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28/03/2014

[Resenha] Fazendo Meu Filme 2: Fani na Terra da Rainha



Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

Páginas: 328

Preço: 19,90 no Submarino

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Depois de conquistar milhares de leitores e leitoras, a nossa doce e querida Fani volta ainda mais divertida e encantadora. O segundo volume do livro Fazendo meu filme apresenta as aventuras de Estefânia Castelino Belluz na terra da rainha. Sim, na Inglaterra! Longe do grande amor, ela passa por momentos de alegria, dor, saudade, tristeza e, mais do que isso, pode conhecer melhor a si mesma. Sem deixar de lado suas amigas inseparáveis e sua família, ela consegue, no outro continente, viver momentos cheios de suspense, revelações, aventuras, descobertas e emoções fortíssimas! Feliz, triste, preocupada, ansiosa, temerosa, otimista, insegura, cheia de si, apaixonada, desiludida, seja como estiver, Fani mostra a cada página deste livro que não é mais aquela menina tão frágil que muitas vezes se escondia por trás de sua timidez.

Mais do que a história de uma adolescente que se encoraja a fazer intercâmbio e morar fora por um ano, este livro fala de um grande e delicado amor. Em meio a uma avalanche de sentimentos e acontecimentos surpreendentes, ela consegue viver intensamente na Inglaterra, conhecendo pessoas que conquistam seu coração e sua amizade para toda a vida. Porém, o melhor filme de sua vida ainda está para ser contado, ou melhor, vivido…


Como vocês podem ter lido na resenha que eu escrevi do primeiro livro da série Fazendo Meu Filme, achei o livro introdutório bem bobinho. Dado esse comentário, vocês já podem ter uma ideia do quão receosa eu estava ao começar a ler essa sequência.

Ao abrir meu exemplar, me deparei com uma diagramação super fofa e condizente com o padrão criado pela editora desde o primeiro livro. A capa segue a linha matching cover e ilustra um pouquinho do que vai se passar na história. As páginas do livro são brancas, mas esse detalhe não interferiu na leitura, pois foi escolhida uma tipografia agradável para preenchê-las. Não encontrei problemas com a revisão do texto, que se mostrou impecável em diversos aspectos.

Nesse volume, dando continuidade ao gancho proposto no final de Fazendo Meu Filme, Fani está a caminho da Inglaterra, a famosa terra da rainha. Tendo deixado seu grande amor, sua família e amigos em Belo Horizonte, ela está insegura a respeito de sua viagem e teme abandonar tudo para voltar ao Brasil, consequentemente decepcionando aqueles a quem ama, que estão torcendo por ela e desejando ansiosamente que tudo corra bem durante o intercâmbio.Dessa forma, Fani passa por algumas provações ao decorrer de sua viagem, que fazem com que ela amadureça como pessoa e personagem, além de absorver experiências novas e presentear o leitor com uma visão panorâmica de todas elas.

Eu gostei mais do livro justamente por causa disso. Mesmo lendo sobre um assunto pelo qual me interesso muito (para quem não sabe, planejo fazer intercâmbio quando completar 21 anos), curti muito o quanto a autora explorou seus personagens nesse segundo volume, dando mais profundidade às suas características e nos permitindo conhecer melhor a protagonista, agora que a distância entre ela e tudo que conhece e ama foi aplicada.

Mas não foram só os personagens e seu desenvolvimento que me satisfizeram durante a leitura! Outra coisa que eu gostei muito foram os momentos em que notei o amadurecimento da Paula como escritora, durante a leitura da continuação. Senti mais confiança em suas palavras, num misto de eficácia e pesquisa muito bem elaborada, no que diz respeito a Inglaterra. As descrições são muito legais de se acompanhar e as informações que Paula separou para trabalhar em seu livro surtiram o efeito certo, fazendo com que o meu interesse pelo país aumentasse consideravelmente.

Outra coisa em que realmente me interessei foi o romance, que (finalmente!) tornou-se mais atrativo aos meus olhos. Agora que o obstáculo ficou visível, me senti encorajada a saber o que ia acontecer e a autora me guiou muito bem ao longo da leitura, me arrancando até algumas lágrimas ao decorrer do processo. Também fiquei feliz em ter aquela questão do amadurecimento sexual dos personagens desenvolvida e de certa forma explicada, trazendo consigo mais um pouquinho da realidade dos adolescentes de hoje.

Resumindo de uma maneira mais clara, se em Fazendo Meu Filme me decepcionei, em Fazendo Meu Filme fui surpreendida. Com um combo unindo personagens cativantes, trama interessante e escrita fluida e única em seu estilo, Fani e seus amigos definitivamente conseguiram conquistar um lugar dentro do meu coração de leitora. Esse com certeza é um favorito, recomendo muito!


24/01/2014

Lançamentos da Editora Gutenberg #2

Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Hoje, por meio de mais um post, venho deixar vocês informados a respeito dos lançamentos de janeiro de 2014 da Editora Gutenberg. Não são muitos, mas são títulos que me deixaram com muitas expectativas!

Estão curiosos? Então me acompanhem!


Um dia, aos 13 anos, Jordana vê de longe um rapaz e tem a certeza que ele é seu Príncipe Encantado – um desconhecido que é o mais lindo e perfeito garoto do mundo. Um tempo depois, descobre que ele estuda na sua própria escola, porém é mais novo que ela, e nem sonha com namoradas ou amor. O tempo vai passando, e aos poucos os dois vão descobrindo as dores e as delícias da adolescência e juventude, e entre encontros e desencontros, buscam a felicidade ao lado do verdadeiro amor, que pode nascer à primeira vista, mas durar para sempre.



Quando você não pode confiar em suas lembranças, em quem acreditar? A vida de Anna está cercada de segredos. Seu pai trabalha para a Agência e lidera um projeto confidencial: monitorar e coordenar o tratamento de quatro rapazes alterados geneticamente, que vivem no laboratório localizado no porão de sua casa. Nick é formal e taciturno, Cas é alegre e brincalhão, Trev é inteligente e carinhoso, e Sam é o dono do coração de Anna. Por algum motivo, eles perderam a memória e não se lembram de fatos fundamentais que viveram.

Quando a Agência decide que é hora de levá-los, Sam organiza uma fuga, e o pai de Anna a instiga ir com eles. Diante desse estranho acontecimento, e do pedido dele ao jovem para que mantenha a filha longe da organização a qualquer custo, ela começa a questionar tudo o que achava saber sobre si e logo descobre que ela e Sam estão conectados de uma maneira que jamais poderiam imaginar. E, se ambos quiserem sobreviver, deverão juntar as peças que reconstituem seu passado antes que a Agência roube deles o que ainda resta de sua vida.


E aí, curtiram? Eu já coloquei os dois na minha lista de desejados.

Contem o que acharam nos comentários, quero saber.

Até mais!


27/12/2013

[Resenha] Fazendo Meu Filme



Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

Páginas: 336

Preço: 22,41 no Submarino.

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2009











Sinopse: Fazendo meu filme é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Uma história bem-humorada e divertida que conquista o leitor a cada página. Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. É sobre isto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir.


Muito bem visto e comprado por muitas adolescentes brasileiras, Fazendo Meu Filme tem um ótimo histórico de vendas e comentários. Sendo leitura anterior a Minha Vida Fora de Série, teve um sucesso fenomenal entre os leitores brasileiros de plantão. Devido a tamanho sucesso, fiquei curiosa e, aproveitando uma promoção muito boa que reduziu o preço dos três primeiros livros da série à metade, resolvi comprá-los e acrescentá-los à minha coleção. Quer saber o que eu achei? Então continue lendo a resenha.

A edição da Editora Gutenberg está muito bem trabalhada. Com 336 páginas brancas e repletas de palavras em uma fonte agradável de ser lida, o livro tem uma capa belíssima e tipografia muito convidativa. Não encontrei errinhos de revisão ou tradução ao longo da leitura, o que deu uma estrelinha a mais para a editora, pelo cuidado.

Estefânia é uma adolescente de dezesseis anos com vários sonhos e desejos, como várias adolescentes que conhecemos. Adepta ao seu apelido, Fani, a garota é apaixonada pelo professor desde que se viu admirando mais as aulas de biologia e possui três melhores amigos a quem é muito apegada, além de uma turma da qual não consegue se separar. Em meio aos trancos e barrancos da adolescência, Fani compartilha suas paixões e descobertas ao decorrer da história, além da chegada de um possível intercâmbio que pode vir a mudar sua vida para sempre.

Fazia mais de um ano que eu não lia nada da Paula Pimenta e, por isso, já tinha me esquecido do seu estilo de escrita. Sem muitos diálogos e descrições, através de um sacolejar rápido de cenas e ações, Paula nos narra a vida de Fani em primeira pessoa e de maneira fácil, envolvente e gostosa. A cada capítulo, é possível encontrar quotes de filmes bem conhecidos, que ocupam um cantinho no coração da protagonista, fazendo com que o leitor se aproxime cada vez mais da realidade da personagem.

Apesar de ser um bom passatempo, Fazendo Meu Filme não chega a ser um livro memorável. Tudo bem que o tema é bem explorado e as dúvidas e inseguranças da personagem são bem apontadas no enredo, mas bem... Esse é o ponto: Fani tem dúvidas e inseguranças demais. Eu tenho quinze anos e achei a protagonista muito bobinha para a idade. Só para vocês terem ideia, a própria Priscila, de Minha Vida Fora de Série, se mostrou mais madura que a tão reconhecida Estefânia. Tal ponto é um erro, já que a protagonista da série spin-off criada por Paula tem treze anos de idade.

Tá bom, deixa eu explicitar para vocês: essa parte da adolescência é muito conhecida pela confusão de hormônios que acontece no corpo tanto da garota, quanto do garoto. Resumindo? Faltou a parte do sexo na história. Não o ato propriamente dito, já que estamos falando de um livro juvenil, mas a confusão sobre a coisa. Até as revistas para adolescentes de hoje em dia tem uma coluna sobre o assunto, gente! É praticamente impossível as meninas dessa idade não pensarem, comentarem ou discutirem o assunto, com curiosidade infinita.

Entendo que o público da autora conte com meninas de onze, doze anos e assim por diante, mas vamos combinar que a idade das personagens exige que seja inserida uma pauta diferente, não necessariamente aprofundada. Essa crítica não serve apenas para esse livro, como para os autores que desejam trabalhar com personagens dessa idade. Explorando um pouco mais o cunho sexual do(a) adolescente em questão, seria possível até mesmo instruir seu público a se cuidar na hora de iniciar suas descobertas, uma vez que os adolescentes de hoje em dia andam se antecipando um pouco mais no que se trata desse tipo de atividade.

Jogando toda essa imaturidade para o lado, me identifiquei com Fani em algumas situações, mas a identificação foi bem escassa mesmo. Apesar do romance existente na trama ser bem fofinho, eu fiquei com vontade de jogar o livro na janela, de tão boba que a situação era. Ah, Nat, então quer dizer que você não é romântica? Sou sim, mas uma coisa é ser perito em romance, outra completamente diferente é não fazer as coisas acontecerem. Me perguntei várias vezes como as meninas conseguem se apaixonar por algo tão... Lento. Mas fazer o que, né? Cada um com seu gosto.

Apesar dos pesares, Paula Pimenta criou um universo com personagens tão críveis que você pode encontrá-los ali na esquina lanchando em uma lanchonete agradável. Eu me senti um pouco incomodada com as características deles, uma vez que por muitas vezes não encontrei pontinhos nos quais eles fizessem mesmo a diferença. O foco do livro e a caracterização gira em torno de Fani e Léo, mas senti falta de mais aprofundamento nos personagens secundários, já que estes aparecem tantas vezes.

Por fim, o final do livro não me encantou tanto, embora tenha feito com que eu exclamasse um grande "aleluia" dentro de casa. No fim das contas, tomei por conclusão de que essa é uma obra que deve ser apreciada sem muitas pretensões, como mais um passatempo, uma história fofinha que é convincente nos momentos em que você está se sentindo apaixonado(a) e de bem com a vida.


01/12/2013

Lançamentos da Editora Gutenberg #1


Oi, pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje venho por meio desse post informar a vocês sobre os livros que a Editora Gutenberg lançou no mês de novembro de 2013.

Tenho pela consciência de que estamos em dezembro, mas não pude deixar de passar essas novidades para vocês.

Preparem os bolsos, pois esses livros já estão nas livrarias!


Camilla Pinheiro conseguiu passar sua vida escolar praticamente ilesa, sem se envolver em dramas adolescentes. Isso é uma grande vitória para ela, que sempre foi muito aplicada nas aulas. E pretende continuar assim, agora que está no terceiro ano do ensino médio do colégio Coliseu, um dos mais puxados e concorridos de Goiânia. Sempre organizada, seus planos para o último semestre se resumem a um só objetivo: passar no vestibular com as melhores notas. Porém, graças a uma confusão amorosa envolvendo seu melhor amigo, Camilla vê seus dias calmos de estudos se transformarem, em meio a revoluções escolares, brigas familiares, intrigas na turma, dúvidas sobre o futuro e até uma inesperada paixão, que ela insiste em negar para si mesma. Para se abstrair do mundo real, agora virado de cabeça para baixo, ela posta em seu blog as aventuras da “Agente C”, sua identidade nada secreta para quem a conhece e sabe o que é viver um dos períodos mais intensos da vida.



André e Juli pareciam ter nascido um para o outro. Depois de seis anos de casamento, e sendo também sócios em um restaurante, as coisas, porém, já não eram o conto de fadas do início. Na verdade, sentiam que estavam vivendo mesmo o lado mais sombrio da sua história. Raquel e Alberto tinham a vida perfeita: empregos glamorosos, com rendimentos que permitiam um alto padrão de vida, um filho carinhoso e saudável, o apartamento dos sonhos, férias sempre inesquecíveis… mas um fato inusitado faria com que aquele castelo encantado estivesse prestes a ruir. A vida, no entanto, traça caminhos inesperados. E o que parecia não ter saída de repente se transforma em uma encruzilhada, na qual André, Juli, Raquel e Alberto podem se encontrar e agarrar a nova chance para a felicidade, trazendo para suas vidas mais amor, paixão, emoção e companheirismo, e assim conseguir viver como sempre sonharam. Inclusive com final feliz!




Clarissa Corrêa foi minha aluna. Peraí. Você já deve estar concluindo que ela aprendeu comigo alguma coisa. Não, eu fui seu aluno disfarçado de professor. Cada texto que vinha de seus olhos enormes e de suas sardas iluminadas roubava um riso que eu ainda não havia inventado em minha escrita. Sua produção me converteu em um docente pontual, que frequentava o campus com gosto, não reclamava do cartão-ponto e da lista de chamada obrigatória. Tudo para ouvir sua voz temperamental, passional e lúcida de Cyndi Lauper. Era confessional, mas absurdamente impessoal nas teorias. Como? Falava de si para teorizar o comportamento dos outros. Aqui, ali ao mesmo tempo.

Suas crônicas são ácidas, caem no colarinho e não saem com tira-manchas, perfuram o tecido até marcar a pele para sempre. Humor desesperado sobre relacionamentos desesperados sobre respostas desesperadas. Se não mentíssemos o que sentimos, não enfrentaríamos nenhum constrangimento na vida a dois. Mas mas mas mas a literatura é quando contamos a verdade. A derradeira transparência.

Um pouco além do resto é contido na linguagem, porém exuberante nas sugestões. Confirma o quanto complicamos a felicidade. É somente estar feliz que já cavamos suspeitas, provocamos brigas, recrutamos flertes para testar o amor do outro. A simplicidade não sacia ninguém – é o que parece lendo Clarissa, mesmo que a simplicidade seja o que a gente sempre sonhou em um relacionamento. O medo do futuro estraga o presente, e altera inclusive o passado. Não duvide do poder do pensamento: ele destrói amores perfeitos. São as suposições que se agigantam, e não diferenciamos o que é receio do que é real. Essa mania de procurar coisa onde não tem.

Desconfie menos, acredite mais. E aprenda com Clarissa como eu aprendi. - Fabrício Carpinejar



Como alguém que é homossexual pode expressar sua fé cristã publicamente? Seria esse um direito negado a quem não é heterossexual? É a homoafetividade um pecado sem perdão, e que exclui da religião todos os que são assim? Existiria “cura”? Como as igrejas tratam os gays? De questionamentos como esses nasceu este livro, uma reportagem contundente e abrangente sobre a complexa relação entre os cristãos, especialmente os evangélicos, e a homossexualidade. Em um tom jornalístico fluido e investigativo, a jornalista Marília de Camargo César traz à tona fatos e informações a partir de pesquisas sólidas em fontes históricas, nas quais procura a origem do pensamento de exclusão social e religiosa dos homossexuais pelos cristãos. Além disso, evidencia sentimentos e opiniões sobre o tema por meio de dezenas de entrevistas com religiosos, pastores, gays, ex-gays, ex-ex-gays, familiares, historiadores, teólogos, psicólogos, sociólogos e especialistas da área médica e das ciências humanas. O resultado é um mosaico de histórias profundamente humanas, que mostram, além de argumentos e discussões em torno de questões polêmicas, muitos conflitos e atitudes causadoras de sofrimento. É a riqueza de pontos de vista, no entanto, que lança mais luz à questão: leituras fundamentalistas do livro sagrado, leituras mais liberais da chamada teologia inclusiva, relatos de gays ateus, posturas dos que optaram pela castidade para professar sua religião e opiniões de quem entende que fé tem pouco a ver com orientação sexual. A dúvida que pode emergir de uma discussão assim talvez consiga romper a casca rígida das certezas cristalizadas e definitivas e origine uma nova visão de mundo com menos dor e mais humanidade.



No Lar Diamante, uma casa de repouso em Estocolmo, moram Martha, uma adorável senhora de 79 anos, e seus amigos Anna-Greta, Stina, Krattan e Snillet, todos na mesma faixa etária. Depois que o local é vendido, a nova administração torna as coisas bem complicadas: o tratamento recebido pelos idosos está horrível, a comida é racionada e de péssima qualidade, a rotina está tediosa, e nem sair para se exercitar eles podem mais. Ninguém aguenta mais ficar ali. E Martha fica imaginando que eles estariam muito melhor se fossem para a prisão sueca… Que, aliás, ela pensa, é uma ótima solução! O grupo, então, se reúne e planeja um grande roubo, que deverá garantir que todos sejam condenados. Com o assalto perfeito combinado, eles escapam do asilo e a aventura começa. Porém, nem tudo ocorre como o planejado, e logo eles se veem envolvidos em uma trama inusitada, que poderá fazê-los conseguir a tão sonhada vida melhor. Atrás das grades…



Nos tempos antigos, o reino de Noridium era governado pelos temíveis Dragões Negros. Durante séculos, na fria região de Caldia, circularam lendas sobre a Bruxa do Gelo, que seria a descendente cruel e imortal dessas criaturas. Porém, essas lendas se tornarão realidade para a adolescente Nonna e para seu protetor, o urso polar de estimação Fenris. Depois de ver sua aldeia atacada e destruída, ela é forçada a deixar sua casa e sua vida para trás. Os rumores de que os deuses antigos voltaram à Terra aumentam a cada dia, e tudo começa a mudar. O grande temor é que o Clã dos Dragões recupere seu domínio. Nonna se vê, então, em meio a uma luta pelo poder, e ameaçada por um grande mal. Ao procurar defender-se, descobre mais sobre seus ancestrais, mas percebe que está mais envolvida com o futuro do reino do que poderia imaginar.



Esta fábula convoca as diversas abordagens em saúde a somarem suas diferenças e a multiplicarem a lucidez e a compaixão. Celebra o olhar convergente entre a medicação e a meditação, oferecido pelo conceito de Saúde Plena e de Medicina Integrativa. De forma lúdica, convida o leitor a interagir com as próprias realidades multidimensionais e com a vastidão de suas possibilidades. Como um espelho, amplia sua visão e lhe pergunta como está utilizando o melhor medicamento disponível – a Vida!



Dirceu Ferreira é escritor, cartunista e jornalista. Começou sua carreira de humor no Correio de Araxá e foi lançado nacionalmente no Pasquim, por Ziraldo. Foi também colaborador regular no Estado de Minas e na Folha de São Paulo. Este livro traz ao leitor as máximas do Dirceu, em centenas de hilariantes frases de um dos grandes humoristas do Brasil, acompanhadas de desenhos do cartunista Nani.



Bruce Dickinson é o vocalista do Iron Maiden, uma das mais importantes bandas de heavy metal de todos os tempos. Junto com ela, faz enorme sucesso há mais de três décadas. Fora da banda também teve uma trajetória marcante. Antes de juntar-se ao Maiden, fez parte do Samson, e no período em que esteve afastado da banda que o consagrou, construiu uma bem-sucedida carreira solo. Além da música, Dickinson se envolve em atividades peculiares, graças à sua personalidade singular. Já integrou o time britânico de esgrima, apresentou por oito anos um programa de rádio na estação digital BBC 6Music, é autor best-seller de ficção, e já foi apresentador do Discovery Channel e do Sky One. Além de tudo isso, fez vários voos como piloto da companhia aérea comercial Astraeus, incluindo uma missão de resgate de ingleses residentes em Beirute em 2006. Na turnê mundial Somewhere Back in Time World Tour (2008-2009), o próprio Bruce pilotou o avião do Iron Maiden – um Boeing 757 customizado, batizado de Ed Force One, uma referência ao mascote que estampa praticamente todos os lançamentos da banda. Atualmente, Bruce Dickinson roda o mundo também apresentando palestras sobre empreendedorismo e criatividade empresarial. Este livro mostra pela primeira vez sua história completa e traz entrevistas exclusivas com quem o conhece melhor: pessoas com as quais conviveu em sua juventude, companheiros de estrada e outros que o acompanham até os dias de hoje, quando o Iron Maiden mantém-se como uma das maiores lendas da música em todo o planeta.



30/12/2012

[Resenha] Minha Vida Fora de Série



Autor: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

Páginas: 408

Preço: 27,54 na Livraria da Travessa

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Mudar de cidade sempre é difícil, mas fazer isso na adolescência é algo que deveria ser proibido. Como começar de novo em um lugar onde todos já se conhecem, onde os grupos já estão formados, onde ninguém sabe quem você é? A princípio, Priscila não gosta da ideia, mas aos poucos percebe que pode usar isso a seu favor, tendo a chance de ser alguém diferente. Mas será que o papel escolhido é aquele que ela realmente quer representar? Aos poucos, Priscila percebe que o que importa não é o lugar e sim as pessoas que vivem nele. E que, além da nova cidade, há algo mais importante a se conhecer: ela mesma. Quem gosta da coleção “Fazendo meu filme” não pode perder o livro de estreia dessa nova série de Paula Pimenta. Situado no mesmo universo ficcional, temos a oportunidade de acompanhar alguns dos nossos já adorados personagens, três anos antes da história de "Fazendo meu filme” começar. Não perca a 1ª temporada da vida fora de série de Priscila!


Esse livro é super especial para mim, pelo fato de ter sido um presente dado pela minha amiga Anninha, a quem essa resenha é dedicada. Ela o comprou por ter achado que a personagem principal dele, Priscila, seria a minha cara. Eu já estava um pouco ansiosa para conhecer os frutos da imaginação de Paula Pimenta, e com o desafio de comprovar ou não se a personagem seria tão parecida comigo quanto minha amiga garantiu, a vontade que eu tinha de ler Minha Vida Fora de Série só aumentou.

Ao finalmente ter o livro em mãos, me encantei com sua diagramação, tanto externa quanto interna. As páginas não são brancas, mas possuem um tom diferente de cinza, coisa que gostei bastante. A capa é linda e a contracapa possui bolhas com comentários de pessoas que já leram o livro. Outro detalhe que me deixou maravilhada foi o fato de cada capítulo do livro começar com um trecho de algum seriado, já que a protagonista é viciada neles, achei super cuidadoso da parte da autora. Também não encontrei errinhos de revisão, o que só eleva a pontuação da obra.

Priscila tem treze anos e se sente triste por ter mudado de cidade. Seus pais se separaram e resolveram dividir tudo ao meio, dos animais até os filhos. Ou seja, além de ter que se habituar com um novo lar totalmente diferente do que ela conhecia, a menina precisa se acostumar a viver sem a presença do irmão mais velho, de seu pai e de alguns de seus animais domésticos. Tudo muda quando em seu aniversário, sua prima Marina a apresenta à sua mais nova paixão: os seriados. Ela também a convida para conhecer um clube da qual é sócia e é a partir daí que Priscila começa a perceber que Belo Horizonte lhe reserva mais surpresas do que ela imagina.

Bom, pela idade da protagonista já se pode imaginar que o que temos aqui é um romance juvenil, de narrativa super levinha e instigante. Achei a Priscila uma personagem um pouco imatura, o que não é de forma alguma um ponto negativo, pois aos treze anos a adolescente geralmente está começando a passar pelas mudanças da fase. Me identifiquei bastante com ela e já destaco aqui que algumas passagens do livro me despertaram uma sensação de - pasmem - nostalgia. O livro também me fez ter uma súbita vontade de assistir aos seriados que gosto, visto que passei a leitura sendo influenciada por uma viciada em seriados.

Uma coisa que me deixou comovida, foi a relação de mãe e filha que a Paula criou em Minha Vida Fora de Série. Me identifiquei com as confidências que Priscila faz à mãe e com todos os momentos que elas passam juntas. Achei esse detalhe bem legal, pois atualmente, me parece que os adolescentes estão perdendo o contato com seus pais.

Gostei bastante de conhecer a escrita da Paula Pimenta. É gostosa, leve, boa para um passatempo e flui direitinho, de acordo com o ritmo da história. O desenvolvimento da história foi bom, com tudo ao seu tempo, sem pressa. Recomendo a leitura principalmente para quem está um tanto saturado de livros com escrita rebuscada e romances complexos, pois Minha Vida Fora de Série é um ótimo passatempo, principalmente quando você está precisando relaxar um pouco a cabeça.


15/11/2012

[Resenha] A Lista Negra



Autor: Jennifer Brown

Editora: Editora Gutenberg

Páginas: 256

Preço: 28,34 na Siciliano

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2012











Sinopse:E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.


Antes de ter o livro em mãos, já reservava muitas expectativas para com ele. Ganhei a obra de minha querida madrinha, durante uma de nossas infinitas excursões pelas livrarias do Rio de Janeiro, mais especificamente, pela Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

O design ficou extremamente bem cuidado. A pegada juvenil da capa comprometeu um pouco a mensagem que o livro queria passar (meus amigos da escola achavam que se tratava de um romance juvenil, ao estilo da Paula Pimenta), pois deixa de transparecer o assunto sério que ele aborda. Do mesmo modo, acabou aliviando a carga pesada que o enredo carrega. Gostei muito da diagramação e principalmente, do fragmento da lista negra ilustrado na contracapa, que nos dá uma ideia de como ela foi escrita.

Durante a leitura conhecemos Valerie, ex-namorada de Nick Levil e protagonista da história. Achei muito bom o jeito com que Jennifer Brown expressou os medos, ansiedades e angústias da mesma, pois nunca conheci uma personagem tão real e bem construída como tal.

Pude acompanhar atentamente todo o processo de sua recuperação, enquanto ela tentava superar o ocorrido causado por aquele que amava, que não só afetou as pessoas ao seu redor, como ela mesma. Preciso dizer que me identifiquei muito com diversas passagens do livro? Me senti como uma amiga próxima de Valerie na obrigação de ajudá-la. Jennifer construiu uma personagem capaz de te tocar, te fazer sentir e refletir a respeito de seus atos.

Apesar de ter foco em uma personagem específica, a autora não descuida em mostrar tudo sobre os personagens secundários, também atingidos pelo evento. Gostei bastante da história ter todo um envolvimento com a arte, mostrando por meio de desenhos descritos por Valerie, seus sentimentos. Não me afeiçoei por nenhum outro personagem que não a principal, mas todos eles são tão reais e bem construídos quanto ela.

O livro é intercalado por memórias, flashbacks e trechos de reportagens que relatam o que aconteceu durante o tiroteio. A ideia de Brown ficou muito bem desenvolvida, não faltou informação alguma. Sua escrita é descritiva o bastante para nos dar uma visão bem clara do que está acontecendo ao redor da protagonista. Definitivamente, me sinto encorajada a ler outras obras da autora, tal qual Bitter End, ainda não lançado no Brasil. Leitura muito recomendada.