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10/12/2014

[Resenha] Veneno



Autor: Sarah Pinborough

Editora: Única

Páginas: 224

Preço: 16,90 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2013
Sexy, sarcástico e de prender a respiração! Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos! Não existe “Felizes para sempre”! Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos! Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia! Palavra da editora: Veneno é um livro tenro como uma maçã envenenada. Belo como os vilões costumam ser. Sarcástico como príncipes mimados. E sem finais felizes porque já estamos bastante crescidinhos! (E, ainda assim, é um dos finais mais chocantes da ficção atual!) Para fãs de séries de TV e histórias picantes e divertidas, Veneno é puro entretenimento! – Mariana Rolier


Meu interesse em ler Veneno surgiu quando comecei a ver, em minhas andanças pela blogosfera, que quase todos os blogueiros literários estavam falando muito bem sobre a série da qual ele faz parte. O livro ganhou mesmo a minha atenção quando descobri que se tratava de uma releitura de Branca de Neve. Estava querendo tê-lo em minha coleção desde então.

Entretanto, a oportunidade de adquirí-lo só chegou quando o Submarino o lançou em promoção, junto com seus sucessores (Feitiço e Poder) em um box por 12.90. Eu, ingênua, meiga e fofa, garanti logo o meu, só para me surpreender negativamente com a qualidade da edição. Acontece que quando eu comprei o meu box, não tinha notado que a edição era econômica, justamente porque a loja não tinha colocado o parêntese ao lado do título com a informação. Vocês podem imaginar a minha revolta? Estava esperando por edições lindas e caprichosas e... Recebi livros sem orelhas e com folhas finas.

No final, resolvi ignorar minha raivinha (afinal, se eu tivesse olhado a especificação, teria evitado a decepção) e me consolei pensando que a edição é paperback, formato que eu gosto muito. Também não tive tanto tempo para ficar emburrada, porque as capas deslumbrantes dos livros logo roubaram toda a minha atenção. Gente, quem conseguiria resistir? Babei, folheei e me apaixonei. Fiquei ainda mais maravilhada quando descobri que a fonte era relativamente grande. Adoro ler livros curtinhos quando estou de ressaca! Foi justamente por esse motivo que resolvi maratonear os três livros de uma vez só.

Veneno, que na verdade é o livro introdutório da série - mas não necessariamente o primeiro, é a releitura de Branca de Neve sob um ponto de vista mais adulto. No começo, conhecemos Lilith, esposa do rei e madrasta de Branca de Neve. Se na sua mente você imaginou uma mulher vinte anos mais velha que a princesa, pode parar por aí! A rainha é muito mais jovem do que aparenta ser, tendo apenas quatro anos a mais que sua enteada. Sentiu o drama? Pois é, a esposa do rei tem quase a mesma idade que a filha dele.

Desde o início, a gente já percebe que Lilith se sente afetada com toda a ingenuidade e benevolência da enteada, levando tudo o que a garota faz para o lado pessoal. É tipo aquela paranóia de mãe: se a menina sorri, a rainha já desconfia que seja deboche! E não para por aí. Cada ato e passo que a garota dá é tão perturbável na mente da rainha, que já é o suficiente para a mulher tramar planos e mais planos contra a garota. Entre todos esses mal entendidos, também acompanhamos o que levou a soberana a ser tão megera e o que afinal, se passa na cabeça da aparentemente ingênua Branca de Neve.

Devo dizer que o que mais me surpreendeu no livro foi a personalidade dos personagens que permeiam a história. Em cada página levei um susto diferente, pois idealizava aqueles príncipes e princesas dos contos de fadas e acabei encontrando mentes bastante sombrias e dilemas semelhantes aos que passamos no dia-a-dia. Então pra você, que está ansioso para ler esse livro, já fica a dica: leia com a mente aberta e se prepare para conhecer personagens mais maduros e adultos. E nem pensem que estou me referindo a sexualidade dos mesmos - esse é um elemento à parte, é mais à maturidade e aos questionamentos internos mesmo, que são totalmente diferentes do que se espera de uma princesa ou um príncipe de contos de fadas.

Fora esse choque inicial, outra coisa que me chamou a atenção foi o jeito com que a autora desenvolveu e entrelaçou os elementos de sua trama. Eu posso até não ser muito chegada à história da Branca de Neve em particular, mas curti muito a narrativa e o rumo que Sarah resolveu dar a ela, de modo que no final do livro, me encontrei satisfeita e preparada para iniciar o próximo em seguida. Acima de tudo, gostei muito de ter visto os dois lados da história e conhecer um pouquinho mais da visão de Sarah a respeito de Lilith, uma vilã que passei a considerar bastante depois dessa leitura.

Um elemento que eu não posso deixar de citar é a descrição riquíssima com que Sarah preencheu as páginas de seus livros, o que fez com que eu me encaixasse em seu universo medieval com bastante facilidade. Adorei poder imaginar cada cantinho dos castelos e me ambientar bem no contexto histórico de Veneno, ponto que achei essencial para que a leitura fluisse melhor. Também curti as várias aparições de outros personagens dos contos de fadas no meio da trama, como Aladdin, João e Maria e até mesmo a bruxa da casa de doces.

Como o livro é bem curtinho, acho que não tenho muito mais o que dizer. Recomendo muito a leitura e peço que não deixem de conferir essa releitura maravilhosa! Pretendo postar resenha dos próximos dois livros e já garanto a vocês: daqui pra frente, só melhora. Podem comprar que o entretenimento é garantido e a satisfação também.


22/08/2014

[Resenha] Princesa Adormecida



Autor: Paula Pimenta

Editora: Galera Record

Páginas: 192

Preço: 14,00 na Livraria Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014











Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...


Lançamento de maio/junho de 2014 da Galera Record, Princesa Adormecida me atraiu por ser uma releitura de contos de fadas. Eu acho que vocês já se ligaram que eu tenho essa paixão imensa por tudo o que é relacionado a esse tipo de história, não é mesmo? Pois é. Quando percebi que esse stand-alone seria publicado pela Galera, enlouqueci e fiquei doida para solicitar o meu.

Assim que o livro chegou aqui em casa, junto com Hopeless, fiquei surpresa por ser tão pequenininho. Tudo bem que os livros da Paula não costumam ser tão grandes, mas as folhas utilizadas são tão grossas que dá a impressão de ser mais gordinho, mesmo que ele continue com menos de 200 páginas. Eu gostei muito da capa, principalmente da ilustração, que é de muito bom gosto. A revisão ficou impecável e a diagramação é bem clean e fofinha.

Quando comecei a ler o livro, dei de cara com a história da Áurea, uma princesa que nasceu cercada por ameaças de uma admiradora francesa de seu pai. Seu nome é Marie Maleville e desde o nascimento da menina, jurou que se vingaria e a mataria até que atingisse a maioridade. Para proteger a princesinha, os pais de Áurea mandaram-na para o Brasil com seus três tios e passaram a chamá-la de Anna Rosa, para que a Marie não pudesse achá-la. Assim, a menina cresceu envolta pelo amor e carinho de seus tios superprotetores, que dela esconderam sua verdadeira identidade, bem como a existência de seus pais e parentes da realeza.

Resolvi não falar tanto da sinopse, porque o livro é curtinho e se eu falar mais, a leitura quase não vai ter graça. Bom, eu comecei a ler a história de Anna Rosa achando que ia ser totalmente diferente, que ela já ia começar acordando e sem saber onde está, lembrando de seus sonhos e tal. Pois bem, não foi assim. Preciso dizer que isso me chateou muito? Eu esperava que a releitura se desenvolvesse de uma maneira totalmente diferente do que aconteceu e quando percebi o que a Paula tinha planejado para a Bela Adormecida da atualidade, fiquei bastante sentida. Tudo bem, a versão atual é bem fofa, mas não cumpriu o essencial: seguir a proposta inicial do livro.

Posso resumir tudo o que eu disse acima com um simples "não gostei da sinopse", porque o livro não é o que a mesma diz que é. Isso me deixou fula da vida, já que quando você quer saber sobre a história do livro, você vai direito na sinopse, certo? Errado. Se fizer isso com Princesa Adormecida, o resultado é simples: não vai funcionar e você vai se desapontar. Então pra começar a resenha com o pé direito, a minha primeira recomendação é: não leia a sinopse antes de ler o livro.

Depois da sinopse, outra coisa que eu descurti total foi o contexto da releitura. A história se desenrola de uma maneira super fofa, mas só de pensar que o conto da Bela Adormecida poderia ter sido aproveitado de diversas outras maneiras, já me dá um enjôo. A primeira coisa que me desagradou de cara foi o romance aceleradíssimo que a autora empurra ao leitor. Como já conheci um garoto só por mensagem, posso afirmar que sei do que estou falando. E gente, tudo bem começar a ficar a fim do carinha antes de conhecê-lo, mas decidir que ele é o amor da sua vida é uma coisa totalmente diferente e surreal. Aí vocês argumentam: "Nat, foi baseado em um conto de fadas!" e sim, foi baseado em um conto de fadas, mas o contexto dessa releitura é atual.

Além disso, também me decepcionei muito com a vilã da história. A personificação da Malévola ficou terrível, gente! Juro que se a moça aparece três vezes durante a leitura é muito. Tudo bem que a autora esclareceu os motivos dela para fazer todas aquelas ameaças e virar uma stalker da Áurea, mas custava colocar um pouco mais de emoção no negócio? Nem o esperado confronto final tem, poxa! Fiquei revoltadíssima com o quanto a supervilã (que ganhou até adaptação nas telonas estrelando a Angelina Jolie) foi desvalorizada nesse livro. Ô Paula, fala sério!

A personificação da Aurora até ficou legal, mas não tão atraente. Basicamente, uma menina talentosa e apaixonada que sonha em conhecer o mundo e se libertar da superproteção dos tios. Rola até uma identificação por parte do público, já que várias meninas passam por esse estágio minhas-amigas-estão-saindo-e-eu-não-posso-ir da adolescência. Ainda assim, não foi uma personagem desenvolvida o suficiente para me conquistar.

E como eu sei que vocês estão doidos para ouvir a respeito de pelo menos um ponto positivo do livro (porque tudo tem seu lado bom, obviamente), tenho que destacar os meus personagens preferidos: o trio de tios! Cada um deles tem personalidades demarcadíssimas que vão conquistar todos os leitores de Princesa Adormecida. Representando as três fadas madrinhas de Aurora, seus nomes e personalidades são baseados nas fadas originais, o que achei bem digno. Também curti a presença da Cintia (DJ Cinderela) em algumas passagens do livro e fiquei curiosa para ler o conto dela em O Livro das Princesas, que parece ser bem mais legal do que a história de Áurea. Pontinho para a Paula, uhul!

Para completar, sou muito fã de releituras - principalmente de contos de fadas - e para quem quiser começar a ler livros desse gênero, super recomendo os livros das autoras Jackson Pearce e Alex Flinn (que inclusive foi publicada pela Galera, com A Fera). Como releitura, definitivamente não recomendo que leiam Princesa Adormecida. É um livro fraco e sem muitas surpresas, o que me deixou terrivelmente magoada. Eu realmente esperava que a Paula pudesse se destacar e fazer a diferença com esse título, mas pelo visto alimentei expectativas demais.


06/08/2014

[Resenha] Sisters Red



Autor: Jackson Pearce

Editora: Little, Brown Books

Páginas: 336

Preço: 41,00 na Livraria Cultura

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2010











Scarlett never believed in the Fenris—werewolves drawn to the delectable charms of young girls. That all changed when in one swift attack, a Fenris murdered her grandmother and left Scarlett half-blind and horrifically scarred. Only her younger sister, Rosie, escaped unharmed as Scarlett shielded her from the Fenris's jaws.

Now eighteen, Scarlett's life's mission is to destroy the Fenris and save other girls from her fate—a mission she's grown to love, despite herself. Armed with red cloaks and hatchets, Scarlett, Rosie, and a young woodsman, Silas, move to the city in search of answers—and vengeance. If they can find a Potential Fenris, tainted by the pack but not yet consumed by it, they can unlock the mystery that transforms them- but better yet, use him as bait.

But unlike Scarlett, Rosie doesn't feel the thrill of the hunt in her blood. Longing for a life away from heavy responsibility and something sweeter than steel determination, Rosie finds herself drawn to Silas. More and more often, they find themselves abandoning the search for the Potential, stealing kisses, sharing secrets.

When Scarlett discovers the romance blossoming in her midst, she abandons her sister to the woodsman, certain that her own heart has no room for love, not when it's filled with her mission, her purpose. Still, the bond between Scarlett and Rosie is too deep to truly sever, and when Scarlett discovers a way to bring her sister back to her side for good- even if it means destroying Rosie’s happiness—she is forced to make a decision that will change the course of both their lives.


Confesso que dei urros de alegria quando Sisters Red chegou aqui em casa. Como já estava esperando pelo livro há um bom tempo, foi um pulo para colocar essa leitura na frente de todas as outras que eu estava devendo. Claro que a desculpa "tenho que ler algo para o projeto do blog" contou em 90% da decisão, né? No começo eu fiquei sim, com muito receio de ler e não conseguir entender a maioria das coisas, já que foi o meu primeiro "tiro no escuro" com livros em inglês. Superado o receio, comecei a ler como quem não quer nada, torcendo para não me decepcionar.

Logo de cara, não tem como não querer ler Sisters Red. O design da capa, combinado com o mix de texturas e a técnica de fechamento (psicologia) que foi utilizada atiçaram a minha curiosidade. Ficou ainda melhor quando eu abri o livro e passei as páginas para dar uma olhadinha na tipografia: o design é super clean e agradável, com fonte agradável aos olhos e páginas amarelas. Uma coisa boa foi não ter notado erros de revisão, que estava impecável.

Assim que comecei a ler, me deparei com a história de duas irmãs que são grudadas uma na outra, como se fossem gêmeas. Com dois anos de diferença na idade, elas obviamente cresceram juntas e foram criadas pela avó, que faleceu em um trágico acontecimento responsável por marcar a vida delas. Desde que a avó foi devorada por uma criatura maligna - um Fenris - e Scarlett teve o rosto permanentemente marcado por ter defendido sua própria vida e a da irmã, as duas se dedicam a caçar essa galera do mal que costuma comer mocinhas indefesas no jantar.

Eu acho que já dá pra perceber de que releitura eu estou falando, né? Se você levar em conta que a vovó foi devorada por uma criatura maligna e que ela se assemelha a um lobisomem, então já tem certeza mais do que absoluta de que estamos lidando com uma versão mais atual da Chapeuzinho Vermelho. Se você é viciado em contos de fadas como eu, mas nunca tinha dado aquela atenção especial para essa personagem, posso te garantir que esse livro vai mudar a sua visão da Chapeuzinho! Não estava nem na metade e já estava apaixonada pela menina do capuz vermelho, o universo criado por Jackson Pearce me conquistou assim ó, num estalar de dedos.

Eu gostei muito de abrir o livro e topar com personagens muito fortes e o mais importante: singulares. Guiada pela escrita descritiva (mas nem tanto) de Pearce, fui introduzida a duas mulheres que sabem o que querem e fazem de tudo para conseguí-lo. De um lado, temos Scarlett, a irmã deformada e mais velha que representa boa parte da figura materna da mais nova e é viciada em caça. Para ela, é como se sua vida tivesse de ser voltada para isso, já que passou pela terrível experiência de perder um familiar para os dentes afiados dos Fenris e ter sua integridade ameaçada pelos mesmos.

Do outro lado da história, temos Rosie, a menina de 16 anos que é mais sensível e tem esperanças de viver uma vida além das obrigações de uma caçadora. Ela se preocupa muito com as meninas que não tem consciência do mal que as espreita, mas não valoriza a caça tanto quanto Scarlett, o que gera um grande conflito entre as duas, que é bem pontuado e desenvolvido durante a leitura. Em meio às tentativas de viver além das caçadas, Rosie também luta para se impor e ganhar sua independência, o que é fundamental para que notemos o quanto ela pode ser forte, mesmo fazendo o papel de irmã mais nova.

Para fechar os personagens principais, também temos Silas, o melhor amigo de Scarlett e parte do "triângulo amoroso" que se forma no livro. Não vou contar mais detalhes sobre a relação dele com as irmãs para não dar spoiler, prefiro deixar o gostinho para vocês mesmo. Ou seja, leiam o livro e descubram, hehe.

Personagens à parte, o que eu mais gostei no livro foi o fato de a autora ter pego uma história conhecida mundialmente e feito modificações à sua maneira. Em todas as páginas do livro, não temos só caçadas noturnas e o romance presente na narrativa, como também conhecemos o esquema dos Fenris e como a raça funciona, bem como um conflito paralelo que tem um desfecho chocante no final. Também curti bastante a maneira com que Jackson dividiu a narrativa, dando voz a Scarlett e Rosie por meio da primeira pessoa, intercalando o ponto de vista das irmãs a cada capítulo.

Dos dois pontos de vista, o que eu mais curti foi o da Scarlett. Apesar de muita gente ter criticado a personalidade dela, eu a enxerguei como uma guerreira forte e muito, mas muito durona. Mesmo sendo muito cabeça dura e tendo um comportamento meio rabugento na maior parte do tempo, ela me conquistou por se importar e proteger Rosie com sua vida, pelo amor que dedica a ela e que as liga como irmãs. Achei muito legal essa construção que a autora realizou e confesso que sim, leria um spin-off contando sobre a vida de Scarlett após Sisters Red, se fosse publicado.

Também gostei muito do modo com que a autora conciliou os elementos de Chapeuzinho Vermelho com a realidade atual. Não achei nada forçado ou "muito inventado", pelo contrário. Nem o romance ficou meloso demais, me peguei suspirando e torcendo muito para que o casal ficasse junto até o fim. Até rolou uma choradinha no final, confesso! Sem dúvidas, é um livro que eu leria de novo, e de novo, e de novo... Recomendo a todos que curtem essa pegada contos de fadas na atualidade!


10/07/2014

Um livro em inglês por mês #3

Oi, gente! Como vocês estão?

Voltando à saga de ler um livro em inglês por mês, dessa vez eu venho narrar minha leitura de forma mais... Animada. É que esse livro foi a minha compra na Livraria Cultura. Como eu acho que vocês devem saber, a Cultura e a Saraiva são algumas das livrarias que tem um estoque de livros importados um pouco mais abrangente e cobram mais ou menos o mesmo preço que o Book Depository cobraria.

E foi por meio do sistema dessa livraria que eu adquiri o meu exemplar de Sisters Red! Sobre a compra, não tenho nada a reclamar. O livro demorou bastante pra chegar (umas 3 ou 4 semanas, mas o prazo que eles dão é de 7), mas veio super bem embalado e sem nenhum mísero arranhão na jacket (comprei o meu em versão hardcover). Caso vocês queiram saber mais detalhes sobre como eu compro os meus livros em inglês, posso fazer um post especial, é só pedir!

E é isso aí. Preparados para ler os detalhes?



Scarlett never believed in the Fenris—werewolves drawn to the delectable charms of young girls. That all changed when in one swift attack, a Fenris murdered her grandmother and left Scarlett half-blind and horrifically scarred. Only her younger sister, Rosie, escaped unharmed as Scarlett shielded her from the Fenris's jaws.

Now eighteen, Scarlett's life's mission is to destroy the Fenris and save other girls from her fate—a mission she's grown to love, despite herself. Armed with red cloaks and hatchets, Scarlett, Rosie, and a young woodsman, Silas, move to the city in search of answers—and vengeance. If they can find a Potential Fenris, tainted by the pack but not yet consumed by it, they can unlock the mystery that transforms them- but better yet, use him as bait.

But unlike Scarlett, Rosie doesn't feel the thrill of the hunt in her blood. Longing for a life away from heavy responsibility and something sweeter than steel determination, Rosie finds herself drawn to Silas. More and more often, they find themselves abandoning the search for the Potential, stealing kisses, sharing secrets.

When Scarlett discovers the romance blossoming in her midst, she abandons her sister to the woodsman, certain that her own heart has no room for love, not when it's filled with her mission, her purpose. Still, the bond between Scarlett and Rosie is too deep to truly sever, and when Scarlett discovers a way to bring her sister back to her side for good- even if it means destroying Rosie’s happiness—she is forced to make a decision that will change the course of both their lives.


Sisters Red foi como um segundo tiro no escuro. Tudo o que eu sabia sobre o livro antes de comprá-lo se resumia a ser uma releitura de contos de fada, mais especificamente, Chapeuzinho Vermelho. Resolvi não me ater muito às resenhas do Goodreads e confiar no meu instinto, porque gosto pessoal é que nem desejo: cada um tem o seu. Preciso dizer que o meu instinto saiu ganhando? Eu não só amei o livro, como favoritei pra vida e pretendo reler mais tarde.

A leitura é bem tranquila e dinâmica, os capítulos são intercalados entre a visão da Scarlett, a irmã mais velha e Rosie, a irmã mais nova. De vez em quando eu senti dificuldade de entender o contexto entre um termo e outro, mas usei o Urban Dictionary e tudo deu certo. Dessa vez eu me senti mais confortável com a leitura e acho que pelo menos 95% eu consegui pegar. Ainda fico com um pé atrás de livros muito descritivos, mas as descrições da Jackson Pearce eu consegui captar sem problemas.

Agora que já conheço um pouquinho a respeito do estilo de escrita da autora, estou ansiosa para conhecer seus outros títulos, que, em sua maioria, se baseiam em contos de fadas. Não me apoio mais em resenhas do Goodreads e resolvi seguir o meu instinto literário daqui pra frente, arriscando pelo bem da minha sanidade.

Sisters Red faz parte de uma série independente, ou seja, não importa se você ler o livro dois antes do um, não vai perder nada, pois a ligação entre ambos é mínima. Como os livros ainda não foram lançados aqui no Brasil, vou só deixar a capa e sinopse deles para vocês terem um gostinho, em ordem.


As a child, Gretchen's twin sister was taken by a witch in the woods. Ever since, Gretchen and her brother, Ansel, have felt the long branches of the witch's forest threatening to make them disappear, too. Years later, when their stepmother casts Gretchen and Ansel out, they find themselves in sleepy Live Oak, South Carolina. They're invited to stay with Sophia Kelly, a beautiful candy maker who molds sugary magic: coveted treats that create confidence, bravery, and passion. Life seems idyllic and Gretchen and Ansel gradually forget their haunted past-- until Gretchen meets handsome local outcast Samuel. He tells her the witch isn't gone-- it's lurking in the forest, preying on girls every year after Live Oak's infamous chocolate festival, and looking to make Gretchen it's next victim. Gretchen is determined to stop running and start fighting back. Yet the further she investigates the mystery of what the witch is and how it chooses its victims, the more she wonders who the real monster is. Gretchen is certain of only one thing: a monster is coming, and it will never go away hungry.



FATHOMLESS is a companion book to SISTERS RED and SWEETLY, and is a retelling of Hans Christian Anderson’s The Little Mermaid. Celia Reynolds is the youngest in a set of triplets, and the one with the least valuable power. Anne can see the future, Jane can see the present—therefore essentially read minds—and all Celia can do is see the past. Lo doesn’t know who she is. Or who she was. Once a human, she is now almost entirely a creature of the sea—an undine, a nymph, a mermaid; all terms too pretty for the soulless creature she knows she’s becoming. The other ocean girls, her “sisters,” tell her there’s only one way for her to earn her soul and humanity back—convince a mortal to love her, and steal his. Lo thinks a soul is within her grasp when she saves a guitarist, Jude, from drowning. When Celia intervenes, she accidentally reads Lo’s past, calling out Lo’s long-forgotten human name. The two forge a friendship, meeting by the shore to remember Lo’s old life, to talk, to share secrets they’d never tell their “real” sisters. Yet remembering makes Lo more desperate than ever for a soul– and despite Jude’s blossoming romance with Celia, she can’t resist longing for his. Straddling the line between humanity and darkness, Lo struggles to find her place on either side, while Celia wonders just what she and her power have unleashed. But the sister you choose can be more powerful than those you’re born with– in a fight against Lo’s sisters and the waves themselves, Jude and Celia risk their lives to save Lo from her own darkness. But is a soulless, wanting existence better than none at all?



Kai and Ginny grew up together–best friends since they could toddle around their building’s rooftop rose garden. Now they’re seventeen, and their relationship has developed into something sweeter, complete with stolen kisses and plans to someday run away together. But one night, Kai disappears with a mysterious stranger named Mora–a beautiful girl with a dark past and a heart of ice. Refusing to be cast aside, Ginny goes after them and is thrust into a world she never imagined, one filled with monsters and thieves and the idea that love is not enough. If Ginny and Kai survive the journey, will she still be the girl he loved–and moreover, will she still be the girl who loved him? Jackson Pearce, author of the acclaimed SISTERS RED and FATHOMLESS, has returned with a unique vision of Hans Christian Andersen’s “The Snow Queen,” one about power and redemption, failure and hope, and the true meaning of strength.


E essa foi a minha experiência com Sisters Red. Espero que vocês tenham gostado do post e que esse tenha sido um incentivo válido para que se aventurem mais pelo mundo da escrita íntegra. Caso queiram ter um aprofundamento da minha opinião sobre o livro, é só pedir pela resenha nos comentários que eu escreverei o mais rápido que puder.

Até mais!


30/01/2014

Um livro em inglês por mês #1

Oi, pessoal! Como é que vocês estão?

Hoje venho apresentar a vocês mais uma parte da minha meta pessoal para 2014 (que eu decidi iniciar pra valer nessa quinzena mesmo).

Como andei observando que apesar de ter muito contato com a língua, não leio livros em inglês com tanta frequência quanto gostaria, resolvi ler pelo menos uma obra a cada mês, totalizando no final do ano, ao menos 12 leituras em outra língua.

E para dar um gás nessa meta e não desistir de jeito nenhum, depois de muito pensar concluí que seria legal deixar vocês acompanharem o processo, o que significa que a cada mês vocês vão encontrar um post como esse.


A beast. Not quite wolf or bear, gorilla or dog but a horrible new creature who walks upright—a creature with fangs and claws and hair springing from every pore. I am a monster.

You think I'm talking fairy tales? No way. The place is New York City. The time is now. It's no deformity, no disease. And I'll stay this way forever—ruined—unless I can break the spell.

Yes, the spell, the one the witch in my English class cast on me. Why did she turn me into a beast who hides by day and prowls by night? I'll tell you. I'll tell you how I used to be Kyle Kingsbury, the guy you wished you were, with money, perfect looks, and the perfect life. And then, I'll tell you how I became perfectly . . . beastly.


O livro desse mês eu ganhei de presente do meu namorado, que observou o quanto eu fiquei fascinada pelo exemplar disponível na Livraria Cultura do centro do Rio, quando demos uma passadinha lá durante Black Friday.

Super fofo, né? Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ele tinha rodado o Rio de Janeiro inteiro para achar outro paperback de Beastly em uma lojinha aleatória do centro e me dar de presente, já que o livrinho que vimos estava bem machucadinho.

Enfim, como sou apaixonadíssima por contos de fadas e suas releituras, não me admirei com o quanto me fascinei por esse livro. Ainda estou lendo, mas adiando a leitura a cada momento para não deixar a história escapar. Como a escrita da autora é fácil e os personagens, bem sólidos, é difícil parar de ler e não se apaixonar pelo clima moderno salpicado pela magia dos contos de fadas.

Para quem não tem o costume de ler em inglês, mas se interessou pelo livro, a versão brasileira dele é essa aqui:


Eu sou uma fera. Uma fera. Não exatamente um lobo, ou um urso, um gorila ou um cão, mas uma terrível criatura que anda em duas patas — uma criatura com dentes e garras e pelos surgindo de cada poro de minha pele. Sou um monstro. Você acha que estou falando de contos de fada? De jeito nenhum. O lugar é Nova York. O momento é agora. Não sofro de uma deformidade ou uma doença. E vou ficar dessa forma para sempre — destruído —, a não ser que possa quebrar o feitiço. Sim, o feitiço, aquele que a bruxa da minha aula de inglês lançou sobre mim. Por que ela me transformou em uma besta que se esconde durante o dia e rasteja à noite? Vou lhe contar. Vou lhe contar como eu costumava ser Kyle Kingsbury, o cara que você gostaria de ser, com dinheiro, beleza e uma vida perfeita. E aí vou contar como me tornei... a fera.


Eu só não sei se a leitura do livro em português vai ser tão prazerosa quanto com a escrita íntegra da autora (a tradução faz toda a diferença), mas vale a pena tentar, já que a história em si é muito gostosa de se ler.

Espero que vocês gostem de acompanhar as minhas leituras em inglês! Comentem o que acharam desse post para eu saber se os outros vão ser bem vindos. O feedback de vocês é muito importante!

Até mais!