Autor: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 300
Preço: 24,90 na Lojas Americanas
Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada
Ano: 2013
Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.
Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.
Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.
Esperei muito pelo lançamento desse livro em especial, pois já reservava muitas expectativas quanto à sua história. O fato de a protagonista ser uma escritora e estar se envolvendo com um passado curioso me chamou muito a atenção, logo, confesso que fui com muita sede ao pote. Hoje direi a vocês se fui saciada ou não.
O trabalho da Editora Novo Conceito me satisfez em demasia. Deu pra ver que a editora não economizou na divulgação desse lançamento em particular e em sua diagramação. Eu simplesmente amei a capa - tem tudo a ver com a história do livro - e a diagramação interna, que é fofíssima e super convidativa, tampouco me decepcionei com a revisão ou tradução, o texto está impecável.
O marido a trocou por outra mulher e desde que escreveu seu primeiro livro e este se tornou bestseller, Emily não tem conseguido colocar nada no papel. É nesse estado que a protagonista de As Violetas de Março decide dar um tempo em tudo e aspirar os antigos ares da ilha que tanto amou desde criança. Mas parece que a ilha lhe reserva muito mais do que apenas uma promessa de férias e a possibilidade de um novo amor quando ela descobre um diário da década de 1940 guardado no quarto em que se hospeda.
Devo dizer que a escrita de Sarah Jio me prendeu do começo até o fim. Ainda que a trama não fosse lá essas coisas, eu teria lido o livro em menos de uma semana apenas pelo talento da autora, mas como não é o caso, o terminei em apenas três dias. Além de ser dona de uma escrita maravilhosa e saber criar personagens tão reais quanto o possível, Sarah me presenteou com uma trama envolvente e impossível de ser deixada para trás. Acredito que este tenha sido o melhor livro que eu já li até agora, fica emparelhado com A Seleção. Me apaixonei pelo jeito com que a autora soube desenvolver a trama e resolver os conflitos criados, um por um.
O mistério que rodeia o diário e os habitantes da ilha é instigante e você só se sente razoavelmente aliviado quando chega até a última página do livro. Durante a leitura, me arrepiei, surtei, experimentei a avidez por respostas e ainda me emocionei enquanto acompanhava a trajetória da personagem e o desenrolar do mistério. Apesar de ter achado que no início a autora forçou muito a superação de Emily e sua capacidade de se envolver em novos relacionamentos com tamanha rapidez, deixei isso para lá, pois a história é tão incrível que mínimos detalhes como esse não fazem diferença.
Eu não sei se me encantei mais pela história de Emily ou pela de Esther, dona do diário encontrado por nossa protagonista. Achei que a amarração a qual a autora criou ficou muito bem idealizada e construída, não tem como você se perder entre o passado e o presente, pois a narrativa fica em itálico quando está sob as rédeas de Esther e volta ao normal quando conduzida por Emily. A predominância é de primeira pessoa sob ambos os pontos de vista, com duas personagens cativantes e que conquistam o leitor desde a primeira página.
Não vou me alongar muito nessa resenha, pois posso acabar entregando a história, já que um mínimo detalhe pode comprometer a leitura de vocês. Só posso concluir colocando aqui que nunca me envolvi tanto com um romance quanto em As Violetas de Março, estréia sensacional que ganhou o meu coração de vez.








