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17/02/2013

5 motivos para você apostar nos livros nacionais!



Hoje em dia, os autores nacionais andam publicando bem mais do que antes. Quando eu tinha uns doze anos, só ouvia falar de Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Paulo Coelho. Assim que comecei a blogar, foi com a maior surpresa que percebi que o mercado de livros nacional conta com uma variedade imensa de autores. Então por que não apostar na literatura brazuca e conhecer o que o povo da nossa terra escreve? Hoje eu vou te dar cinco motivos para fazê-lo.

Os autores brasileiros são muito gente boa. É sério mesmo! Só para mostrar que eu não quero bajular ninguém, não vou especificar, mas os nossos autores são gente finíssima. Eles tem um papo tão bom que te convencem a comprar e conferir o livro deles só por causa da simpatia. E isso pode te faz inconscientemente gostar do livro, pois eles têm o talento de te apresentar a obra da forma mais gostosa possível.

Você pode conhecer o cenário onde os livros se passam. Não são todos os autores que escrevem histórias utilizando do cenário brasileiro, mas quase sempre isso acontece. Por que não abandonar um pouquinho a Carolina do Norte, Londres, Manhattan ou Dublin, para curtir o melhor do visual tropical brazuca? Já li livros nacionais muito bons que se passam no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e outras cidades. E aí, se você gostar do cenário, não vai precisar gastar tanto para ir conhecê-lo, pois ele se localiza em território nacional.

Se você gostar do livro, vai poder comentar sobre ele diretamente com o autor. Autores nacionais tem Facebook, Twitter e às vezes, até são vlogueiros do Youtube. É claro que os internacionais também estão nas redes sociais, mas os nacionais são bem mais acessíveis, pois eles te adicionam no Facebook, respondem suas mentions no Twitter e seus comentários no Youtube com mais frequência. Já pensou em como vai ser legal se você acabar virando fã de um deles? Eu posso dizer por experiência própria que é muito mais divertido do que ser fã de um autor internacional, pois você tem contato com o seu ídolo.

Os autores nacionais estão sempre presentes nos eventos, ou seja, você tem mais chance de ter contato com eles. Para começar, pode comprar seu livro autografado e com uma dedicatória - quase todos os meus livros nacionais são autografados e dedicados a mim - na folha de rosto, além de poder saber mais a respeito do livro pela apresentação ao vivo do autor. E se você não pode comparecer a eventos por falta de tempo ou não ter algum perto da sua casa, o site Novos Escritores possui um canal que transmite os eventos para a internet. Por esse canal, você além de assistir aos eventos na sua casa, pode participar de sorteios ao vivo e mandar perguntas para que os autores respondam.

Variedade grande de gêneros. Não é porque os livros são nacionais, que seus escritores vão deixar de abordar os assuntos que você gosta. Tem para todos os gostos! Romance, ficção científica, fantasia, chick-lit, jovem adulto, adulto, religioso, entre muitos outros, é só escolher um e se jogar na leitura.

Acho que você, leitor, já sabe que eu sou uma blogueira muito sincera e se não gosto de algo, exponho aqui, pois acho que é de direito dos meus leitores terem acesso a sinceridade em minhas resenhas e posts. Eu realmente indico os livros nacionais, tenho prazer de dizer que sou fã de alguns autores e que me identifico com as histórias contadas por eles. Só para não te deixar na pista, vou indicar cinco dos meus títulos nacionais preferidos para que você possa começar a desfrutar dos autores brasileiros: Ainda Não Te Disse Nada, Guardians - Volume 1, Ser Clara, Imaginário Feminino e Minha Vida Fora de Série.


24/12/2012

[Resenha] Ser Clara



Autor: Janaina Rico

Editora: Underworld

Páginas: 285

Preço: 35,91 na Fnac

Leitura: Rápida - Média - Demorada

Ano: 2011











Sinopse: Clara é uma jovem brasiliense, de 27 anos, que está envolvida com os preparativos do casamento de sua melhor amiga, Laura. Durante a festa conhece um médico rico e famoso, o homem dos sonhos de qualquer mulher. Porém, acaba se envolvendo com um colega de adolescência. Mal sabe ela os obstáculos que viverá pela frente, tais como uma sogra desesperada e até mesmo tentativas de assassinato, até que consiga decidir o que quer da vida.
Trata-se de um livro de linguagem simples e atual, que descreve o cotidiano, os sonhos e as aventuras de uma mulher vivendo entre a realização de uma vida independente e o desejo de conhecer e viver um grande amor. Clara, Laura, João Thomas, Léo são personagens que encontramos em nosso dia a dia, no trabalho, nos bares, nas festas. Um passeio pelos desejos e sonhos do imaginário feminino.


Garanti meu exemplar de Ser Clara da maneira mais "Clara" possível e fiquei bem feliz por isso. Eu tinha sido a vencedora de um concurso cultural realizado na fanpage do livro, com a promessa que desfilaria pelo Rio de Janeiro caracterizada com roupas que lembrassem a personagem, além de um cartaz escrito "Eu quero Ser Clara!". É claro que eu cumpri a promessa e ganhei meu kit, que foi composto pelo livro e alguns mimos super legais. No mesmo dia, tive a oportunidade de conhecer a Janaina Rico, autora super divertida de quem gostei muito.

A Editora Underworld arrasou na diagramação e revisão do livro. Já a capa, feita pela capista Marina Ávila é a cara da protagonista! A intenção da capa fica implícita durante a história, de forma que os mais atentos poderão descobrir qual o momento que ela ilustra. O livro todo tem um design encantador, o que torna quase impossível não sair da livraria com ele na mão.

Janaina já começa nos apresentando à Clara com uma dose considerável de bom humor e comicidade. Clara logo nos anuncia que está metida nos preparativos para o casamento da melhor amiga Laura e que não pode falhar na organização de tal evento, para que todos vejam como seu bom gosto é apurado. Preparativos feitos, união concretizada, é chegada a festa que celebra o matrimônio, onde familiares se perdem na bebedeira, senhoras mais velhas se desprendem e dançam até o chão e principalmente, onde Clara conhece o atraente João Thomas.

A partir daí, a história vai se desenrolando da forma mais engraçada possível. Eu ri demais com as tiradas da Clara. Onde já se viu, colocar música do plantão da Globo como toque para as chamadas da mãe no celular? Apesar de ser personagem principal de um chick-lit, isso não faz com que a moça seja artificial, pelo contrário. Ela se ferra mais do que se dá bem, passando por cada saia justa que faria uma mulher recatada meter o rabo entre as pernas e sair correndo.

Além de Clara, também conhecemos diversos personagens que fazem parte da história e não deixam de carregar sua dose de importância. Eu me apeguei a quase todos eles, sério mesmo, desde os componentes da família até os amigos mais chegados, cada personagem tem seu diferencial.

Não tenham preconceitos! Se vocês pensam que Ser Clara vai tratar apenas das conquistas amorosas da moça, podem parando por aí. Janaina Rico não desceu do salto ao tratar de assuntos mais sérios e delicados em sua obra, tais quais os relacionamentos abusivos, transtornos obsessivos-corporais e desigualdades sociais, que são tão presentes na nossa sociedade atual. A autora me surpreendeu a em meio de tão leve entretenimento, injetar esse tipo de assunto em seus personagens com maestria.

Como vocês já devem saber, o chick-lit é o meu gênero literário favorito, então, costumo ser mais crítica quanto a ele. Para mim, ou você sabe escrever um chick-lit, ou estraga tudo fazendo uso de piadas forçadas e sem graça. Mas devo dizer que a Janaina passou na avaliação, ainda mais com sua narrativa gostosa, que me fez devorar o livro. Fiquei encantada em poder me deleitar com o cotidiano cômico e problemático de uma brasileira de classe média.

Por fim, é um livro super recomendado. Acho que os amantes do chick-lit deveriam adicioná-lo às suas próximas leituras, pois garanto que vão curtir bastante, assim como eu.