mais rápido possível.

De todas as capas da trilogia, essa é a que eu menos gosto, mas não deixa de ser linda a sua maneira. Curti bastante a diagramação e a disposição da fonte x espaçamento ao longo das páginas do livro, bem como as folhas amarelas que alegraram os meus olhinhos de leitora. Não encontrei erros de impressão, revisão ou tradução ao decorrer da leitura, o que achei super agradável e fez com que a editora ganhasse pontinhos extras comigo.

Mara Dyer já está ciente de seus poderes e das habilidades especiais de Noah. Quando percebe que um alguém do passado está de volta, ela não sabe o que deve fazer primeiro: se apropriar de seus poderes ou correr para o mais longe possível. Agora, para salvar sua família e a si mesma, Mara deve se agarrar a sua sanidade (ou o que restou dela) e com a ajuda de Noah, vencer os fantasmas do passado e reordenar seu presente.

No primeiro livro, virei a última página com um questionamento gigante e um belo de um ponto de interrogação cravado na testa. Quando abri o segundo, comecei a leitura esperando por respostas e, tcham, tcham, tcham, não encontrei. É isso aí, meus amigos! Com sua narrativa um pouquinho assustadora e as cenas de arrepiar os pelinhos do braço, Michelle Hodkin só fez aumentar o nível de suspense durante o segundo volume da série.

Está curioso para saber como Mara Dyer pode ser mais misteriosa? Pois então, nada melhor do que ler o livro para saber. Mas como adoro meus leitores, vou te ajudar um pouquinho só porque sou boazinha: nesse volume, Hodkin trabalhou com alguns elementos especiais do passado de nossa protagonista, trazendo à tona novos questionamentos a respeito de sua árvore genealógica e dos poderes que possui. Algumas passagens são bem sombrias (foco em uma certa cena no hospital) e vão te arrepiar ainda mais se você estiver lendo à noite, o que me prendeu ao livro de uma forma que é difícil explicar.

Outra coisa que me impediu de largar o meu exemplar foi a constante presença do carismático, belíssimo e inteiramente sarcástico Noah, que está de volta com todo o seu charme (suspira) e seu amor por nossa protagonista. Meus amiguinhos sofreram com meus constantes snaps de passagens em que o Noah aparecia, só porque é tanto amor que não dá pra controlar. ♥

Fangirling à parte, achei que esse volume foi mais uma narrativa focada no desenvolvimento da personalidade da personagem e do plot escolhido pela autora, do que qualquer outra coisa. Apesar de termos algumas revelações poderosíssimas ao decorrer da leitura, no pacote não faltaram muitas dúvidas a respeito da origem dos poderes de Mara e Noah e aquela ansiedade básica pelo ponto final da história.

Como muita gente que já leu The Retribution of Mara Dyer jurou de pés juntos que tudo é esclarecido no terceiro livro, mal posso esperar para conferí-lo e matar minha curiosidade. Mas enquanto isso não acontece... Vamos esperar e torcer para que a Galera Record publique o livro o mais rápido possível!

Ainda não posso dizer que essa trilogia conquistou o meu coração a ponto de ser favoritada, porque não curto muito não entender o que está acontecendo (na maior parte do tempo), mas dependendo do final do próximo livro, pode vir a acontecer.


28/11/2014

[Resenha] Coroa da Meia-Noite



Autor: Sarah J Maas

Editora: Galera Record

Páginas: 406

Preço: 29,40 na Livraria Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014
Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas. A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.


Assim que terminei de ler Trono de Vidro, fiquei louca e desesperada por mais Celaena Sardothien. Já sabia que tinham mais dois livros já lançados lá fora, mas a pergunta do dia era: e aqui no Brasil, quando seria o lançamento? Estava quase mandando um e-mail para a Galera Record, quando percebi que a news de agosto tinha chegado, anunciando o lançamento de Coroa da Meia-Noite, segundo livro da série. Se surtei? Muito. Se solicitei o meu exemplar na hora? Mas é claro!

No momento em que meu exemplar chegou aqui em casa, não pude deixar de reparar algumas diferenças da primeira edição para a outra: ao invés de ter seu título destacado, Coroa da Meia-Noite entrou como um subtítulo para o segundo livro da série. Se eu fiquei desapontada? Muito! Enquanto eu lia, várias pessoas me perguntaram se aquele era o primeiro livro da série.

Achei que a Galera vacilou bastante em não ter exposto mais o título do livro como segundo livro em si, deixando o detalhe meio escondido embaixo do nome da série, que ficou mais destacado. Outra coisa que me irritou foi o fato de as lombadas não combinarem na estante. Ficou bem feinho, em comparação com as hardcovers americanas. De resto, tudo normal.

Após a competição que aconteceu em Trono de Vidro, Celaena deverá servir o rei como sua campeã, perseguindo os traidores da corte a mando do monarca. Entretanto, sua lealdade e seus princípios são postos em jogo quando as forças do mal que crescem dentro do castelo começam a perseguí-la, forçando-a a fazer uma importante escolha. Será que nossa heroína se tornará uma verdadeira serva real ou lutará por suas crenças e consequentemente, contra a corte? É o que eu descobri enquanto lia Coroa da Meia-Noite.

Eu não tenho palavras - modo de falar, senão não estaria resenhando - para descrever o quão absurdo é esse livro! Primeiro a narrativa segue lenta e um pouco cansativa, mas quando chegamos a um cliffhanger entre o final da parte um e o início da parte dois, essa sequência se torna impossível de largar. Não tenho como falar muito sobre o que acontece sem dar spoilers, então digamos apenas que sofri uma variação enorme de sentimentos durante a leitura. De dor a felicidade, ansiedade a alívio... Conforme eu virava as páginas, já ficava com medo do que aconteceria depois.

Pelo que eu escrevi acima, acho que vocês já tem uma ideia do ritmo do livro, certo? Se ainda restaram dúvidas, vou ser bem clara: Celaena não para. Seja nas cenas de ação ou nos momentos mais difíceis, chega a um ponto em que tudo vai acontecendo de uma vez só e você tem que ter um emocional de aço pra acompanhar tudo sem parar pra respirar. Fico muito grata pelo fato de a autora não ter deixado essa sequência desmoronar, como quase sempre acontece com o segundo volume das séries. Algumas revelações me surpreenderam de uma maneira indescritível!

Também fiquei surpresa e instigada por conta da introdução de um novo personagem na trama, que pode ou não ser um novo vilão ou novo herói importante na saga. Pelas resenhas que já li por aí, acredito que ele vá ter mais destaque em Heir of Fire, o que pretendo conferir muito em breve, assim que conseguir adquirir o livro.

Mas uma coisa que teve destaque nesse livro e me agradou muito foi o elemento fantástico da série. Eu não esperava que a autora fosse desenvolver tanto o lado fantástico da história, mas ela com certeza permeou Coroa da Meia-Noite com tudo o que faltava desse ingrediente secreto. Eu fiquei com medinho de não curtir, mas acabei gostando e muito do que ela fez ali. O final do livro envolve esse elemento e ainda revela um segredo importantíssimo para a continuação da saga. Como vocês já devem ter percebido, mal posso esperar pelo terceiro volume! ♥


02/10/2014

[Resenha] Um Caso Perdido



Autor: Colleen Hoover

Editora: Galera Record

Páginas: 384

Preço: 18,90 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014











Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.


Quando a Galera Record anunciou o lançamento de Um Caso Perdido, já fiquei doida pra ler. Não só pela fama grandiosa da autora, como também pelo visual atraente da capa e o bad boy que estaria inserido no romance. Porém, eu também estava um pouquinho receosa, já que não costumo gostar tanto de livros que envolvem o passado trágico e cheio de drama dos personagens. Ainda assim, aventureira (e brasileira) que sou, me joguei de cara nas páginas escritas por Colleen Hoover.

Como eu já disse acima, a parte gráfica do livro não me desapontou em nada. O meu exemplar foi editado com muito cuidado pela Galera e exibiu uma capa super clean e um visual interno de igual qualidade. Curti muito o modo com que eles alteraram a capa original do livro (lotada de informação, na minha opinião) e optaram por simplificar o estilo da mesma. Achei um errinho de revisão aqui e ali, mas nada que mereça ser evidenciado. Também bastante a tradução e no geral, achei que a edição ficou impecável e bem trabalhada.

Abrindo o livro, damos de cara com a história de Sky, uma adolescente que foi criada de modo... Diferente. Para começar, ela não tem acesso a qualquer tipo de tecnologia. Isso quer dizer que em seus hábitos não estão incluídos assistir televisão, zapear o celular ou atualizar o perfil do Facebook. Acesso a internet, então? Nem pensar! A vida da nossa protagonista é (quase) totalmente destituída da tecnologia, tudo porque sua mãe adotiva é meio neurótica e acredita que esses aparelhinhos são desnecessários em uma rotina saudável.

Mas esse ano, tudo está prestes a mudar. Sky finalmente conseguiu convencer sua mãe a deixá-la frequentar a escola pública (pasmem: antes ela estudava em casa!) e ter aulas como toda garota normal. Como sua melhor amiga e vizinha está para viajar e não poderá começar essa nova etapa de sua vida ao seu lado, Sky se sente um pouco insegura de entrar nesse novo mundo sem alguém conhecido por perto. E é aí que ela conhece Dean Holder, um rapaz misterioso que guarda mais segredos do que ela pode imaginar.

Quando comecei a ler, esperava um romance leve e uma história simples por trás dele, mas Um Caso Perdido se revelou mais forte e intenso do que eu imaginava. Não se enganem, a trama é pesada sim e contém bastante drama. Até achei o tipo de história bem parecido com a temática padrão do New Adult, mas esse não pode (imagino eu) ser classificado como tal por se passar no cenário escolar e conter personagens mais jovens. Embora a trama em si tenha sido bem desenvolvida e os personagens, bastante fortes e palpáveis, eu não costumo me identificar com esse tipo de história e por isso, a leitura foi um pouco mais lenta pra mim.

Não tenho nada a criticar a respeito da escrita da autora, pelo contrário: ela soube narrar e conduzir sua narrativa muito bem, em primeira pessoa, sob o ponto de vista da personagem principal e com o uso de alguns flashbacks em alguns pontos da narrativa - o que é observável já no início do livro. A trama que ela criou casa bem com o estilo desses grandes romances que a gente vê por aí, mas novamente, como eu não sou chegada, nem me encantei muito pela atmosfera criada por ela.

O que me deixou mais chateada durante a leitura foi isso mesmo: não adianta, não faz o meu tipo. O livro não é ruim, os personagens são bem caracterizados e a história, sem fios soltos. O casal em si tem muita química e eu achei um diferencial enorme a garota não ter tanto pudor em suas relações (e ter uma boa justificativa para isso), mas o livro não me conquistou. Também demorei para ler porque a leitura ficou maçante em alguns pontos. Sendo mais específica, nas partes em que a protagonista ficava descrevendo os músculos e todo o encanto de seu par romântico. Ai gente! Vocês me perdoem, mas eu não tenho mais paciência pra isso, pelo menos por enquanto.

Não sei se é momentâneo ou se eu vou ser azeda assim pro resto da vida, mas por agora eu não estou aguentando essas mocinhas que descrevem o amado cada vez que se encontram com ele. Os diálogos açucarados repleto de amor e paixão então? Uó, pra mim! Apesar disso tudo, acredito que quem é fã de um bom New Adult e curte um Young Adult mais apimentado vai se apaixonar, principalmente pelas surpresas que atiçam o leitor ao final do livro. Mesmo não tendo gostado por gosto pessoal, é uma obra que eu recomendo para quem é fã do gênero, por ser bem escrita e estruturada.


22/08/2014

[Resenha] Princesa Adormecida



Autor: Paula Pimenta

Editora: Galera Record

Páginas: 192

Preço: 14,00 na Livraria Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014











Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...


Lançamento de maio/junho de 2014 da Galera Record, Princesa Adormecida me atraiu por ser uma releitura de contos de fadas. Eu acho que vocês já se ligaram que eu tenho essa paixão imensa por tudo o que é relacionado a esse tipo de história, não é mesmo? Pois é. Quando percebi que esse stand-alone seria publicado pela Galera, enlouqueci e fiquei doida para solicitar o meu.

Assim que o livro chegou aqui em casa, junto com Hopeless, fiquei surpresa por ser tão pequenininho. Tudo bem que os livros da Paula não costumam ser tão grandes, mas as folhas utilizadas são tão grossas que dá a impressão de ser mais gordinho, mesmo que ele continue com menos de 200 páginas. Eu gostei muito da capa, principalmente da ilustração, que é de muito bom gosto. A revisão ficou impecável e a diagramação é bem clean e fofinha.

Quando comecei a ler o livro, dei de cara com a história da Áurea, uma princesa que nasceu cercada por ameaças de uma admiradora francesa de seu pai. Seu nome é Marie Maleville e desde o nascimento da menina, jurou que se vingaria e a mataria até que atingisse a maioridade. Para proteger a princesinha, os pais de Áurea mandaram-na para o Brasil com seus três tios e passaram a chamá-la de Anna Rosa, para que a Marie não pudesse achá-la. Assim, a menina cresceu envolta pelo amor e carinho de seus tios superprotetores, que dela esconderam sua verdadeira identidade, bem como a existência de seus pais e parentes da realeza.

Resolvi não falar tanto da sinopse, porque o livro é curtinho e se eu falar mais, a leitura quase não vai ter graça. Bom, eu comecei a ler a história de Anna Rosa achando que ia ser totalmente diferente, que ela já ia começar acordando e sem saber onde está, lembrando de seus sonhos e tal. Pois bem, não foi assim. Preciso dizer que isso me chateou muito? Eu esperava que a releitura se desenvolvesse de uma maneira totalmente diferente do que aconteceu e quando percebi o que a Paula tinha planejado para a Bela Adormecida da atualidade, fiquei bastante sentida. Tudo bem, a versão atual é bem fofa, mas não cumpriu o essencial: seguir a proposta inicial do livro.

Posso resumir tudo o que eu disse acima com um simples "não gostei da sinopse", porque o livro não é o que a mesma diz que é. Isso me deixou fula da vida, já que quando você quer saber sobre a história do livro, você vai direito na sinopse, certo? Errado. Se fizer isso com Princesa Adormecida, o resultado é simples: não vai funcionar e você vai se desapontar. Então pra começar a resenha com o pé direito, a minha primeira recomendação é: não leia a sinopse antes de ler o livro.

Depois da sinopse, outra coisa que eu descurti total foi o contexto da releitura. A história se desenrola de uma maneira super fofa, mas só de pensar que o conto da Bela Adormecida poderia ter sido aproveitado de diversas outras maneiras, já me dá um enjôo. A primeira coisa que me desagradou de cara foi o romance aceleradíssimo que a autora empurra ao leitor. Como já conheci um garoto só por mensagem, posso afirmar que sei do que estou falando. E gente, tudo bem começar a ficar a fim do carinha antes de conhecê-lo, mas decidir que ele é o amor da sua vida é uma coisa totalmente diferente e surreal. Aí vocês argumentam: "Nat, foi baseado em um conto de fadas!" e sim, foi baseado em um conto de fadas, mas o contexto dessa releitura é atual.

Além disso, também me decepcionei muito com a vilã da história. A personificação da Malévola ficou terrível, gente! Juro que se a moça aparece três vezes durante a leitura é muito. Tudo bem que a autora esclareceu os motivos dela para fazer todas aquelas ameaças e virar uma stalker da Áurea, mas custava colocar um pouco mais de emoção no negócio? Nem o esperado confronto final tem, poxa! Fiquei revoltadíssima com o quanto a supervilã (que ganhou até adaptação nas telonas estrelando a Angelina Jolie) foi desvalorizada nesse livro. Ô Paula, fala sério!

A personificação da Aurora até ficou legal, mas não tão atraente. Basicamente, uma menina talentosa e apaixonada que sonha em conhecer o mundo e se libertar da superproteção dos tios. Rola até uma identificação por parte do público, já que várias meninas passam por esse estágio minhas-amigas-estão-saindo-e-eu-não-posso-ir da adolescência. Ainda assim, não foi uma personagem desenvolvida o suficiente para me conquistar.

E como eu sei que vocês estão doidos para ouvir a respeito de pelo menos um ponto positivo do livro (porque tudo tem seu lado bom, obviamente), tenho que destacar os meus personagens preferidos: o trio de tios! Cada um deles tem personalidades demarcadíssimas que vão conquistar todos os leitores de Princesa Adormecida. Representando as três fadas madrinhas de Aurora, seus nomes e personalidades são baseados nas fadas originais, o que achei bem digno. Também curti a presença da Cintia (DJ Cinderela) em algumas passagens do livro e fiquei curiosa para ler o conto dela em O Livro das Princesas, que parece ser bem mais legal do que a história de Áurea. Pontinho para a Paula, uhul!

Para completar, sou muito fã de releituras - principalmente de contos de fadas - e para quem quiser começar a ler livros desse gênero, super recomendo os livros das autoras Jackson Pearce e Alex Flinn (que inclusive foi publicada pela Galera, com A Fera). Como releitura, definitivamente não recomendo que leiam Princesa Adormecida. É um livro fraco e sem muitas surpresas, o que me deixou terrivelmente magoada. Eu realmente esperava que a Paula pudesse se destacar e fazer a diferença com esse título, mas pelo visto alimentei expectativas demais.


12/08/2014

Lançamentos da Galera Record #5

Oi, gente! Como é que vocês estão?

E como eu prometi no Twitter, aqui está o post editorial com os lançamentos de agosto de 2014 da Galera Record, que estão sensacionais! Eu surtei no trabalho quando quando vi que a news já estava no ar, principalmente ao saber que a continuação da minha trilogia preferida está confirmada para esse mês.

Sem mais delongas, vamos conferir os lançamentos?



Organizado da mesma forma que O livro das princesas – também com o esquema de dois populares autores nacionais, e dois nomes famosos do exterior – O livro dos vilões reúne estes autores para uma coletânea de contos sobre vilões icônicos dos contos de fadas. As irmãs de Cinderela? Malévola? Madrastas e lobos? Carina Rissi, Cecily Von Ziegesar, Diana Peterfreund e Fábio Yabu estão aqui com a mensagem: este não é um livro tão bonzinho quanto o seu antecessor. · Cecily Von Ziegesar é a popular autora das séries It Girl e Gossip Girl, esta última que inspirou o seriado na televisão. · Diana Peterfreund é autora das séries Sociedade Secreta e Caçadora de Unicórnios. · Carina Rissi é autora dos populares Procura-se um marido e Perdida, publicados pela editora Verus, que já venderam mais de 40 mil exemplares no Brasil. · Fábio Yabu já publicou, pela Galera, seu livro A última princesa.



Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas. A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça.



Já faz mais de um ano desde que todos os adultos simplesmente desapareceram. E apesar das mentiras, da praga e da fome que assolaram as crianças de Praia Perdida, de alguma forma elas foram capazes de sobreviver. No entanto, dessa vez as ameaças são ainda mais aterrorizantes do que antes. Dentro de LGAR, a Escuridão começa a dominar, e a luz do sol fica cada vez mais escassa. No escuro, enxergar torna-se impossível, assim como plantar e colher alimentos. O pânico e a ameaça da fome levam os moradores à beira da loucura.



Chevie, 16 anos, era agente mirim do FBI até esse programa sair um pouco do controle. Trabalhando agora para Programa de RelocAção de Testemunhas Anônimas, enquanto a poeira do seu fracasso abaixa, ela acha que tudo o que precisa fazer é ficar de olho o dia todo numa máquina do tempo esquisita. Mas tédio é o que menos ela consegue quando, junto ao infeliz Riley, precisa fugir de um assassino em série da era vitoriana que os persegue através das épocas.



Jess Mastriani, conhecida como a Garota Relâmpago, é capaz de encontrar pessoas desaparecidas. Quando atos de vandalismo começam a ocorrer e seu vizinho é encontrado morto em circunstâncias muito violentas em um milharal, ela se vê no meio de um plano muito perigoso. Jess terá que engolir o orgulho e juntar forças com o FBI para entrar no santuário de arruaceiros capazes de cometer as maiores atrocidades em nome de seus preconceitos.



- O livro é uma edição 2 em 1 para colecionadores dos dois primeiros volumes da série Os Instrumentos Mortais, Cidade dos Ossos e Cidade das Cinzas. - A divulgação da edição de colecionador gerou grande comoção dos fãs nas redes sociais. - Os livros de Cassandra Clare têm mais de 26 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e foi traduzido para mais de 35 línguas. - No Brasil, a autora ultrapassa a marca de 800 mil exemplares vendidos. - Série que figura na lista de mais vendidos do New York Times por mais de dois anos. - Edição de Colecionador Com Capa Dura.

Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Após testemunhar um enigmático assassinato em uma discoteca, a jovem acabou se envolvendo mais do que gostaria no submundo de Nova York. Agora, a Caçadora de Sombras precisa investigar o coma magicamente induzido de sua mãe, a matança de jovens do Submundo e o roubo da Espada da Alma, acontecimentos estranhamente relacionados a seu irmão, o belo e irritante Jace, e a seu pai, o ex-Caçador de Sombras Valentim.


Agora eu quero saber de qual novidade vocês mais gostaram! Eu pirei com a notícia do lançamento de Coroa da Meia-Noite, O Livro dos Vilões e a edição de colecionador de Cidade dos Ossos, mesmo sendo 2 em 1. Me contem nos comentários que títulos chamaram a atenção de vocês! Quero ler tudo, hein?

Até mais!


13/07/2014

Lançamentos da Galera Record #4

Ei, pessoal! Como estão as coisas por aí?


Julho pra mim começou em clima de férias e o vidão vai continuar até dia 14. É muito bom poder acordar, sentar para escrever posts para o blog e depois ler o dia todo, né? Uma pena que tudo que é bom dura pouco. :/

É nesse clima de despedida de férias que eu apresento a vocês os lançamentos de julho de 2014 da Galera Record, para todos que estarão voltando as aulas dia 14 começarem com o pé direito e livros novos na estante.

Curiosos? Então venham comigo!



ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.





UMA INCRÍVEL JORNADA POR RESPOSTAS E SENTIMENTOS Petra é uma menina que vive em Nanatuthi, uma cidade cercada de florestas, situada em um grande vale ao norte do Portal Encantado. A menina nasceu como uma menina alegre e curiosa. Mas quando sua mãe morre de uma hora para outra, e seu pai lhe priva de afeto, ela fica com um coração de pedra que, dizem, faz com que ela não sinta nada. Consumida pela tristeza, é apenas ao encontrar com um misterioso centauro que Petra terá uma chance para encontrar as respostas aos seus sentimentos.



Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.

Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!

Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida - por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizebth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Mas as coisas não saem como planejado, especialmente quando o avô de Stephen chega à cidade, descontando sua raiva em todo mundo que cruza seu caminho. No final, Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacríficio que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível - porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. Pelo menos para Elizabeth...



A Flórida do condado de Citrus não se parece em nada com aquelas imagens de televisão, com um clima convidativo, coqueiros e surfistas. Shelby Register, de quatorze anos, se muda para a cidade com cheiro de pântano com seu pai e irmã após a morte da mãe. Talvez a única coisa que a interesse seja o tal Toby McNurse, um delinquente sem cura que cumpre suas dezenas de detenções acumuladas. Já Toby não vê sentido na vida, nas paixões dos adultos, nas diversões dos amigos. Só sabe, em seu âmago, que está em seu destino fazer o mal. E ao observar as angelicais irmãs Register, sabe que o chamado de sua alma está prestes a ser atendido. • “Um escritor para ficar de olho, reler e invejar.” – Tom Franklin • “Brandon escreve sobre cansaço, saudade e por fim amor com energia e espirituosidade que são triunfantes e inteiramente suas.” – Deb Olin Unferth • “John Brandon é um franco-atirador da prosa – metade Denis Johnson, metade Elmore Leonard.” – Davy Rothbart



O operativo da CIA Lazlo Kovic está em maus lençóis. Após uma missão conjunta Estados Unidos – China nas fronteiras da Coréia do Norte acaba em desastre, Kovic é o único sobrevivente. E, de ambos os lados, enfrenta suspeitas – como voltou? Por que é o único a voltar? Seus superiores na CIA lhe observam com suspeita, e a inteligência chinesa parece querer usar o desastre para seus próprios interesses. Ao retornar para a base em Xangai, Kovic planeja seu próximo movimento. Agora precisa dar um jeito de se safar dessa conspiração que coloca seus tentáculos ao redor dele, e desmascarar a rede de mentiras – chinesa e americana – na qual está envolvido.



Na fascinante e grandiosa Era Dourada da Pirataria, poucos capitães se destacaram de maneira tão temível quanto Barba Negra. Agora, a figura histórica que assolou os mares caribenhos conhece Edward Kenway (Assassin’s Creed: Black Flag), pai de Haytham e avô de Ratonhnhaké:ton (Connor Kenway, de Assassin’s Creed: Renegado). Neste diário, construído de maneira a lembrar um autêntico artefato pirata, seus pensamentos secretos e encontros com Kenway são registrados por seu fiel escriba. Além dos escritos, cartas, um cartaz de procurado, ilustrações e retratos compõem este volume perdido.


Qual lançamento chamou mais a atenção de vocês esse mês? Eu fiquei curiosa a respeito de Invisível, pois parece ter uma história muito legal. Quero saber qual são as apostas de vocês nos comentários!

Até mais!



15/06/2014

[Resenha] Todo Dia



Autor: David Levithan

Editora: Galera Record

Páginas: 280

Preço: 15,75 na Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2013











Sinopse: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


Demorei um pouquinho a ser convencida pelas minhas amigas de que comprar Todo Dia valeria a pena, mas acabei incluindo-o em minha lista de desejados para o natal de 2013. Mesmo tendo o livro em minhas posses desde dezembro, foi só no carnaval de 2014 que eu decidi colocá-lo na minha lista de leituras para o feriado prolongado. Agora, venho por meio desta resenha contar tudo o que eu achei sobre o tão falado romance de David Levithan.

A primeira impressão que tive do livro foi muito boa. Como já o queria desde que ainda não tinha sido traduzido e lançado no Brasil, as expectativas estavam consideravelmente altas. No momento em que fui conferir a diagramação então, meu coração deu pulinhos! A capa é igual a original e tem tudo a ver com a proposta da história, o que me estimulou ainda mais a visualizar a situação imposta pelo autor.

Cada capítulo do livro é um dia na vida do protagonista, o que achei muito interessante e coerente. O que me atrapalhou muito na leitura foram os vários erros de revisão e digitação que notei ao passar das páginas. A tradução ficou ok, apesar disso tudo.

Nossa história se desenrola sob a visão em primeira pessoa de A, um ser aparentemente desconhecido, que se desloca de corpo em corpo em um espaço de 24h, não deixando qualquer rastro de memória a respeito do dia em que viveu em seu hospedeiro após a troca. Entretanto, a memória de cada dia vivido permanece com A, qualquer seja o hospedeiro. E é durante uma dessas trocas que A (destituído de sexo) conhece Rhiannon, uma garota que esconde suas melhores qualidades na sombra do namorado, Jason.

Assim que se apossa do corpo do garoto, A não tem dúvidas de que seu coração pertence a Rhiannon. Dessa forma, ele (ou ela?) passa a tentar reencontrá-la durante suas viagens, mesmo sendo uma pessoa diferente todo dia.

Preciso falar mais alguma coisa depois dessa premissa? Mas é claro, para que vocês se convençam a ler esse livro maravilhoso, que conquistou o meu coração desde suas primeiras páginas. Em Todo Dia, David Levithan enreda seu leitor através do psicológico de um personagem destituído de um "eu", com uma profunda crise existencialista e ânsia por respostas a respeito de sua espécie. Mais do que apenas uma lição sobre a valorização da nossa personalidade, essa é uma obra que fala sobre o amor em todas as suas formas, sexos, culturas e valores. O que eu mais achei interessante foi a ideia que o autor colocou em seu livro, a importância que ele deu ao valor de que o amor deve ser sentido independente das qualidades físicas da pessoa.

Durante a leitura, não teve um dia em que eu não ficasse fascinada pela relação de A e Rhiannon, dadas as circunstâncias. Sendo ele gordo ou magro, mulher ou homem, inteligente ou burro, gangster ou nerd, a menina dava um jeito de aceitar a essência que estava dentro do corpo, emocionando e cativando o leitor a cada cena. Outra coisa que me manteve presa no livro foi a maneira única com que o escritor soube expôr e descrever suas cenas, me fazendo suspirar e torcer pelo casal principal a cada minuto do livro.

Cada personagem encontrado ao decorrer da história, mesmo os hospedeiros de A, são muito bem desenvolvidos e possuem o "eu" próprio, o que entra em contraste com o questionamento principal do protagonista e me fez refletir bastante. Ao representar cada um de seus hospedeiros, A nos mostra que cada pessoa é única, não importa o quanto tentemos dizer o contrário. Cada um tem seus problemas, rotinas diferentes, maneiras de pensar, agir e viver totalmente distintas, o que nos faz singular. Isso foi muito frisado durante todo o texto e eu me senti muito bem em me deparar com um quesito tão valorizado por mim, a personalidade, sendo elevado a esse ponto.

As cenas de romance são das mais fofas e você não vai querer perder toda a desmistificação do que seria uma personagem pura e virginal que ocorre quando conhecemos Rhiannon. Ela é insegura? É. É um tanto retraída? Digamos que sim. Mas isso não significa que ela seja uma personagem chata e sem valor, pelo contrário. Rhiannon forma o par perfeito com A, sendo os dois personagens interessantíssimos que me fizeram parar para pensar em diversos assuntos durante toda a leitura. Tá aí uma garota que se assume do jeito que é, mesmo tendo seus próprios problemas. Gostei muito do modo com que Levithan soube retratar isso em seu livro, achei muito inteligente da parte dele.

E esse é um adjetivo que não pode ser deixado de lado, inteligente. Sr. Levithan teve muita criatividade e perspicácia em toda a sua trama, não focando só no romance entre os adolescentes. Fiquei encantada com algumas particularidades que ele estabeleceu acerca do universo em que o personagem vive e suas limitações, tudo realmente original. O final do livro sugere um gancho para uma continuação, mas acho que não terá segundo livro, apesar de ter ficado curiosíssima e desejá-lo muito. É um romance que estimo muito e recomendo a todos!


27/05/2014

[Resenha] Desejos



Autor: Alexandra Bullen

Editora: Galera Record

Páginas: 384

Preço: 27,20 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014











Sinopse: Para Olivia Larsen, nada poderia mudar o fato de que sua irmã gêmea, Violet, se foi. Até que um misterioso vestido de festa é deixado à sua porta, e ele é capaz de lhe conceder um único desejo. A única coisa que Olivia quer é ter a irmã de volta. Agora, as garotas têm uma nova chance de viver tudo o que sempre sonharam. De quebra, descobrem que existem mais dois vestidos com o mesmo poder, ou seja, mais dois desejos novinhos em folha! Mas mágica não pode resolver tudo e Olivia precisa confrontar os fantasmas de seu passado para aprender a rir, amar e viver novamente.


Desde antes de conseguir a parceria com a Galera Record, ler Desejos já estava em meus planos. Foi amor à primeira vista: a capa era linda, a sinopse prometia uma leitura fantástica e fofa, a temática e a ambientação pareciam ser muito legais, e aí... Posso dizer que meu coração foi desastrosamente partido.

Não culpo a editora por minha desilusão amorosa, já que o trabalho na diagramação e capa desse livro foi muito bem feito. A combinação feita no design da capa é visualmente atraente (várias amigas minhas perguntaram sobre o livro) e sua parte interior não falha com os leitores. A tipografia também é muito agradável, com uma fonte que não cansa os olhos e o espaçamento tradicional da Galera que eu tanto aprecio. Não achei erros de impressão nessa edição, só um ou outro errinho de revisão dos bem passáveis, que não chegaram a me incomodar.

Ao começar a folhear o livro, damos de cara com Olivia, uma garota envolvida pelo luto e muito saudosa, que perdeu a irmã gêmea no último verão. Ela e sua família estão tentando superar a perda enquanto se habituam a uma moradia nova e rotinas diferentes das que tinham antes. Embora todos estejam dispostos a seguir em frente, ainda que com dificuldade, Olivia não consegue aceitar que Violet tenha ido embora para sempre.

Essa perspectiva muda quando ela conhece Posey, uma alfaiate responsável por produzir vestidos mágicos, que lhe concede três desejos através do uso de três vestidos. Estes vestidos lhe dão a chance de ter sua adorada irmã de volta, mas será que Olivia vai encarar a volta de Violet como um ponto positivo para seu recomeço ou fechará as portas para a nova vida? A resposta para essa pergunta pode ser encontrada ao decorrer da leitura do livro.

Prefiro começar essa resenha esclarecendo todos os motivos que me fizeram desgostar profundamente desse livro. E o primeiro ponto é justamente a personagem: Oliva é um saco. E a maneira com que Alexandra Bullen conduz sua trajetória também é. Como se não bastasse a protagonista ter uma tendência a se recolher de tudo que é novo em sua vida, a autora não faz com que nada interessante aconteça, narrando muitos fatos puramente cotidianos e que não me despertaram a atenção.

Em termos de personagens, o pior é que não dá para esperar nada dos secundários, pois estes (nem mesmo Violet!) não demonstraram nenhum brilho especial ou característica que tenha me cativado. A partir daí, vocês já podem perceber que foi quase uma tortura terminar de ler Desejos.

Além do que já citei aí em cima, encontrei alguns furos ao decorrer da história. Como exemplo, posso citar o momento em que a autora deixa claro aos seus leitores que Violet não pode tocar em nada, pois está presente como fantasma. Trinta páginas depois, temos a descrição dela mesma, em plasma e fumaça, recolhendo um cartão de crédito do chão. Contraditório, não?

Outra coisa que me irritou foi que nada criado pela autora (a não ser a ambientação do livro) foi capaz de me convencer. Pensa num romance chato, personagens sem sal e uma protagonista mimizenta e tímida até demais e tá aí, você tem esse livro. Nem mesmo o detalhe dos vestidos mágicos foi bem desenvolvido, já que não se tem uma explicação do porquê da existência deles ou como Posey faz sua mágica. Fui impelida a acreditar que os vestidos realizavam pedidos e foi isso aí, não recebi nenhuma outra explicação além dessa.

Por essas e outras, fiquei muito chateada por me deparar com uma premissa maravilhosa que foi facilmente reduzida a algo pobre e mal escrito. O que mais me deixou enfezada foi que a autora tinha tudo para se dar bem com sua história e todo o conjunto que criou, mas não soube ser perspicaz em suas apostas. Sabem, dói lá no fundo do coração ler uma história desse tipo e não poder fazer nada. Dói mesmo.

Ao menos a finalização me satisfez, chegando até a me emocionar e me surpreender com a proposta de um segundo livro. E olha que pelo que eu li no Goodreads, Wishful Thinking, a sequência, tem sido bem mais elogiada do que Desejos. Espero poder conferir se é verdade mesmo, já que esse primeiro eu não recomendo para ninguém.


24/05/2014

[Promoção] Ganhe um exemplar de The 100: Os Escolhidos!



Ei, gente! Tudo bem com vocês?

Recentemente, publiquei a resenha desse mesmo livro que vocês estão vendo aí em cima no blog. Como eu gostei muito dele (e também gosto muito de vocês), resolvi ver com a Galera se eles poderiam colaborar com uma promoção e... Adivinha só, eles toparam!

Molezinha de sempre, pra ganhar é só seguir as regrinhas e preencher o formulário abaixo! Tà muuuuito fácil, né não? Então não perca tempo e participe!

Regras:

- Curtir a fanpage do Páginas Encantadas.
- Deixar um comentário na resenha do livro. Comentários sem nexo não serão aceitos!
- Preencher o formulário abaixo.

a Rafflecopter giveaway

Prontos para participar? Vou ficar torcendo por vocês!

Até mais!


19/05/2014

[Resenha] The 100: Os Escolhidos



Autor: Kass Morgan

Editora: Galera Record

Páginas: 288

Preço: 19,00 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014











Sinopse: Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.


Desde o evento da Galera Record eu tinha uma certa curiosidade quanto ao livro que originou a série queridinha do momento: The 100. Apesar de definitivamente não fazer o tipo que curte ficção científica, me atentei aos comentários positivos dos blogueiros e leitores em geral e resolvi solicitar a obra em parceria com a editora. As expectativas não estavam tão altas quando o livro chegou aqui em casa e, por isso, acredito que eu tenha subestimado os poderes de Kass Morgan como escritora.

A capa do livro e sua edição já me chamaram a atenção assim que desembrulhei o pacote em que ele veio, atiçando a minha vontade de ler. Gostei muito da textura presente no título do livro e da maneira com que as imagens foram manipuladas, dando um diferencial à sua capa. A revisão deixou um pouquinho a desejar, embora não tenha encontrado erros exorbitantes. Curti bastante a tradução proporcionada pela editora e não me desapontei com a impressão (yay!), que se manteve perfeita durante toda a leitura.

O plot que temos aqui é o seguinte: em uma era futurística, pós-apocalíptica, a Terra foi assolada por uma guerra nuclear e seus sobreviventes (as pessoas mais abastadas da população, que não foram infectadas pela radição), destinados a viver em uma grande nave com um estoque de oxigênio e recursos para sustentá-los. Nasce assim, uma sociedade opressora e regida por um Chanceler, que junto com o seu conselho, pune com penas de morte os habitantes infratores maiores de dezoito anos. Já peço que descartem a ideia de grandes criminosos e assassinatos presentes na nave, que foi distribuída em três distritos: Phoenix, Walden e Arcadia. São punidos com pena de morte os adultos culpados por crimes que vão desde furtos a assassinatos.

Além desse regime rígido, foi implantada na população uma lei que reduz a natalidade: só é permitido ter apenas um filho por família. Ou seja, se uma mulher gerar duas crianças ou mais, será condenada a morte imediatamente. Aí você deve estar se perguntando, e quanto aos menores infratores? Então, esses permanecem isolados em uma cela e são rejulgados pelo conselho quando completam seus dezoito anos, podendo ser absolvidos ou executados (o que quase sempre acontece). E é esse o caso da maioria dos cem escolhidos para revisitar a Terra e descobrir se ela é habitável. Caso eles sobrevivam à missão, receberão o perdão por parte da justiça e poderão viver vidas normais. Antes disso, porém, eles terão que enfrentar os desafios do mundo que os aguarda.

Premissa dada, curiosidade despertada, comecei a ser envolvida pela escrita leve da autora Kass Morgan. Através de capítulos curtos e sob a perspectiva em terceira pessoa dos quatro personagens principais, a autora me cativou com a sociedade criada e a exploração dedicada a cada personagem. Todos eles são bem desenvolvidos e destrinchados aos olhos do leitor, de forma que pude escolher por quem torceria conforme a história se desenrolava, quando podemos descobrir como cada um foi parar no isolamento e de que maneira isso vai interferir em seu caráter. Como introdução a toda uma série, foi bem legal poder acompanhar o quarteto, já que todos eles tem uma história diferente para contar e passam por dificuldades extremamente diversas, dando ao leitor uma curiosidade imensa no que se trata de descobrir o que os levou àquela situação.

Além disso, em The 100 podemos acompanhar vários confrontos envolvendo o preconceito contra a elite existente na nave (mais especificamente, o pessoal que vive em Phoenix), a desordem promovida pelos adolescentes e o fato de que ninguém quer obedecer ordens, e sim, ditar o que deve ser feito. No meio disso tudo, são estabelecidas regras e punições. Num todo, é sensacional observar enquanto uma nova sociedade é formada aos trancos e barrancos.

Ao longo de tudo isso, a ação está sempre presente nessa formação desajeitada: tem muitas cenas de combate, tiros rolam soltos e o desconhecido se revela prestes a dar o bote em quem der bobeira. Também é incrível o fato de que mesmo num cenário desses, o desenrolar de um triângulo amoroso se aproxima. Não vou dar detalhes sobre quem se envolve com quem, isso deixo para vocês conferirem, mas já adianto que não faço parte do team que apoia o mocinho que se diz inocente, como sempre.

Outros detalhes que eu achei bem desenvolvidos além da caracterização dos personagens foram a trama e a ambientação da mesma. Gostei muito de encontrar uma Terra primitiva e com resquícios pós-guerra, ainda como influências do nosso século e alguns traços do conteúdo da história do século XXI que foram deixados para trás. Tudo isso só demonstra o quanto a autora foi cuidadosa com sua obra, o que me admirou muito no geral e me preparou para o próximo volume, já intitulado por Day 21, que está sem previsão de lançamento.

Só por essas considerações vocês já devem ter percebido o quanto eu amei esse livro, não é mesmo? Com relação a série, eu não recomendo que assistam antes de ler o livro, pois a diferença entre ambos é tão grande que dá um nó na cabeça de quem tentar. Leiam o livro, depois assistam a série e tudo vai ficar bem. As duas criações são excelentes e eu recomendo muito para quem é fã de histórias pós-apocalípticas com um gostinho de quero mais.


12/05/2014

Lançamentos da Galera Record #3

Ei, pessoal! Tudo bem com vocês?

O meio do mês está chegando e eu já estou louca para que as férias de inverno cheguem, a copa já está batendo na nossa porta e o Rio de Janeiro está uma bagunça. É no meio de toda essa correria que venho anunciar muita coisa boa pra vocês: os lançamentos de maio de 2014 da Galera Record.

Lembram do porquinho cheio de moedinhas que vocês prometeram não quebrar? Preparem-no para o abate!


Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.



Parte romance gótico, parte mistério e aventura steampunk. Após a invasão do mundo pelos seres mágicos, as fadas foram aceitas entre os mortais, mas os mestiços não têm lugar. Os irmãos Barthy e Hettie vivem com medo. Tudo piora quando Peculiares são encontrados, ocos, boiando no Tâmisa. Mas eles estão seguros em Bath, não? Talvez... Se não fosse pela misteriosa dama em veludo ameixa que aparece na vizinhança. Quem é ela? E o que quer?



Nesta continuação do mito de Perséfone recriado por Meg Cabot, Pierce Oliviera está em um lugar entre o paraíso e o inferno. Um castelo turvo e mal iluminado, de onde pode ver os espíritos dos mortos, prontos para embarcar em sua viagem derradeira. Mas não está lá por escolha própria: John Hayden, senhor do Mundo Inferior, está lhe mantendo lá. Para seu próprio bem, ele diz: para protegê-la das Fúrias que desejam vingar-se dele.

Mesmo que esteja lá, seus entes queridos não estão. E isso pode acabar custando caro para ambos. Mas John afirma que não pode deixá-la sair. Será que ela deveria confiar em sua palavra?



Um encontro com a morte transforma a vida de David Case. Convencido de que o destino não lhe reserva nada de bom, David decide se reinventar e tornar-se, assim, irreconhecível para o destino e salvar-se de seu sofrimento certo. Ele passa a ser Justin Case, com uma aparência totalmente nova e uma paixão crescente pela sedutora Agnes Bee. Com seu galgo cinzento imaginário a reboque, Justin luta para manter sua nova imagem e, acima de tudo, sobreviver em um mundo onde as reviravoltas do destino o aguardam em cada esquina.



Katie Sutton é uma treinadora de pais extraordinária. Após anos de experiência, está convencida de que domina a arte de entender e corretamente manejar o seu adulto – no caso, a sua mãe. Tão grandes os seus dotes, que decidiu escrever tudo em um manual, um diário disfarçado de livro de cálculos matemáticos avançados. Mas agora algumas situações inusitadas podem aparecer, e mudar os modos de operação de sua mãe para sempre. Tudo isso devido a um pequeno problema, que tem um péssimo senso de moda e é metido a ecologicamente correto. Depois de tantos anos órfã de pai, parece que as coisas podem dar uma guinada... que bom que Katie é expert em adultos!



Acompanhe o icônico e instável casal de personagens que cativou o público, Link e Ridley, enquanto finalmente se graduam do ensino médio e estão prontos para deixar a cidadezinha de Gatlin. Após uma discussão com Link, Ridley acaba sozinha em Nova York, e se metendo com um tipo de gente que não parece nada inocente. “Sonho Perigoso” é uma ponte entre a saga Beautiful Creatures e a nova série de Kami Garcia e Margaret Stohl, Dangerous Creatures.




E aí, quais foram as escolhas de vocês esse mês? Sinceramente, todos os lançamentos me agradaram, mas o que mais estou esperando é Um Caso Perdido. Dividam suas opiniões comigo nos comentários!

Até mais!


04/05/2014

[Resultado] Promoção valendo um exemplar de Casa de Segredos!



Ei, gente! Como é que vocês estão? ♥

Um de vocês vai ficar ainda melhor, pois hoje venho trazer o resultado da promoção valendo um exemplar de Casa de Segredos que terminou semana passada!

Não foram tantas participações, mas cada uma delas foi especial e me incentivou a continuar fazendo promoções aqui no blog.

Vamos conhecer o sortudo da vez?

a Rafflecopter giveaway

Parabéns, Vanilda! Enviarei seu exemplar dentro de no máximo 30 dias.

E é isso aí, gente! Entrei em contato com a ganhadora antes de colocar o resultado aqui e como já está tudo certinho, não haverá um novo sorteio. Aos que não ganharam dessa vez, não fiquem tristes! Prometo colocar novas promoções no blog em breve.

Até mais!


21/04/2014

Lançamentos da Galera Record #2

Ei, pessoal! Como vocês estão?

Mais uma semana está se iniciando e com ela, venho mostrar a vocês as novidades da Galera Record para o mês de abril de 2014.

Tem muitos livros legais chegando por aí, acompanhem!


Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.



Tyrael, agora um ex-arcanjo mortal, parte em uma tarefa impossível: roubar a Pedra Negra das Almas do coração da cidade prateada. Para isso, junta um grupo de guerreiros improvável e reforja a aliança com os Horadrim. Entre os escolhidos estão um guardião da lâmina El’druim, uma feiticieira, um monge de Ivgorod e um misterioso necromante. Deles depende não apenas o futuro de Santuário, como o destino da humanidade e o Equilíbrio entre Trevas e Luz. Conseguirão completar sua missão antes que o Paraíso Celestial se perca para sempre?



Belly sempre esteve dividida entre os Fisher. Mas isso parecia ter ficado no passado. Assim como os incríveis dias de verão na casa de praia em Cousins Beach. Conrad, seu primeiro amor, se tornou apenas uma recordação. Agora, era Jeremiah quem ela amava, era com ele que Belly imaginava o futuro. Eles resolvem se casar e passar o resto da vida juntos, mesmo que para isso precisem enfrentar as famílias, que desde o início são contra essa decisão. Mas quando Belly retorna à casa de praia e reencontra Conrad, antigos sentimentos vêm à tona. Com o dia do casamento se aproximando, as incertezas só aumentam. Seria possível voltar atrás? Ou melhor, seria o certo a fazer? Mais uma vez ela está na casa de praia, dividida entre os dois únicos meninos que já amou. Neste último volume da série O verão que mudou minha vida, Belly está mais madura e se vê diante de uma importante decisão que mudará sua vida e a dos Fisher para sempre.



Em Montauban de 1748, nasce Marie Gouze, criada sob as convenções da França setecentista. Aos 18 anos, mãe e viúva, se vê livre para expressar suas ideias e adota o pseudônimo Olympe de Gouges. Anos depois se muda para Paris, onde participará ativamente da vida política e cultural. Fiel leitora de Rousseau, inspiradas pelas ideias libertárias da França pré-revolucionária, Olympe se dedica intensamente à escrita – atividade que levaria até os últimos dias de sua vida e que a causaria muitos problemas. Conquistou inimizades e escandalizou os mais conservadores, porém jamais deixou de defender seus ideais libertários. Em 1791, redigiu a Declaração dos direitos da mulher e da cidadã, reivindicando a igualdade entre os sexos e o direito ao voto. Com muita beleza, esta graphic novel conta a trajetória de uma mulher que carimbou seu nome na história da Revolução Francesa. Dos consagrados quadrinistas José-Louis Bocquet e Catel Muller, a HQ retrata através de belos traços os incríveis cenários e personalidades da França do século XVIII. • José-Louis Bocquet e Cat Muller são autores da graphic novel Kiki de Montparnasse, também publicada pela Editora Record e vencedora do Grand Prix RTL de Comic Strip e do Essentiel Fnac-SNCF (Angoulême 2008).



É janeiro, os alunos estão de volta às aulas, e logo chegam as surpresas: alunos novos. Mais que isso, um reitor novo, o Dr. Dresden e seus dois filhos. Isaac e Isla Dresden são a nova sensação do campus, e toda a escola está fervilhando de fofocas. Trabalhos, grupos, intrigas e festas irão fazer o ano ferver. Tudo pode acontecer. Um dos motivos que tornam as séries It Girl e Gossip Girl tão reais é que sua autora, Cecily von Ziegesar, foi criada na alta-roda nova-iorquina e aluna de um dos colégios mais chiques da cidade, convivendo com pessoas tão requintadas, elegantes, fúteis e divertidas como os personagens que criou.



Para Olivia Larsen, nada poderia mudar o fato de que sua irmã gêmea, Violet, se foi. Até que um misterioso vestido de festa é deixado à sua porta, e ele é capaz de lhe conceder um único desejo. A única coisa que Olivia quer é ter a irmã de volta. Agora, as garotas têm uma nova chance de viver tudo o que sempre sonharam. De quebra, descobrem que existem mais dois vestidos com o mesmo poder, ou seja, mais dois desejos novinhos em folha! Mas mágica não pode resolver tudo e Olivia precisa confrontar os fantasmas de seu passado para aprender a rir, amar e viver novamente.




E aí, o que acharam das novidades? Eu mal posso esperar para ler Os Escolhidos e Desejos. E vocês, quais foram os favoritos desse mês? Não deixem de comentar!

Até mais!