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21/04/2013

[Resenha] Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido



Autor: Deb Caletti

Editora: Novo Conceito

Páginas: 240

Preço: 17,71 no Extra

Velocidade da leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2013











Sinopse: É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem...


Ao pegar Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido para ler, eu estava esperando me deparar com uma versão mais adolescente de Belo Desastre. Essa foi a minha primeira experiência com um livro da Deb Caletti e como já havia lido muitas resenhas positivas a respeito de seu primeiro livro publicado pela Novo Conceito no Brasil, Um Lugar para Ficar, já tinha expectativas consideravelmente elevadas para com essa obra.

Eu gostei muito do trabalho da Editora Novo Conceito nessa obra. A diagramação, tanto externa quanto interna, ficou bem legal e os detalhes mais ínfimos me deixaram babando no meu exemplar. Gostei bastante da tradução, mas achei alguns erros de revisão que me incomodaram um bocado, mas como em tantas outras vezes, nada muito grave. Só achei que a editora poderia ter elaborado um kit para essa obra em especial, mas tudo bem.

Ruby McQueen é uma adolescente de dezesseis anos conhecida por ser tímida e não falar com muita gente. Graças a alguns acidentes que a ridicularizaram no passado, ela acabou se contentando com essa identidade e sempre tentou se manter longe do centro de atenções. Mas nesse verão, tudo parece mudar quando ela conhece Travis Becker, um rapaz bonito, rico e que acaba de se mudar para sua cidade, Nine Mile Falls. Porém, Ruby e as pessoas à sua volta começam a perceber que o rapaz só tem a levá-la para o mau caminho e com o objetivo de evitar que sua filha siga por esse rumo, a mãe de Ruby a arrasta para as reuniões do clube Rainhas Caçarolas, um clube de leitura para idosos onde Ruby tem a chance de viver mais aventuras do que imagina.

Bom, acho que já deu pra perceber que nesse livro, Deb Caletti trabalha com três conflitos diferentes. Conflito nº 1, o fato de a protagonista ser muito tímida e recatada; Conflito nº 2, o início da relação complicada de Ruby com Travis; Conflito nº 3, o drama vivido por uma das participantes do clube. Eu acho que essa leitura poderia ter sido uma das minhas favoritas se autora tivesse tido mais perspicácia na hora de trabalhar suas ideias. Não que ela escreva mal, pelo contrário, adorei o jeito com que Deb soube me envolver durante a leitura, com uma escrita gostosíssima de se acompanhar e tudo o mais. Porém, achei que ela não deu a atenção necessária que cada conflito pedia ali.

Ok, vamos por partes. Ao receber a informação de que Ruby era conhecida por "A Garota Calada", eu esperava que ela realmente agisse como tal e na verdade, é o que a gente geralmente espera quando lê esse tipo de coisa. Mas não é o que acontece. Eu não consegui pegar uma linha em que a protagonista parecesse ao menos um pouquinho tímida. Eu tenho amigos tímidos e sei que as pessoas com esse tipo de traço na personalidade tem uma dificuldade enorme de se comunicar com as outras, o que não é o caso de Ruby, não mesmo. Só por isso já chegamos à conclusão de que o primeiro conflito não foi bem explorado.

O segundo conflito exposto pela autora, foi o relacionamento turvo de Travis com Ruby. Uma palavra para definir esse relacionamento seria forçado. Assim em como observei na resenha de Esperando por Você, senti falta de mais detalhes na descrição do garoto-problema em questão. E não para por aí, além de não termos uma descrição mais aprofundada da personalidade de Travis - por que ele é um bad boy, se possui distúrbios psicólogicos, etc - a relação dos dois também não é crível. Eles se conhecem e de repente já estão juntos, fora que até agora eu não consigo acreditar que eles possam ter tido algo real, porque o que a autora me passou simplesmente não funcionou, é muito vago. Como vocês podem perceber, já desconsidero o segundo conflito como algo bem resolvido.

E finalmente, como tudo tem que ter um lado bom, vamos para o terceiro conflito idealizado por Deb Caletti, que foi para mim, o que salvou o livro. Quando a protagonista passa a frequentar as reuniões das Rainhas Caçarolas junto com sua mãe, nós somos apresentados a personagens divertidíssimos e temos acesso a um "q" adicional do livro, que é a trama de uma das integrantes do grupo, personagem que pode ou não ter vivido um romance relacionado a obra que os integrantes do grupo estão lendo. Pra mim, foi aí que o livro engrenou de vez. Eu adorei a trama, o jeito com que ela foi desenvolvida e concluída e a minha conclusão final é que a autora podia ter excluído os dois elementos acima para trabalhar focando apenas nesse romance. Ia mudar a história toda? Sim, mas ficaria algo muito melhor e mais memorável do que essa confusão de conflitos mal-resolvidos e desenvolvimentos falhados que encontramos ao ler Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido.

Se a autora não tivesse vacilado desse jeito, esse romance provavelmente teria sido uma das leituras mais memoráveis de 2013, mas por conta desses fatores que citei aí em cima, acabou não rolando. Todavia, eu continuo recomendando o livro para vocês: se vocês estão a procura de um passatempo gostoso, bem ambientado, com cheirinho de capim, fofocas de cidade pequena e um romance envolvendo a terceira idade (com um gostinho extra de road trip), apostem em Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido, vocês não vão se arrepender. Agora, tenham em mente que é preciso desconsiderar toda aquela premissa garota-tímida-encontra-bad-boy antes disso.


10/04/2013

Para ler no ritmo de... I Knew You Were Trouble! #1


Oi, gente!

Para quem não sabe, eu tenho uma ligação muito forte com a música desde pequena. Fui descobrir que tinha vocação para cantar aos sete anos, ao fazer um teste na época obrigatório para o coral da escola, durante a minha primeira aula de música. E quando eu comecei a fazer aulas de ballet, essa paixão só aumentou. Quando finalmente peguei uma noção mínima de ritmo, comecei a coreografar tudo o que ouvia e relacionar músicas famosas a momentos meus. E por que não conciliar a música a outra paixão minha: os livros?

Nessa coluna, escolherei uma determinada canção e relacionarei a ela, livros que tem a ver com sua letra ou ritmo, para que vocês possam de repente, ler o livro enquanto escutam essa música.

Eu acho que muitos de vocês já conhecem a cantora Taylor Swift, estou errada? Um dos meus singles preferidos dela é I Knew You Were Trouble e hoje vou mostrar pra vocês os livros que me fazem lembrar dessa música.



Once upon time
A few mistakes ago
I was in your sights
You got me alone
You found me
You found me
You found me



É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem...


Como não lembrar de Travis Becker e Ruby McQueen ao ouvir a letra de I Knew You Were Trouble? Apesar do casal ser pouco explorado no livro, já dá para perceber que o bad boy consegue meter a protagonista em muitas roubadas. E como no trecho acima, ela - lembra da cena da garagem? - foi pega sozinha.

I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places i'd never been
Till you put me down, oh!
I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places i'd never been
Now i'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble




Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. E é então que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura.


É impossível deixar de fora dessa lista um dos casais-problema mais conhecidos do mundo literário. Travis e Abby são personagens de personalidade forte que juntos, formam uma bomba relógio ambulante. Desde o início, Abby sabia que Travis lhe traria um grande problema, assim como no refrão da música.

No apologies
He'll never see you cry
Pretend he doesn't know
That he's the reason why
You're drowning, you're drowning, you're drowning




O que você escolheria: O Amor ou a Razão? Maria é bonita, estudiosa, avessa à badalação e tradicional. João é lindo, extrovertido, arrogante e vocalista de uma banda de rock. Ela jamais se aventurou pelos caminhos tortuosos da paixão. Ele já naufragou pelos mares de um amor fulminante. Eles não têm nada em comum. Mas foram feitos um para o outro.






Também não posso deixar de citar um dos meus casais preferidos da literatura nacional: João e Maria. Esses dois me conquistaram desde as primeiras páginas, por terem personalidades muito opostas e seu romance ser classificado como quase-impossível e claro, super problemático. Fazendo jus à letra, João e Maria passaram por poucas e boas antes de finalmente assumirem seu amor um pelo outro.

Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble