07/10/2014

[Resenha] As MAIS



Autor: Patricia Barboza

Editora: Verus

Páginas: 193

Preço: 18,00 na Fnac

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012











MAIS é a sigla da amizade, formada pela inicial do nome das amigas Mari, Aninha, Ingrid e Susana. As MAIS são alunas do Centro Educacional Machado, no Rio de Janeiro e são inseparáveis. Tanto que resolveram escrever um livro juntas relatando suas aventuras mais marcantes de um ano inteiro. O livro é narrado pelas quatro amigas, cada uma contando uma parte do ano letivo. Mari a pagadora de micos, Aninha a intelectual, Ingrid a romântica e Susana a atleta. Sonhos, frustrações, medos e micos (muitos!). Alegrias, conquistas e amores... Quatro personalidades diferentes, quatro maneiras de tornar a amizade única e inesquecível! Afinal, como diz a Mari, elas são as MAIS legais, as MAIS bonitas, as MAIS inteligentes e também as MAIS “modestas”. Divirta-se com as histórias dessas quatro amigas inseparáveis!


Esse infantojuvenil chegou à minha biblioteca pessoal depois que o comprei em uma feirinha que aconteceu aqui no Centro, no final do mês passado. Quando o localizei em um estande por apenas dez reais, prometi que o levaria comigo. E assim fiz, guardando-o para aliviar a minha ressaca literária. E como eu bem esperava, As MAIS foi uma leitura super despretensiosa.

A capa do livro é muito bem feita, já te chama a atenção de cara e te prende pelos olhos. É impossível não ter vontade de levar pra casa, com todas as cores vibrantes e a diagramação super fofa e chamativa que estão inclusas no trabalho gráfico da obra. Se você for amante de infantojuvenis como eu então, o coração de leitor é roubado na hora! Não teve jeito, eu tive que levar um exemplar comigo. Para quem desconfia e se pergunta sobre o conteúdo, a revisão está impecável e o texto, bem preparado.

As MAIS conta a história de Mari (Maria Rita), Aninha, Ingrid e Suzana. As quatro são amigas muito unidas e estudam no mesmo colégio, além de morar pertinho umas das outras. Estão terminando o oitavo ano quando uma professora lhes dá a ideia de escrever um livro compondo suas memórias do último ano do fundamental (no caso, o nono), deixando um trimestre a cargo de cada amiga. Esse é um volume introdutório - pelo que eu entendi, a partir dos próximos volumes vamos ter a narrativa pelo ponto de vista de uma personagem só - e por isso, vamos começar a descobrir a personalidade de cada uma através das situações que elas vivenciam.

Uma coisa que eu curti muito foi o fato de cada menina ser dona de uma personalidade totalmente diferente, mas ainda assim complementar as outras. Sendo mais precisa, cada uma tem uma habilidade e um gosto diferente. A Mari é a mais engraçada e tende a pagar mais mico do que as outras meninas; a Aninha é super responsável e adora ler; a Ingrid ama filmes de romance e tende a liderar, enquanto a Suzana adora lidar com cosméticos e tem muita afinidade com esportes. Tecnicamente, cada garota se encaixa em um clube diferente, mas a Patricia Barboza conseguiu provar que mesmo tendo suas diferenças, as meninas são grandes amigas e ajudam uma a outra no que for preciso.

Curti bastante essa mensagem passada pela autora, além do contexto familiar, que ficou muito bem bolado dentro do universo das personagens. Outra coisa que também me chamou a atenção foi o seu estilo de escrita, leve e bem fácil de acompanhar, próprio para o público. A relação temporal entre personagem x acontecimento ficou bem bacana de se notar também, pois você pode perceber que todas aquelas coisas que rolaram durante a leitura aconteceram no espaço de um ano, não do dia pra noite. O livro é tão curtinho que parece que tudo se desenrolou de maneira rápida, mas se você parar pra pensar, cada integrante do grupo narra três meses do ano. Essa coerência me deixou feliz e satisfeita ao fechar o livro, uma sacada inteligente da autora.

Outro recurso que foi usado com perspicácia foi o modo com que a Patrícia resgatou alguns filmes e músicas mais antigos e inseriu na realidade das personagens. Além disso, ao mesmo tempo em que ela temperava sua obra com muito bom gosto, aproveitou para dar espaço para seus leitores mais velhinhos, relembrando a época das conversas do MSN e aquele friozinho na barriga que ficava na gente até ~aquela~ pessoa ficar online. Adorei!

Apesar de ter me divertido e dado bastante risada, fiquei meio chateada pela maneira previsível com que algumas coisas aconteceram. Embora eu não faça parte do público-alvo do livro, me senti desanimada ao sacar o final da história de uma ou outra personagem já no comecinho de suas respectivas partes. Podia ter rolado um pouquinho mais de criatividade nessas horas, na minha opinião. Tudo bem que um cliché bem contado fica até legal de se ler, mas ainda assim, achei que a autora podia ter bolado umas cenas mais legais para determinadas passagens.

Como vocês podem ter percebido, esse não foi um livro que me marcou e/ou mudou a minha vida, mas foi um ótimo passatempo - cheguei até a levar comigo para a praia. Se estiverem a fim de uma leitura levinha, divertida e com cheirinho de adolescência, basta encomendar As MAIS que não tem erro! Você vai rir e suspirar da primeira até a última página. Recomendo para leitores de todos os públicos!


2 comentários:

Comentários
2 Comentários
  1. Olá Natália!
    Tudo bem?
    Confesso que a capa não me atraiu nem chamou minha atenção. Isso é devido ao meu gosto mesmo, e o tom de rosa exagerado que é presente. Mas confesso também, que sua resenha ficou maravilhosa! Isso prova que não podemos julgar um livro pela capa, até porque, essas obras curtas e envolventes me conquistam por completo. Acho que é uma leitura de verão (não necessariamente), mas assim que pensei nisso você disse que o levou até a praia. Uma graça!
    Creio que não é uma daquelas histórias, como você falou, que mudam ou marcam a vida de alguém. Mas parece ser ideal para se descontrair e passar o tempo.
    Um beijo!
    Paula, Poetisa & Literária

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  2. Pra mim também foi a mesma sensação. Legal e fofo, mas nada extraordinário. Acredito que é um ótimo livro para o público-alvo e, se não fosse previsível, as leitoras não iriam gostar tanto - elas precisam acreditar que há um final feliz, né? hahaha Acho o livro um mimo para se ter na estante, é muito bem trabalhado e a autora tem uma escrita gostosa de acompanhar.

    Beijos,
    Ceile.

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