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22/08/2014

[Resenha] Princesa Adormecida



Autor: Paula Pimenta

Editora: Galera Record

Páginas: 192

Preço: 14,00 na Livraria Saraiva

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2014











Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...


Lançamento de maio/junho de 2014 da Galera Record, Princesa Adormecida me atraiu por ser uma releitura de contos de fadas. Eu acho que vocês já se ligaram que eu tenho essa paixão imensa por tudo o que é relacionado a esse tipo de história, não é mesmo? Pois é. Quando percebi que esse stand-alone seria publicado pela Galera, enlouqueci e fiquei doida para solicitar o meu.

Assim que o livro chegou aqui em casa, junto com Hopeless, fiquei surpresa por ser tão pequenininho. Tudo bem que os livros da Paula não costumam ser tão grandes, mas as folhas utilizadas são tão grossas que dá a impressão de ser mais gordinho, mesmo que ele continue com menos de 200 páginas. Eu gostei muito da capa, principalmente da ilustração, que é de muito bom gosto. A revisão ficou impecável e a diagramação é bem clean e fofinha.

Quando comecei a ler o livro, dei de cara com a história da Áurea, uma princesa que nasceu cercada por ameaças de uma admiradora francesa de seu pai. Seu nome é Marie Maleville e desde o nascimento da menina, jurou que se vingaria e a mataria até que atingisse a maioridade. Para proteger a princesinha, os pais de Áurea mandaram-na para o Brasil com seus três tios e passaram a chamá-la de Anna Rosa, para que a Marie não pudesse achá-la. Assim, a menina cresceu envolta pelo amor e carinho de seus tios superprotetores, que dela esconderam sua verdadeira identidade, bem como a existência de seus pais e parentes da realeza.

Resolvi não falar tanto da sinopse, porque o livro é curtinho e se eu falar mais, a leitura quase não vai ter graça. Bom, eu comecei a ler a história de Anna Rosa achando que ia ser totalmente diferente, que ela já ia começar acordando e sem saber onde está, lembrando de seus sonhos e tal. Pois bem, não foi assim. Preciso dizer que isso me chateou muito? Eu esperava que a releitura se desenvolvesse de uma maneira totalmente diferente do que aconteceu e quando percebi o que a Paula tinha planejado para a Bela Adormecida da atualidade, fiquei bastante sentida. Tudo bem, a versão atual é bem fofa, mas não cumpriu o essencial: seguir a proposta inicial do livro.

Posso resumir tudo o que eu disse acima com um simples "não gostei da sinopse", porque o livro não é o que a mesma diz que é. Isso me deixou fula da vida, já que quando você quer saber sobre a história do livro, você vai direito na sinopse, certo? Errado. Se fizer isso com Princesa Adormecida, o resultado é simples: não vai funcionar e você vai se desapontar. Então pra começar a resenha com o pé direito, a minha primeira recomendação é: não leia a sinopse antes de ler o livro.

Depois da sinopse, outra coisa que eu descurti total foi o contexto da releitura. A história se desenrola de uma maneira super fofa, mas só de pensar que o conto da Bela Adormecida poderia ter sido aproveitado de diversas outras maneiras, já me dá um enjôo. A primeira coisa que me desagradou de cara foi o romance aceleradíssimo que a autora empurra ao leitor. Como já conheci um garoto só por mensagem, posso afirmar que sei do que estou falando. E gente, tudo bem começar a ficar a fim do carinha antes de conhecê-lo, mas decidir que ele é o amor da sua vida é uma coisa totalmente diferente e surreal. Aí vocês argumentam: "Nat, foi baseado em um conto de fadas!" e sim, foi baseado em um conto de fadas, mas o contexto dessa releitura é atual.

Além disso, também me decepcionei muito com a vilã da história. A personificação da Malévola ficou terrível, gente! Juro que se a moça aparece três vezes durante a leitura é muito. Tudo bem que a autora esclareceu os motivos dela para fazer todas aquelas ameaças e virar uma stalker da Áurea, mas custava colocar um pouco mais de emoção no negócio? Nem o esperado confronto final tem, poxa! Fiquei revoltadíssima com o quanto a supervilã (que ganhou até adaptação nas telonas estrelando a Angelina Jolie) foi desvalorizada nesse livro. Ô Paula, fala sério!

A personificação da Aurora até ficou legal, mas não tão atraente. Basicamente, uma menina talentosa e apaixonada que sonha em conhecer o mundo e se libertar da superproteção dos tios. Rola até uma identificação por parte do público, já que várias meninas passam por esse estágio minhas-amigas-estão-saindo-e-eu-não-posso-ir da adolescência. Ainda assim, não foi uma personagem desenvolvida o suficiente para me conquistar.

E como eu sei que vocês estão doidos para ouvir a respeito de pelo menos um ponto positivo do livro (porque tudo tem seu lado bom, obviamente), tenho que destacar os meus personagens preferidos: o trio de tios! Cada um deles tem personalidades demarcadíssimas que vão conquistar todos os leitores de Princesa Adormecida. Representando as três fadas madrinhas de Aurora, seus nomes e personalidades são baseados nas fadas originais, o que achei bem digno. Também curti a presença da Cintia (DJ Cinderela) em algumas passagens do livro e fiquei curiosa para ler o conto dela em O Livro das Princesas, que parece ser bem mais legal do que a história de Áurea. Pontinho para a Paula, uhul!

Para completar, sou muito fã de releituras - principalmente de contos de fadas - e para quem quiser começar a ler livros desse gênero, super recomendo os livros das autoras Jackson Pearce e Alex Flinn (que inclusive foi publicada pela Galera, com A Fera). Como releitura, definitivamente não recomendo que leiam Princesa Adormecida. É um livro fraco e sem muitas surpresas, o que me deixou terrivelmente magoada. Eu realmente esperava que a Paula pudesse se destacar e fazer a diferença com esse título, mas pelo visto alimentei expectativas demais.


28/03/2014

[Resenha] Fazendo Meu Filme 2: Fani na Terra da Rainha



Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

Páginas: 328

Preço: 19,90 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Depois de conquistar milhares de leitores e leitoras, a nossa doce e querida Fani volta ainda mais divertida e encantadora. O segundo volume do livro Fazendo meu filme apresenta as aventuras de Estefânia Castelino Belluz na terra da rainha. Sim, na Inglaterra! Longe do grande amor, ela passa por momentos de alegria, dor, saudade, tristeza e, mais do que isso, pode conhecer melhor a si mesma. Sem deixar de lado suas amigas inseparáveis e sua família, ela consegue, no outro continente, viver momentos cheios de suspense, revelações, aventuras, descobertas e emoções fortíssimas! Feliz, triste, preocupada, ansiosa, temerosa, otimista, insegura, cheia de si, apaixonada, desiludida, seja como estiver, Fani mostra a cada página deste livro que não é mais aquela menina tão frágil que muitas vezes se escondia por trás de sua timidez.

Mais do que a história de uma adolescente que se encoraja a fazer intercâmbio e morar fora por um ano, este livro fala de um grande e delicado amor. Em meio a uma avalanche de sentimentos e acontecimentos surpreendentes, ela consegue viver intensamente na Inglaterra, conhecendo pessoas que conquistam seu coração e sua amizade para toda a vida. Porém, o melhor filme de sua vida ainda está para ser contado, ou melhor, vivido…


Como vocês podem ter lido na resenha que eu escrevi do primeiro livro da série Fazendo Meu Filme, achei o livro introdutório bem bobinho. Dado esse comentário, vocês já podem ter uma ideia do quão receosa eu estava ao começar a ler essa sequência.

Ao abrir meu exemplar, me deparei com uma diagramação super fofa e condizente com o padrão criado pela editora desde o primeiro livro. A capa segue a linha matching cover e ilustra um pouquinho do que vai se passar na história. As páginas do livro são brancas, mas esse detalhe não interferiu na leitura, pois foi escolhida uma tipografia agradável para preenchê-las. Não encontrei problemas com a revisão do texto, que se mostrou impecável em diversos aspectos.

Nesse volume, dando continuidade ao gancho proposto no final de Fazendo Meu Filme, Fani está a caminho da Inglaterra, a famosa terra da rainha. Tendo deixado seu grande amor, sua família e amigos em Belo Horizonte, ela está insegura a respeito de sua viagem e teme abandonar tudo para voltar ao Brasil, consequentemente decepcionando aqueles a quem ama, que estão torcendo por ela e desejando ansiosamente que tudo corra bem durante o intercâmbio.Dessa forma, Fani passa por algumas provações ao decorrer de sua viagem, que fazem com que ela amadureça como pessoa e personagem, além de absorver experiências novas e presentear o leitor com uma visão panorâmica de todas elas.

Eu gostei mais do livro justamente por causa disso. Mesmo lendo sobre um assunto pelo qual me interesso muito (para quem não sabe, planejo fazer intercâmbio quando completar 21 anos), curti muito o quanto a autora explorou seus personagens nesse segundo volume, dando mais profundidade às suas características e nos permitindo conhecer melhor a protagonista, agora que a distância entre ela e tudo que conhece e ama foi aplicada.

Mas não foram só os personagens e seu desenvolvimento que me satisfizeram durante a leitura! Outra coisa que eu gostei muito foram os momentos em que notei o amadurecimento da Paula como escritora, durante a leitura da continuação. Senti mais confiança em suas palavras, num misto de eficácia e pesquisa muito bem elaborada, no que diz respeito a Inglaterra. As descrições são muito legais de se acompanhar e as informações que Paula separou para trabalhar em seu livro surtiram o efeito certo, fazendo com que o meu interesse pelo país aumentasse consideravelmente.

Outra coisa em que realmente me interessei foi o romance, que (finalmente!) tornou-se mais atrativo aos meus olhos. Agora que o obstáculo ficou visível, me senti encorajada a saber o que ia acontecer e a autora me guiou muito bem ao longo da leitura, me arrancando até algumas lágrimas ao decorrer do processo. Também fiquei feliz em ter aquela questão do amadurecimento sexual dos personagens desenvolvida e de certa forma explicada, trazendo consigo mais um pouquinho da realidade dos adolescentes de hoje.

Resumindo de uma maneira mais clara, se em Fazendo Meu Filme me decepcionei, em Fazendo Meu Filme fui surpreendida. Com um combo unindo personagens cativantes, trama interessante e escrita fluida e única em seu estilo, Fani e seus amigos definitivamente conseguiram conquistar um lugar dentro do meu coração de leitora. Esse com certeza é um favorito, recomendo muito!


27/12/2013

[Resenha] Fazendo Meu Filme



Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

Páginas: 336

Preço: 22,41 no Submarino.

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2009











Sinopse: Fazendo meu filme é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Uma história bem-humorada e divertida que conquista o leitor a cada página. Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. É sobre isto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir.


Muito bem visto e comprado por muitas adolescentes brasileiras, Fazendo Meu Filme tem um ótimo histórico de vendas e comentários. Sendo leitura anterior a Minha Vida Fora de Série, teve um sucesso fenomenal entre os leitores brasileiros de plantão. Devido a tamanho sucesso, fiquei curiosa e, aproveitando uma promoção muito boa que reduziu o preço dos três primeiros livros da série à metade, resolvi comprá-los e acrescentá-los à minha coleção. Quer saber o que eu achei? Então continue lendo a resenha.

A edição da Editora Gutenberg está muito bem trabalhada. Com 336 páginas brancas e repletas de palavras em uma fonte agradável de ser lida, o livro tem uma capa belíssima e tipografia muito convidativa. Não encontrei errinhos de revisão ou tradução ao longo da leitura, o que deu uma estrelinha a mais para a editora, pelo cuidado.

Estefânia é uma adolescente de dezesseis anos com vários sonhos e desejos, como várias adolescentes que conhecemos. Adepta ao seu apelido, Fani, a garota é apaixonada pelo professor desde que se viu admirando mais as aulas de biologia e possui três melhores amigos a quem é muito apegada, além de uma turma da qual não consegue se separar. Em meio aos trancos e barrancos da adolescência, Fani compartilha suas paixões e descobertas ao decorrer da história, além da chegada de um possível intercâmbio que pode vir a mudar sua vida para sempre.

Fazia mais de um ano que eu não lia nada da Paula Pimenta e, por isso, já tinha me esquecido do seu estilo de escrita. Sem muitos diálogos e descrições, através de um sacolejar rápido de cenas e ações, Paula nos narra a vida de Fani em primeira pessoa e de maneira fácil, envolvente e gostosa. A cada capítulo, é possível encontrar quotes de filmes bem conhecidos, que ocupam um cantinho no coração da protagonista, fazendo com que o leitor se aproxime cada vez mais da realidade da personagem.

Apesar de ser um bom passatempo, Fazendo Meu Filme não chega a ser um livro memorável. Tudo bem que o tema é bem explorado e as dúvidas e inseguranças da personagem são bem apontadas no enredo, mas bem... Esse é o ponto: Fani tem dúvidas e inseguranças demais. Eu tenho quinze anos e achei a protagonista muito bobinha para a idade. Só para vocês terem ideia, a própria Priscila, de Minha Vida Fora de Série, se mostrou mais madura que a tão reconhecida Estefânia. Tal ponto é um erro, já que a protagonista da série spin-off criada por Paula tem treze anos de idade.

Tá bom, deixa eu explicitar para vocês: essa parte da adolescência é muito conhecida pela confusão de hormônios que acontece no corpo tanto da garota, quanto do garoto. Resumindo? Faltou a parte do sexo na história. Não o ato propriamente dito, já que estamos falando de um livro juvenil, mas a confusão sobre a coisa. Até as revistas para adolescentes de hoje em dia tem uma coluna sobre o assunto, gente! É praticamente impossível as meninas dessa idade não pensarem, comentarem ou discutirem o assunto, com curiosidade infinita.

Entendo que o público da autora conte com meninas de onze, doze anos e assim por diante, mas vamos combinar que a idade das personagens exige que seja inserida uma pauta diferente, não necessariamente aprofundada. Essa crítica não serve apenas para esse livro, como para os autores que desejam trabalhar com personagens dessa idade. Explorando um pouco mais o cunho sexual do(a) adolescente em questão, seria possível até mesmo instruir seu público a se cuidar na hora de iniciar suas descobertas, uma vez que os adolescentes de hoje em dia andam se antecipando um pouco mais no que se trata desse tipo de atividade.

Jogando toda essa imaturidade para o lado, me identifiquei com Fani em algumas situações, mas a identificação foi bem escassa mesmo. Apesar do romance existente na trama ser bem fofinho, eu fiquei com vontade de jogar o livro na janela, de tão boba que a situação era. Ah, Nat, então quer dizer que você não é romântica? Sou sim, mas uma coisa é ser perito em romance, outra completamente diferente é não fazer as coisas acontecerem. Me perguntei várias vezes como as meninas conseguem se apaixonar por algo tão... Lento. Mas fazer o que, né? Cada um com seu gosto.

Apesar dos pesares, Paula Pimenta criou um universo com personagens tão críveis que você pode encontrá-los ali na esquina lanchando em uma lanchonete agradável. Eu me senti um pouco incomodada com as características deles, uma vez que por muitas vezes não encontrei pontinhos nos quais eles fizessem mesmo a diferença. O foco do livro e a caracterização gira em torno de Fani e Léo, mas senti falta de mais aprofundamento nos personagens secundários, já que estes aparecem tantas vezes.

Por fim, o final do livro não me encantou tanto, embora tenha feito com que eu exclamasse um grande "aleluia" dentro de casa. No fim das contas, tomei por conclusão de que essa é uma obra que deve ser apreciada sem muitas pretensões, como mais um passatempo, uma história fofinha que é convincente nos momentos em que você está se sentindo apaixonado(a) e de bem com a vida.


17/02/2013

5 motivos para você apostar nos livros nacionais!



Hoje em dia, os autores nacionais andam publicando bem mais do que antes. Quando eu tinha uns doze anos, só ouvia falar de Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Paulo Coelho. Assim que comecei a blogar, foi com a maior surpresa que percebi que o mercado de livros nacional conta com uma variedade imensa de autores. Então por que não apostar na literatura brazuca e conhecer o que o povo da nossa terra escreve? Hoje eu vou te dar cinco motivos para fazê-lo.

Os autores brasileiros são muito gente boa. É sério mesmo! Só para mostrar que eu não quero bajular ninguém, não vou especificar, mas os nossos autores são gente finíssima. Eles tem um papo tão bom que te convencem a comprar e conferir o livro deles só por causa da simpatia. E isso pode te faz inconscientemente gostar do livro, pois eles têm o talento de te apresentar a obra da forma mais gostosa possível.

Você pode conhecer o cenário onde os livros se passam. Não são todos os autores que escrevem histórias utilizando do cenário brasileiro, mas quase sempre isso acontece. Por que não abandonar um pouquinho a Carolina do Norte, Londres, Manhattan ou Dublin, para curtir o melhor do visual tropical brazuca? Já li livros nacionais muito bons que se passam no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e outras cidades. E aí, se você gostar do cenário, não vai precisar gastar tanto para ir conhecê-lo, pois ele se localiza em território nacional.

Se você gostar do livro, vai poder comentar sobre ele diretamente com o autor. Autores nacionais tem Facebook, Twitter e às vezes, até são vlogueiros do Youtube. É claro que os internacionais também estão nas redes sociais, mas os nacionais são bem mais acessíveis, pois eles te adicionam no Facebook, respondem suas mentions no Twitter e seus comentários no Youtube com mais frequência. Já pensou em como vai ser legal se você acabar virando fã de um deles? Eu posso dizer por experiência própria que é muito mais divertido do que ser fã de um autor internacional, pois você tem contato com o seu ídolo.

Os autores nacionais estão sempre presentes nos eventos, ou seja, você tem mais chance de ter contato com eles. Para começar, pode comprar seu livro autografado e com uma dedicatória - quase todos os meus livros nacionais são autografados e dedicados a mim - na folha de rosto, além de poder saber mais a respeito do livro pela apresentação ao vivo do autor. E se você não pode comparecer a eventos por falta de tempo ou não ter algum perto da sua casa, o site Novos Escritores possui um canal que transmite os eventos para a internet. Por esse canal, você além de assistir aos eventos na sua casa, pode participar de sorteios ao vivo e mandar perguntas para que os autores respondam.

Variedade grande de gêneros. Não é porque os livros são nacionais, que seus escritores vão deixar de abordar os assuntos que você gosta. Tem para todos os gostos! Romance, ficção científica, fantasia, chick-lit, jovem adulto, adulto, religioso, entre muitos outros, é só escolher um e se jogar na leitura.

Acho que você, leitor, já sabe que eu sou uma blogueira muito sincera e se não gosto de algo, exponho aqui, pois acho que é de direito dos meus leitores terem acesso a sinceridade em minhas resenhas e posts. Eu realmente indico os livros nacionais, tenho prazer de dizer que sou fã de alguns autores e que me identifico com as histórias contadas por eles. Só para não te deixar na pista, vou indicar cinco dos meus títulos nacionais preferidos para que você possa começar a desfrutar dos autores brasileiros: Ainda Não Te Disse Nada, Guardians - Volume 1, Ser Clara, Imaginário Feminino e Minha Vida Fora de Série.


30/12/2012

[Resenha] Minha Vida Fora de Série



Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

Páginas: 408

Preço: 27,54 na Livraria da Travessa

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Mudar de cidade sempre é difícil, mas fazer isso na adolescência é algo que deveria ser proibido. Como começar de novo em um lugar onde todos já se conhecem, onde os grupos já estão formados, onde ninguém sabe quem você é? A princípio, Priscila não gosta da ideia, mas aos poucos percebe que pode usar isso a seu favor, tendo a chance de ser alguém diferente. Mas será que o papel escolhido é aquele que ela realmente quer representar? Aos poucos, Priscila percebe que o que importa não é o lugar e sim as pessoas que vivem nele. E que, além da nova cidade, há algo mais importante a se conhecer: ela mesma. Quem gosta da coleção “Fazendo meu filme” não pode perder o livro de estreia dessa nova série de Paula Pimenta. Situado no mesmo universo ficcional, temos a oportunidade de acompanhar alguns dos nossos já adorados personagens, três anos antes da história de "Fazendo meu filme” começar. Não perca a 1ª temporada da vida fora de série de Priscila!


Esse livro é super especial para mim, pelo fato de ter sido um presente dado pela minha amiga Anninha, a quem essa resenha é dedicada. Ela o comprou por ter achado que a personagem principal dele, Priscila, seria a minha cara. Eu já estava um pouco ansiosa para conhecer os frutos da imaginação de Paula Pimenta, e com o desafio de comprovar ou não se a personagem seria tão parecida comigo quanto minha amiga garantiu, a vontade que eu tinha de ler Minha Vida Fora de Série só aumentou.

Ao finalmente ter o livro em mãos, me encantei com sua diagramação, tanto externa quanto interna. As páginas não são brancas, mas possuem um tom diferente de cinza, coisa que gostei bastante. A capa é linda e a contracapa possui bolhas com comentários de pessoas que já leram o livro. Outro detalhe que me deixou maravilhada foi o fato de cada capítulo do livro começar com um trecho de algum seriado, já que a protagonista é viciada neles, achei super cuidadoso da parte da autora. Também não encontrei errinhos de revisão, o que só eleva a pontuação da obra.

Priscila tem treze anos e se sente triste por ter mudado de cidade. Seus pais se separaram e resolveram dividir tudo ao meio, dos animais até os filhos. Ou seja, além de ter que se habituar com um novo lar totalmente diferente do que ela conhecia, a menina precisa se acostumar a viver sem a presença do irmão mais velho, de seu pai e de alguns de seus animais domésticos. Tudo muda quando em seu aniversário, sua prima Marina a apresenta à sua mais nova paixão: os seriados. Ela também a convida para conhecer um clube da qual é sócia e é a partir daí que Priscila começa a perceber que Belo Horizonte lhe reserva mais surpresas do que ela imagina.

Bom, pela idade da protagonista já se pode imaginar que o que temos aqui é um romance juvenil, de narrativa super levinha e instigante. Achei a Priscila uma personagem um pouco imatura, o que não é de forma alguma um ponto negativo, pois aos treze anos a adolescente geralmente está começando a passar pelas mudanças da fase. Me identifiquei bastante com ela e já destaco aqui que algumas passagens do livro me despertaram uma sensação de - pasmem - nostalgia. O livro também me fez ter uma súbita vontade de assistir aos seriados que gosto, visto que passei a leitura sendo influenciada por uma viciada em seriados.

Uma coisa que me deixou comovida, foi a relação de mãe e filha que a Paula criou em Minha Vida Fora de Série. Me identifiquei com as confidências que Priscila faz à mãe e com todos os momentos que elas passam juntas. Achei esse detalhe bem legal, pois atualmente, me parece que os adolescentes estão perdendo o contato com seus pais.

Gostei bastante de conhecer a escrita da Paula Pimenta. É gostosa, leve, boa para um passatempo e flui direitinho, de acordo com o ritmo da história. O desenvolvimento da história foi bom, com tudo ao seu tempo, sem pressa. Recomendo a leitura principalmente para quem está um tanto saturado de livros com escrita rebuscada e romances complexos, pois Minha Vida Fora de Série é um ótimo passatempo, principalmente quando você está precisando relaxar um pouco a cabeça.